A gente às vezes almeja demais coisas que não nos servem.
Uma vida adulta, refinada, com um toque de elegância. E no final, o que eu mais sinto falta é a simplicidade.
Jantar um lanche no carrinho da esquina, tomar uma gelada no Pimenta à tarde, ir pra balada e dançar até não aguentar mais e depois voltar pra casa sem sapato, dando risada e se divertindo até o ultimo segundo.
Não ter que se preocupar com quem lava a louça, com a impressão errada que podemos causar nos outros, a que hora devemos jantar, ou com assuntos proibidos. Poder falar palavrão quando bato o pé na quina da mesa, poder deixar a cama desarrumada quando temos pressa, poder fazer nada quando não temos nada pra fazer.
Simples assim.
Simplicidade era o que fazia brotar o sorriso mais sincero no meu rosto. E agora tenho que inventa-la.
Enfim, é muito estranho crescer.
:*