sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Closer;


Era aquele o momento; Aquele preciso momento que ele havia esperado, calculado, programado, ensaiado e refletido em cada detalhe. Era chegada a hora de colocar pra fora o que ele havia guardado, era hora de dizer com todas as palavras que ela havia mudado a sua vida, e que ele já não via como poderia viver sem ela.
Se ela tivesse percebido antes, ah, se ela tivesse visto a cintila dentro daqueles olhos negros quando olhavam pra ela! Se ela tivesse olhado pra trás pelo menos uma das milhões de vezes em que ele se petrificava enquanto ela levantava e girava os cabelos ao vento. Se ela tivesse reparado que todos os conselhos amorosos que ele deu, na verdade serviam somente pra ele mesmo: "Se você gosta de alguém, tem que correr atrás. Não deixe que a felicidade corra mais rápido, não deixa ela fugir de você."
Ele não podia deixa-la fugir, ele tinha que agarrar aquela unica (e ele sabia muito bem que aquela seria a ultima) oportunidade.
Enquanto ela terminava de colocar os livros na bolsa, seus cabelos caíram nos seus olhos, e ela de novo não pode ver todo o esforço que ele estava fazendo pra parecer natural.
"Você lembra onde eu coloquei minha lapiseira? Não acho de jeito nenhum". Ela era linda mesmo quando era desajeitada, estabanada, e ela era sempre. O que permitia que, às vezes, ele pudesse fazer o herói e evitar que ela caísse, escorregasse, fosse atropelada ou esquecesse o celular em cima do balcão do bar. Mas o que ela não via (como, se era assim tão óbvio?) era que ele seria o herói dela pra sempre, ele iria salva-la de sua vida dedicada a estudos e porres, e noites de sexta na frente da TV. Ele a seguraria todas as vezes que ela ameaçasse cair, ele nunca permitiria que ela se machucasse. Ela tinha se machucado muitas vezes, e ele iria cuidar de todas aquelas lágrimas da madrugada dela.
Mas ela nunca tinha visto isso, ela nunca havia percebido que além da pose de difícil se escondia um sentimento que tinha lutado com todas as suas forças pra não aflorar. Ele tinha ignorado, tinha sido indiferente, tinha lutado e no fim das contas, se rendeu. Agora ele precisava colocar isso tudo pra fora, antes que ele explodisse.
Ele abaixou e pegou a lapiseira que estava logo em baixo da cadeira que ela estava sentada, extendeu-a na frente daqueles cabelos e os olhos que olhavam pro chão, e nem assim, mesmo que estivesse na frente dela, ela não viu. Ele colocou as mãos no queixo dela e levantou seu rosto bem devagar.
"Era isso que você estava procurando? Aqui está, e sempre esteve aqui bem embaixo do seu nariz, era sò você querer enxergar". Ela não entendeu o porque daquela complementação da frase, a lapiseira não tinha estado o tempo todo ali, ela teria visto, ela teria percebido, ela...
Ela olhou dentro da cintila daqueles olhos negros e viu, toda aquela onde de coisas não ditas e de palavras escondidas, toda a força daquele sentimento que ela sempre quis ver, mas não abria os olhos suficientemente pra isso.
E pela proximidade ela sentiu o calor que vinha dele, o respiro ansioso, aqueles olhos que não paravam mais de cintilar.
Não foi preciso dizer mais nada, eles haviam percebido que estavam condenados ao fracasso, mas se prometeram em silêncio que lutariam até o fim daquela guerra.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Regalo all'amore mio;


Ciao, amore!

Tu lo sai che in questo Natale non potrò riempirti di regali come me piacerebbe. Ma pure così vorrei regalarti un pò di quel che sento per te.
Ormai stiamo insieme da un pò di tempo, sono passati 556 giorni dalla prima volta che siamo stati insieme. Non avevo mai pensato che un giorno mi sarei trovata nella situazione che mi trovo adesso. Mi sono messa insieme a un uomo 11 anni più grande di me, appena separato e con un figlio di 6 anni. Sinceramente, non è il tipo di rapporto che sceglierei vivere se potessi. Ma non possiamo commandare il cuore, e mi sono innamorata. Ammetto che non subito, ci è voluto un pò di tempo.
All'inizio era solo sesso e compania, come lo era anche per te. Ma dopo mi sono trovata veramente bene con te e le cose sono andate avanti. Tu, sempre faccendo il duro, mi hai quasi fatto impazzire, non dimostravi mai i tuoi sentimenti per me, non riuscivo a capire se pure per te le cose stavano cambiando. Rimanevo male ogni volta che ti dicevo qualcosa di carino e tu non mi rispondevi. Volevo capire quel che stava succedendo e ammetto pure che non credevo che il nostro rapporto sarebbe durato.
Ma piano piano ti sei sciolto, e ache io mi sono fidata un pò di più, ed eccoci!
Sai, amore, io ho sempre pensato che non ce la farei mai a convivere con qualcuno. Tu lo sai il caratterino che ho, sono felice e 5 minuti dopo ho il muso, a volte mi arrabbio per niente, sono gelosa, tra tanti altri difetti. Ma con te và sempre tutto bene, perchè quando AMO divento più dolce.
E poi, come non amare una persona como te? Sei sempre così bravo, gentile, generoso (come ha detto Leo), hai un cuore gigante, non ti arrabbi facilmente e sai sempre il momento giusto per parlare o tacere. Ti sei lasciato amare, e io adoro starti vicino, coccolarti, abbracciarti, riempirti di baci, accarezzarti i capelli, dormirti vicino e fare l'amore. Quando facciamo l'amore è una cosa stupenda, sembra che siamo una sola persona, sento tutto l'amore che proviamo uno per l'altro.
Quanto mi sono emozionata con il mio regalo di Natale del'anno scorso! Mi hai portato a vedere la neve, il migliore Natale che ho mai avuto. E poi, i fiori che mi hai mandatto in Brasile, quando gli ho visti mi è venuto da piangere! Sei stato fantastico! E sai pure essre romantico ogni tanto.
Dopo tutto quello che mi è successo da quando ho deciso di andarmene dal Brasile, se oggi sono felice la colpa è tutta tua.
Te che sei molto più di un amante, sei amico, sei compagno, sei tutto quello che ho sempre voluto trovare.
Vorrei ringraziarti per ogni secondo che abbiamo passato insieme, per ogni bacio, ogni sguardo, ogni volta che ho avuto bisogno di te e tu mi sei sempre stato vicino.
Grazie per averti lasciato amare, grazie per essere l'unico amore mio.
E come regalo ti faccio una promessa.
Prometto fare tutto il possibile per fare di te l'uomo più felice di tutto il mondo! Tu meritti tutta la felicità che esiste, ed io te la darò.

Ti amo tanto, Emiliano.
Più di quanto pensavo fosse possibile.
E molto, molto più di quanto tu immagini.

Un bacione grande grande dalla sempre tua Carol.


(Buon Natale!)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Constante, eu?;

"Você é tão previsível"
Tenho muita antipatia por essa frase. Se eu não sou previsível nem pra mim, que me conheço à mais de 22 anos, imagina se as pessoas ao meu redor podem me dizer isso?
Eu adoro ficar na frente do computador, mas às vezes não tenho paciência. Se você desligar na minha cara pode ser que eu ligue de volta, ou não. Falo sempre de sexo e não ligo, mas às vezes acho isso muito vulgar. Sou melosa, mas de vez em quando o grude me cansa. Adoro dormir, mas odeio dormir cedo, e também odeio acordar tarde. Eu te ajudo quantas vezes você precisar, mas de vez em quando me bate uma má vontade. Sou muito preguiçosa, mesmo que de vez em quando tenha um chilique e passe roupa de madrugada. Gosto muito de ouvir, mas também adoro falar, e não costumo conciliar as duas coisas. Se você tirar sarro de mim pode ser que eu ria, que eu sorria, que eu te ignore ou que te de um tapa na cara, nunca se sabe. Se me ligarem de madrugada me convidando pra dar uma volta, posso aceitar, posso pular da cama ou posso dizer um belo palavrão e voltar a dormir. Adoro jogar conversa fora no MSN, mas na maioria do tempo estou "ausente" ou "off". Hoje gosto de vermelho, mas pode ser que amanhã passe a odiar, mesmo porque já odiei vermelho antes. Fumo em média 7 cigarros por dias, mas às vezes fumo 30. Coloco no último volume minha música preferida, mas adoro o silêncio. Sou louca por MPB e samba-rock, mas na balada nada melhor que um House. Adoro doces, mas posso ficar meses sem come-los e sem sentir falta deles. Sou caseira, mas adoro uma balada. Sou romântica, mas sou fria e calculista. Sou inteligente, mas sou extremamente burra. Sou palhaça, mas sou super séria. Estou sempre rindo, mas estou sempre brava. Amo minha mãe, mas odeio estar com ela. Adoro frio, adoro calor, odeio frio e odeio calor. Sou adolescente, criança, velha ranzinza e adulta. Sou responsável, responsável, meio-termo e nenhuma das anteriores. Sou hippie, roqueira, CDF, punk, clubber, largada, chique, feia, bonita, triste, feliz, gorda, magra, sou cada uma dessas coisas e todas essas contradições juntas, porque eu sou INCONSTANTE.
Porque tudo em mim depende, cada situação tem a sua reação de acordo com o meu estado de espírito naquele exato minuto. Não se pode esperar que alguém se comporte da mesma maneira, se a cada instante esse alguém é uma pessoa diferente.
Somos uma mutação constante, eu não sou previsível, e por isso também sou incapaz de prever os outros.
Façamos nossas vidas de SURPRESAS!


P.S.: Não gostou do texto?
1. Tudo bem, nem eu gostei muito na verdade.
2. Tudo bem, não podemos agradar todo mundo.
3. Não pedi mesmo pra você ler.
4. Eu sei, é uma droga.

Mas nesse exato momento, de acordo com o meu estado de espírito: 5. FODA-SE.
;)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Ah, ele não era tudo aquilo..."

"Vejo sempre a mesma história. Primeiro a pessoa some uns dias, umas horas, no mínimo. Depois, aparece com algum nick poético no MSN, aquele sorriso no rosto, a pele maravilhosa, espalhando sua felicidade para o mundo inteiro. Você pergunta o que aconteceu e descobre que a pessoa está namorando, enrolada, tá pegando, tá se relacionando com alguém. Os mais corajosos, e que não temem perder os demais pretendentes, mudam logo o status no Orkut para "namorando", criam um álbum para o novo casal, informam pelo GoogleTalk cada passo dos pombinhos (ninguém sente falta de quando os namoros eram apenas entre duas pessoas?) e os mais cautelosos, ou medrosos, continuam no "solteiro" ou "nada a declarar".

Querendo saber todos os detalhes, você logo pergunta quem é o novo elegido e a resposta é também sempre a mesma, "é uma pessoa muito especial. Eu sinto que vai ser diferente, que não é uma pessoa como as outras, é alguém muito bacana, acho que tô apaixonado". Você sorri e deseja sorte para o novo rolo do seu amigo. Passam-se alguns dias, geralmente varia entre cinco dias e um mês (para os mais persistentes), e seu amigo volta a ser solteiro. "O que aconteceu?", você novamente pergunta. A resposta, outra vez, não varia muito, "ah, ele não era tudo aquilo que eu pensava", e é dita por aquele - antes apaixonado, agora decepcionado - amigo. É, e é sempre culpa do outro nunca da própria pessoa. Ele era muito grudento (ou você é escorregadio demais?), ele não retornava as ligações (dá tempo de retornar com você ligando a cada dois minutos?), éramos muito diferentes (já considerou se casar com seu espelho?), enfim, ele não era aquilo tudo (ou você quer do outro o que ele não pode ser? Se você busca salgado na loja de doces o erro é seu, só seu! Entendeu?).

Agora, vamos lá. Deita aí no divã que tá limpinho. Não era tudo aquilo? Você se decepcionou? Sabe quando a gente tem uma desilusão? Quando a gente se ilude, quando a gente troca o conhecer pelo se iludir, por criar expectativas e projetar no outro o que nós queremos. Sinto lhe informar, mas, você definitivamente não estava apaixonado por este ilustre ser desconhecido que você elegeu em uma semana ao posto de amor da sua vida. Você estava, simplesmente, apaixonado pela sua projeção, pela parcela de você que viu no outro (aquilo que chamamos de "coincidências", "alma gêmeas" no começo da relação e no final damos o nome de "pé no saco") e estava apaixonado também pelo começo da relação com este outro alguém. Não há como gostar do que não conhecemos. De novo, "não há como gostar do que não conhecemos", mais uma vez, "não há como gostar do que não conhecemos". Só você: "não há como gostar do que não conhecemos". Todo mundo: "não há como gostar do que não conhecemos"!

Como é mesmo o início de uma relação? Amor, amor, e mais amor, físico e espiritual. Se você conhecer alguém que já no começo não faça você se sentir nas nuvens, corra porque é o capeta disfarçado de gente! É como aconselhava minha sabia avó, que se casou três vezes: quando você quer matar a galinha, você não fala "xô", você chama ela bem bonitinho, carinhosamente, e somente depois dela acreditar em você é que você quebra o pescoço dela, depena, joga na panela e come! Então, no começo, caríssimo, todo mundo vai se mostrar como o ser mais apaixonante do mundo, chama-se cortejo esse processo e existe até entre os animais não racionais (imagina entre os racionais).

Depois da conquista, aí sim, chega a hora de conhecer aquela pessoa "muito especial". Será que vocês combinam? Será que você suporta essa pessoa antes e depois do sexo? Vale ter alguém o resto da vida por alguns minutos de prazer? E muitos outros "será?" que virão. Depois de conhecer você finalmente poderá se apaixonar por aquela pessoa e não pelo começo apaixonante de qualquer relação, captou?

Então, fique com quem você ama, apesar de tudo, por tudo, acima de tudo. Caso contrario, não será amor, será apenas alguém, no caso você, usando alguém para se sentir bem, para se sentir melhor (ou exibir para os outros?), e isso se chama egoísmo, não namoro, não amor. Não seja alguém tão carente assim, porra!

É difícil saber disso tudo, porém precisamos continuar tentando. Eu não caio mais nessas! Mas, agora que você acabou de ler meu texto, eu preciso contar uma coisa para você: conheci uma pessoa muito especial. Nossa, ele não é que nem os outros, sabe? Ele faz eu me sentir..."

"Já viu alguém e soube que se aquela pessoa realmente conhecesse você teria, bem, teria é claro se livrado do modelo perfeito com quem estava, e se daria conta de que você é a pessoa com quem queria envelhecer?"
(Enquanto você dormia - 1995)


Eu sei que sou EU que deveria escrever o que eu posto aqui, mas esse texto realmente é demais, e serve pra todo mundo.
Inclusive pra muitos dos meus amigos que leem esse blog.
xD

Créditos: http://www.eusoqueriaumcafe.com/

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar."



Se passou tanto tempo. Parece uma eternidade e parece que foi ontem.
A coisa mais gostosa do mundo é lembrar de todas as coisas boas que fizemos juntos, e saber que meus amigos ainda lembram esses momentos comigo.

ENQUANTO HOUVER VCS DO OUTRO LADO, aqui dentro de mim vai estar tudo bem.
Amo vcs.

domingo, 8 de novembro de 2009

40 erros que os homens cometem na cama;

Li isso em um blog de listas, ADOREI e tive que postar. Isso deveria ser impresso e entregue a todos os meninos no começa da sua vida sexual. xD



01. NÃO BEIJAR PRIMEIRO.
Evitar os lábios e ir direto às zonas erógenas faz com que ela se sinta como se você estivesse pagando por hora
e tentasse fazer o dinheiro valer cortando partes não essenciais. Um beijo apaixonado conveniente é a forma de
preliminar definitiva.

02. DAR UM CHUPÃO NA ORELHA.
Seja franco: algum cara na escola lhe contou que as garotas adoram isso. Bom, há uma diferença entre ser
erótico e chupar como se você estivesse tentando fazer respiração boca-a-boca num hipopótamo. Isso
machuca.

03. NÃO FAZER A BARBA.
Freqüentemente você se esquece de que tem um porco-espinho atado ao seu queixo, o qual você arrasta
repetidamente através do rosto e das coxas da sua parceira. Quando ela vira a cabeça de um lado para o outro,
isso não é paixão, ela está tentando se esquivar.

04. ESPREMER OS SEIOS DELA.
Quando botam as mãos neles, a maioria dos homens age como uma dona-de-casa experimentando um melão
para ver se ele está maduro. Afague-os, acaricie-os e alise-os.

05. ABOCANHAR OS MAMILOS.
Por que os homens se grudam nos mamilos de uma mulher e depois os tratam como se quisessem esvaziar o
corpo dela pelos seios? Mamilos são extremamente sensíveis. Eles não resistem a mastigação. Lamba e sugue
gentilmente. Dar-lhes pancadinhas com a língua de um lado ao outro é legal. Fazer de conta que eles são um
brinquedo de cachorro não é.

06. TORCER OS MAMILOS DELA.
Pare de fazer aquela coisa de girar os mamilos entre o indicador e o polegar como se estivesse tentando
sintonizar uma rádio numa área montanhosa. Concentre-se nos seios como um todo, não só nos pontos de
exclamação.

07. IGNORAR AS OUTRAS PARTES DO CORPO DELA.
Uma mulher não é uma via expressa com somente três saídas: Peito Leste e Oeste, e o Túnel do Meio. Existem
vastas áreas do corpo dela as quais você freqüentemente ignora quando passa direto para Vagina Central. É
hora de começar a lhes dar atenção.

08. ENROLAR AS MÃOS.
Falta de destreza manual na região sub-saia pode resultar em dedos e roupas de baixo torcidas. Se você fôr tão
direto assim, peça a ela que tire logo o troço todo.

09. DEIXAR-LHE UM PRESENTINHO.
Jogar a camisinha fora é responsabilidade do homem. Você usa, você descarta.

10. ATACAR O CLITÓRIS.
Pressão direta é muito desagradável, portanto gire gentilmente seus dedos pelas laterais do clitóris.

11. PARAR PRA RESPIRAR.
Diferentemente dos homens, mulheres não continuam de onde foram deixadas. Se você parar, elas voltam para
a casa número 1 bem depressa. Se você perceber que ela ainda não chegou lá, continue custe o que custar,
mandíbula dormente ou não.

12. DESPI-LA ESTUPIDAMENTE.
Mulheres destestam parecer estúpidas, mas é exatamente o que ela vai parecer ao ficar nua da cintura para
baixo com um suéter enrolado na cabeça. Desembrulhe-a como um presente elegante, não como um brinquedo
de criança.

13. ATOCHAR A CALCINHA DURANTE AS PRELIMINARES.
Acariciá-la gentilmente através da calcinha pode ser bem sexy. Atochar o tecido entre as coxas dela e ficar
puxando pra frente e pra trás náo é.

14. SER OBCECADO PELA VAGINA.
Embora a maioria dos homens possa achar o clitóris sem mapas, eles ainda acreditam que é na vagina que
acontece tudo. Tão logo sua mão esteja lá, você age como se estivesse tentando pegar a última batatinha num
canudo de Pringle’s. Isso está correto em princípio, mas se você não for cuidadoso (e tiver cortado as unhas),
pode machucar - portanto, não se empolgue. A princípio, é melhor dar atenção ao clitóris e ao exterior da
vagina, e então inserir gentilmente um dedo e ver se ela gosta.

15. MASSAGEM GROSSEIRA.
Você tenta dar a ela uma massagem sensual, relaxante, para deixá-la no ponto. Pode usar as mãos e pontas
dos dedos; cotovelos e joelhos, não.

16. TIRAR A ROUPA DEPRESSA DEMAIS.
Não force a barra tirando a roupa antes que ela tenha feito algum gesto para ver o seu material, mesmo que
seja apenas desabotoar dois botões.

17. TIRAR AS CALÇAS PRIMEIRO.
Um homem de meias e cuecas é horrível. Tire as meias primeiro.

18. INDO DEPRESSA DEMAIS.
Quando você parte para a situação pênis-na-vagina, a pior coisa que pode fazer é bombear como se fosse uma
ferramenta industrial - ela logo vai se sentir como uma operária de linha de montagem tornada obsoleta pela
sua tecnologia. Aumente o ritmo vagarosamente, com arremetidas limpas, retas e regulares.

19. INDO COM FORÇA DEMAIS.
Se você bater seus grandes ossos dos quadris contra as coxas ou o estômago dela, a dor será igual a duas
semanas de cavalgada concentradas em poucos segundos.

20. GOZAR DEPRESSA DEMAIS.
É o medo de todo homem. Com razão. Se você dispara antes de ver o branco dos olhos dela, certifique-se de
que tem um plano "B" para assegurar o prazer dela.

21. NÃO GOZAR NUM TEMPO RAZOÁVEL.
Você pode achar que transar por uma hora sem chegar ao clímax é a marca de um deus do sexo, mas pra ela
isso se parece mais com a marca de uma vagina dormente. Pelo menos compre algumas tapeçarias suspensas
enigmáticas, para que ela tenha algo em que prestar atenção enquanto você banca o Homem-Maratona.

22. PERGUNTAR SE ELA GOZOU.
Realmente, você deveria ser capaz de perceber. A maioria das mulheres faz barulho. Mas se você realmente
não sabe, não pergunte.

23. FAZER SEXO ORAL COM GENTILEZA EXCESSIVA.
Não se comporte como um gato gigante num pires de leite. Coloque a boca inteira lá e concentre-se em rodar a
língua gentilmente ou dar petelecos com ela no clitóris.

24. CUTUCAR A CABEÇA DELA.
Os homens insistem em fazer isso até que ela olhe-pro-pênis, esperando que isso levará rapidinho a boca-prop
ênis. Todas as mulheres odeiam isso. Está a três passos de ser arrastada pelo cabelo para uma caverna. Se
você quer que ela use a boca, use a sua; experimente falar sedutoramente com ela.

25. NÃO AVISAR ANTES DE GOZAR.
Esperma tem gosto de água do mar misturada com clara de ovo. Nem todo mundo gosta. Quando ela estiver
fazendo sexo oral, avise-a antes de gozar para que ela possa fazer o que achar necessário.

26. FICAR SE MEXENDO DURANTE O BOQUETE.
Não empurre. É ela quem vai fazer todos os movimentos durante o boquete. Você apenas repousa. E não
agarre a cabeça dela.

27. IMITAR ATITUDE DE FILME PORNÔ.
Nos filmes pornô, as mulheres adoram quando os homens ejaculam sobre elas. Na vida real, isso significa
apenas mais roupa para ser lavada.

28. DEIXÁ-LA POR CIMA POR ERAS.
Pedir para que ela fique por cima é ótimo. Ficar deitado grunhindo enquanto ela faz todo o trabalho duro não é.
Acaricie-a gentilmente, para que ela não se sinta inteiramente como um capitão de escuna. E deixe que ela
descanse.

29. TENTAR FAZER SEXO ANAL E FINGIR QUE FOI UM ACIDENTE.
Foi desse jeito que os homens ganharam a reputação de não seguir a bula. Se você quer botar lá, peça
primeiro. E nem pense que estar bêbado é desculpa.

30. TIRAR FOTOS.
Quando um homem diz, "Posso tirar uma foto sua?", ela vai ouvir as palavras "- pra mostrar pra galera". Pelo
menos, deixe que ela fique com a posse das fotos.

31. NÃO TER IMAGINAÇÃO SUFICIENTE.
Imaginação vai desde desenhar padrões nas costas dela até derramar mel sobre ela e lambê-lo. Frutas,
vegetais, gelo e plumas são todos dispositivos úteis; cera quente, tinta indelével, de jeito nenhum.

32. ESTAPEAR O SEU ESTÔMAGO CONTRA O DELA.
Não há barulho menos erótico. É tão sexy quanto um concurso de arrotos.

33. COLOCÁ-LA EM POSES ESTÚPIDAS.
Se ela quer fazer yoga avançada na cama, excelente, mas a menos que ela seja uma ginasta romena, não seja
ambicioso demais. Pergunte-se se quer uma parceira sexual com os tendões torcidos.

34. PROCURAR PELA PRÓSTATA DELA.
Leia isto cuidadosamente: estimulação anal é boa para os homens porque eles têm próstata. As mulheres não
têm.

35. DAR-LHE MORDIDAS DE AMOR.
É extremamente erótico exercer alguma sucção gentil nos lados do pescoço, se você fizer isso com cuidado.
Nenhuma mulher quer ter que usar golas rolê e echarpes vistosas por semana a fio.

36. LADRAR INSTRUÇÕES.
Não dê gritos de incentivo como um treinador com um megafone. Não é lá muito excitante.

37. FALAR PUTARIAS.
Faz com que você pareça um editor de revista solitário ligando para o Disque-Sexo. Se ela gosta de escutar
sacanagem, você vai ficar sabendo.

38. NÃO SE IMPORTAR SE ELA JÁ GOZOU.
Você tem de terminar o serviço. Continue tentando até que o tenha feito direito, e ela poderá fazer o mesmo
por você.

39. ESMAGÁ-LA.
Homens geralmente pesam mais do que mulheres, portanto se você ficar em cima dela um tanto pesadamente
demais, ela acabará ficando roxa.

40. AGRADECER.
Nunca agradeça a uma mulher por fazer sexo com você. Seu quarto não é casa de caridade.


FICA A DICA, rapazes!
;D

sábado, 31 de outubro de 2009

17 de Outubro de 2007

"- EU QUIS, verdadeiramente.Agora chegou a hora de eu dizer, de um jeito ou de outro, o que eu sinto.Ou pelo menos o que estou sentindo agora.Você não vai ouvir isso de mim nunca, sou muito orgulhosa pra admitir.E sei que você também não vai ler.Por isso me sinto à vontade, vou ser o mais sincera possível.Conhecer você foi como conhecer qualquer um daqueles meninos que te chamam a atenção. A gente se conheceu, fez uma gracinha um com o outro, riu, se olhou e pronto. Eu já tinha alguém pra tentar conquistar.Conforme fomos convivendo, a vontade aumentava."Eu preciso conquistar aquele garoto."Aí dormimos juntos, na mesma cama, abraçados. Aí no dia seguinte também dormimos juntos, e dessa vez nos beijamos. Aí continuamos dormindo juntos e nos beijando por uns dias. E eu acordava todo dia com um humor inigualável, e ninguém, nem o idiota do Juba, conseguia estragar isso. E foram 4 dias assim. E foram 4 dias pra minha perdição.Naquele domingo vi minha cama vazia, tão grande e fria e chata, que eu demorei milênios pra dormir, pensando que aqueles 4 dias podiam não ter acabado.Eu já sabia, tinha certeza que isso ia acontecer. Nem sei porque tentei evitar, nem sei o que me passou pela cabeça quando eu disse pra mim mesma que não ia deixar aquilo crescer, que não ia ser nada e ponto final.Resoluções infundadas.E aquilo foi crescendo, fui tendo saudades, querendo te ver, querendo ficar com você, querendo passar mais uma única noite que fosse deitada do seu lado, com a cabeça no seu peito, fazendo carinho nos seus cabelos até você dormir.Mas era irreal, era sonho, era mentira. Todas as vezes que a gente se via, eu sentia o tão temido frio na barriga, e insistia comigo que não era nada, que você era apenas mais um garoto bonitinho que me atraía.Aos poucos toda a fortaleza que eu criei pra tentar não me envolver foi caindo, desabando. Eu me vi querendo te encontrar cada vez mais, fazendo coisas absurdas pra estar no mesmo lugar que você, passando noites sem dormir direito, passando a semana toda cansada, só pra ter você mais perto por algumas horas.Aí vi que SIM, FOI TUDO EM VÃO. Tudo que eu disse pra mim mesma que não podia acontecer de jeito nenhum, aconteceu, é uma coisa invariável. Tentei fazer com que você visse que não era só aquilo, não eram só os beijos, nem os abraços, nem os olhares, nem as conversar, nem as brincadeiras. Era TUDO isso junto.Era cada um desses detalhes que me fazia querer mais, me fazia esquecer de todas as coisas que tinha prometido pra mim mesma.Não, isso não é amor. E não acredito que possa dizer que estive apaixonada, nem mesmo por um minuto. Mas é uma vontade tão grande, tão forte, tão estranha de fazer com que você goste de mim, que eu nem sei explicar.Essa vontade tem me sufocado, tem me deixado confusa, aflita, ansiosa, angustiada, tudo isso ao mesmo tempo, e fazia tempo que eu já não convivia com essa confusão, essa explosão de sentimentos, essa coisa toda. Não soube como lidar com isso.Toda aquela coisa de ser forte, de ser cuzona, de ser "a menina mais velha", a devoradora de garotinhos, a manipuladora de destino, não funcionaram dessa vez.E, poutz, como eu queria que tivesse funcionado.Como eu queria que fosse o contrário, que você é que não me tirasse da cabeça.Mas devo admitir que falhei na conquista.Agora eu, que tanto falava de jogo, de sedução, de divertimento, cansei de tudo isso. Chega de brincar, chega de jogar. CHEGA.Tem horas que você tem que tomar uma atitude, e que ela seja definitiva.E dessa vez prometo que não vou me derreter com o seu sorriso e desistir de falar.E se tudo o que eu disser não fizer diferença pra você, por mim tudo bem.O que eu quero é colocar as cartas na mesa, explicar o que anda acontecendo comigo, mesmo que isso não te interesse nem um pouco.Tenho que parar de pensar em você.Pra poder voltar a pensar em mim um pouquinho.
- A importância exagerada. Agora um pouco mais, e um pouco menos também. Estabilidade, instabilidade. Primeiro as conversas, que não contaram com a sua presença, pra variar. Esclarecedoras, amigas, sinceras, me ajudaram a ver que o buraco é mais fundo do que eu imaginei. Que, por enquanto as coisas ainda estão "fáceis" de se resolver. Mas que, se eu deixar o tempo passar, vai virar uma bola de neve insolúvel. Ou eu falo tudo, ou não falo nada. E se eu não disser, convivo com a incerteza do "se" o resto da vida. Depois, os fatos. As brincadeiras, a cerveja, as risadas, as perguntas, as indiretas, o calor, a atração, o tesão propriamente dito. E umas horas depois a gente já estava no chão de algum lugar do alojamento. E, que surpresa, me senti extremamente a vontade. Depois, o cansaço, a meia conversa e a frase da noite: "Foi minha primeira vez." De fato eu já imaginava, mas foi estranho ouvir isso. E aí mais uma surpresa, mas essa decepcionadora. "Se for isso que você vai dizer, eu vou dormir pra lá." --' Por isso o mais, por isso o menos. Por isso toda essa maldita confusão, ao mesmo tempo tão clara, na minha cabeça. Cara, eu me odeio cada vez que penso que um dia pude me deixar envolver tanto, me odeio por não conseguir resisitir, me odeio por saber que não vou conseguir lutar contra isso se continuar jogando como estou. Preciso mudar de tática, preciso rever os conceitos, preciso ter um tempo pra pensar. Quero me afastar, quero esquecer que você andou bagunçando minha vida. Quero esclarecer isso, não pra você, mas pra mim. Quero saber a verdade, quero sinceridade, mas o gosto da ilusão ainda me agrada. Estive e ainda estou embreagada de ilusão, torpe, desconcertada, desequilibrada. Eu tenho um orgulho do tamanho do mundo, nunca conseguiria dizer tudo que escrevo. Não pra você. Tão novo, tão moleque, tão ... incompreensível, oculto, vago. Como vou me abrir pra alguém assim? Como vou ter o que falar depois da frase de ontem? Como vou resguardar meu orgulho, que eu prezo muito? Não me arrependo não, mas sei que me coloquei numa enrascada ainda maior e mais difícil de sair. Sei que agora minhas dúvidas sobre ser habitual e me afastar, ou encarar isso logo sabendo da probabilidade de me magoar, aumentaram e muito. Sei que ainda tenho que usar a bondade que algumas pessoas tiveram comigo ontem pra ver se eu consigo tomar uma decisão sensata. E hoje vou tentar agir como se nada tivesse acontecido. Simples assim. Bom, boa sorte pra mim de novo. Numa batalha quase perdida que vou tentar ganhar.
- e a conversa finalmente aconteceu. Não foi nada ruim, não foi nada incômoda, não foi nada assustadora. Foi boa. Pude ME entender bastante.A atitude que tive me mostrou que pude me deixar mudar, me deixei crescer, isso me fez bem. Meu orgulho continua imenso, como sempre, e agora ferido. Mas eu não me importo. Prefiro o depois assim, do que o depois de dúvida.Prefiro saber que hoje vejo a situação com outros olhos, que nada é tão sério que não possa ser simplificado. Simplifiquei, diminuí as proporções e deu certo.Prefiro esse clima estranho que ficou, prefiro mesmo. Assim fica mais fácil eu cumprir meu afastamento.Não quero nem saber se pra você isso vai ser bom ou ruim, se você vai sentir esse afastamento, quero pensar em mim, voltar a ser a "pessoa egoísta" que eu sempre fui, e me sentir bem melhor por ser assim.Nem sempre a gente consegue o efeito esperado em tudo. Mas eu acho que dessa vez eu acabei conseguindo. Consegui me deixar tão confusa quanto ao que você pensou de tudo isso, que acabei desistindo de entender. Quando eu desisto de entender uma situação, fica muito mais fácil fugir dela. Não vou mais mexer nisso, não vou mais tentar interpretar suas atitudes e suas palavras, porque isso simplesmente não me interessa mais.Não vou mais ficar decepcionada com a sua mentira (sim, porque, de um jeito ou de outro, você mentiu), porque eu já não tenho nada a ver com isso. Consegui pela primeira vez dar um BASTA bem grande numa situação que me incomodava, e acho que a sua mentira até me ajudou. Me fez ver que você nem era aquele cara diferente que eu ahei que era, e que eu exagerei o que sentia, e que subestimei meu orgulho.Poderia dizer que vou me afastar pra tentar digerir tudo isso, mas vou mesmo é me afastar pra ter certeza de que eu voltei ao meu estado de sossego, sem confusões, sem dúvidas, sem ter com que me preocupar. Vou manter distância só pra poder sentir que isso me fez crescer, me fez ver que pela primeira vez na minha vida, meu "CHEGA" funcionou pra mim.Hoje acordei me sentindo um pouco triste, um pouco estranha.Acordei sentindo que de agora em diante, tudo vai voltar a ser como era antes.Que por algum tempo meus conceitos sobre liberdade, egoísmo, maturidade e sinceridade mudaram um pouco. Mas agora todos eles estão de volta, com mais força do que nunca.Voltei a sentir que posso abrir os braços para a vida, curtir cada pedacinho, cada momento de liberdade que a vida me proporciona. Vi que meu coração andou bagunçado, mas que agora está tudo muito claro novamente.Sei que acabar com essa história foi a decisão mais sensata que tomei, e que cumpri essa minha decisão da forma mais honesta possível. Comigo.Aprendi que nem sempre correr ou fugir de um "sentimento" precisa ser feito sendo uma pessoa chata e "cuzona" como fui muitas vezes. E que, feito assim, com a maior honestidade possível da minha parte, sem deixar de lado meu orgulho, a decisão REALMENTE funciona.Quero sentir de novo o sopro da vida.Quero sentir pra sempre que gosto de voar sozinha."


Tava lendo meu blog antigo, o caracolha. Engraçado ler sobre os acontecimentos passados, né. Eu ri. :D

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um conto quase-erótico;


Uma noite de reencontros, matar as saudades, falar sobre nada e rir de tudo. Mas quanto mais se aproximava a hora de dizer boa noite, mais o clima da noite mudava, o os olhares corriam mais rápido de um canto ao outro da casa, de uma pessoa à outra, se demorando um pouco mais nos olhos dele.
Mais algumas horas e o dia ia começar a dar o ar de sua graça e quando chegou o momento cada um foi se despedindo devagar.
"Vamos tomar a saideira".
"Vai, sò mais uma".
"A gente se vê".
"Falou, hein. Tchau!".
Alguns ainda perdidos na sala, outros cantando músicas de bêbado na calçada, os demais que restaram já roncavam no sofá. E, como sempre, sobraram eles dois. Ele foi liberar a cama da bagunça, cama que seria dela essa noite. Ela foi ao banheiro. Desavisados se trombaram no corredor, e se viram lado a lado através do espelho.
"Desculpa, não te vi".
"Nada. A cama tà pronta. Então boa noite".
Os olhos se cruzaram de relance. Eles nunca sabiam o que fazer nesses momentos.
Um beijo no rosto, uma mão nas costas que acabou num abraço. Um abraço desajeitado.
Quando eles se viram dentro daquele abraço, congelaram. E là estava ele, o familiar frio no estômago que era tão comum alguns anos atrás.
A mão dele foi descendo suave pelas costas dela, enquanto as mãos delas encontraram a nuca dele. A quanto tempo os seus corpos não se encontravam!
Na tentativa de se afastar, se olharam. E o olhar esquentou os dois. O abraço não sabia se desfazer, e as mãos continuavam acostumadamente sua rota. Não existia mais controle, vergonha, distância, passado. Existia sò aquele momento.
Ela reviu os olhos dele de perto. Quanto havia sentido falta daqueles olhos. Quanto aqueles olhos tinham significado pra ela. Quanta coisa ainda existia là dentro pra se ver. Ela quis mergulhar de novo naquele olhar, mas foram os lábios que se aproximaram. Se tocaram com delicadeza, e o calor virou fogo. Sò então, naquele momento, eles prestaram atenção. As mãos dele que abraçavam a cintura dela. As mãos dela que acariciavam a nuca dele. Todo o corpo de cada que um tocava o corpo do outro, e cada pedacinho desse contato queimava, acendia dentro deles a chama que tinha sido apagada muito tempo antes, fazia perder de novo o controle conquistado com tanto esforço.
E junto com aquele fogo veio também a raiva, e o beijo, que tinha começado suave, se tornou agressivo. Ela sentia raiva por tudo que tinha acontecido, ele por não ter re-beijado aquela boca antes. As mágoas, as decisões erradas, a distância, tudo isso se misturava com aquela vontade que eles escondiam deles mesmos.
As mãos tomaram vontade própria, e exploravam cada pedaço daquele corpo que ela conhecia à memória como se fosse a primeira vez. Enquanto ele, naquele momento, sò queria uma coisa: ama-la de novo, mesmo se aquela fosse a última vez.
Foram se tocando e se beijando em direção à cama. Cada toque aumentava o fogo, cada segundo daquele beijo fazia querer mais. Eles se desejavam como se nunca tivessem se desejado antes, e como se desejar-se era a unica coisa que eles tivessem feito na vida. Enquanto se beijavam, ela descontava todo a raiva e os "por ques" que ela ainda tinha, levantava a camiseta dele e desabotoava a calça. Ele puxava o corpo dela pra perto dele, pra sentir mais forte aquele fogo. Ela se sentou e, enquanto desabotoava botão por botão da sua camisa, olhava pra ele. E ele a tocava. Mas eles não pensavam, fazia muito calor pra se pensar. Ela tirou a camisa, deixando visível o corpo que ele adorava, os traços particulares que ele não esquecia. Ela tirou a camiseta dele e foi jogando cada pedaço de roupa no chão. Os corpos se tocavam, agora nus, e as mãos se encontraram. Tinha fogo e magia em todos os lugares, os olhos espelhavam isso.
Os lábios dele passearam pelo corpo dela, desfrutando cada ângulo, o pescoço, os ombros, os seios, a barriga. Ela acompanhava esses passos, enquanto passava suavemente as unhas pelas costas dele e o fazia arrepiar. Ele foi pra cima dela e parou por um segundo. Ele queria admira-la, queria ter certeza de que aquilo estava acontecendo, e queria ver nos olhos dela que ela também queria ir até o fim. Ela passou a mão pelos cabelos dele e sorriu, passou as pernas ao redor do corpo dele e o puxou pra perto.
Aì então, de novo eles se tornaram um sò. Sentiam a unidade dos corpos em cada movimento, e a unidade de almas em cada olhar, cada suspiro, cada gemido de prazer. Naqueles longos minutos reviram toda a história deles, todas as vezes que fizeram amor, todo aquele passado que tinha sido fechado dentro da memória. Sentiam prazer não sò por estarem transando, mas porque aquela noite valia por todas as outras passadas juntos.
Se amaram mil vezes, de novo e de novo, até chegarem juntos ao orgasmo. Se olharam e riram. Um riso descontrolado e satisfeito. Se abraçaram, naquela posição que sempre se abraçavam quando dormiam juntos, e adormeceram com aquela pontinha de sorriso no rosto, com a expressão tranqüila e a alma lavada.
Não tinha sido difícil dormir, depois de tudo.
Mas com certeza seria difícil acordar.



"Quero lhe beijar a boca
morder seus lábios
e brincar sua língua na minha.
Quero lhe beijar a nuca
lhe arrepiar inteiro
encostar meu peito no seu
até os corações se compassarem
as mãos entrelaçadas suarem.
Quero um abraço eterno
de guardar seu cheiro na minha pele.
Quero me queimar no seu fogo
e guardar pra sempre a cicatriz escarlate
desse nosso reencontro."
[Léa Waider]

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu vou me adaptar?

Quando a gente não é acostumada a se sentir amada, acaba correndo o risco de fazer alguma besteira e estragar tudo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

- Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoismo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.


TRISTE. :(

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Simplicity.

A gente às vezes almeja demais coisas que não nos servem.
Uma vida adulta, refinada, com um toque de elegância. E no final, o que eu mais sinto falta é a simplicidade.
Jantar um lanche no carrinho da esquina, tomar uma gelada no Pimenta à tarde, ir pra balada e dançar até não aguentar mais e depois voltar pra casa sem sapato, dando risada e se divertindo até o ultimo segundo.
Não ter que se preocupar com quem lava a louça, com a impressão errada que podemos causar nos outros, a que hora devemos jantar, ou com assuntos proibidos. Poder falar palavrão quando bato o pé na quina da mesa, poder deixar a cama desarrumada quando temos pressa, poder fazer nada quando não temos nada pra fazer.
Simples assim.
Simplicidade era o que fazia brotar o sorriso mais sincero no meu rosto. E agora tenho que inventa-la.

Enfim, é muito estranho crescer.

:*

sábado, 4 de julho de 2009

Idéia.

Se diz aqui que se uma pessoa muda de idéia, não é madura o suficiente pra enfrentas as consequencias da primeira. Eu digo que se uma pessoa muda de idéia, é porque a primeira não era satisfatória. Não?
Todo mundo muda de idéia, não uma, mas MUITAS vezes na vida.
A gente muda escola, muda de casa, muda de namorado, muda de roupa, muda de cidade, MUDA. E é bom mudar. Porque se a gente tem uma idéia, mas depois pondera os positivos e negativos e vê que no fim das contas não é tão boa assim, ou que pode te custar muito caro, ou que não vale a pena, ou melhor, que você tem todo e tempo do mundo pra por em pratica essa idéia, que não precisa ser necessariamente agora, MUDA! Não existe coisa mais simples.
E por mais que a idéia anterior pudesse parecer a mais maravilhosa do mundo, a coisa mais espetacular que me pudesse acontecer, eu mudei. Eu decidi que existem muitas coisas boas que devem acontecer antes da mais importante. Eu decidi que minha vida é curta, mas o tempo é precioso. Que eu preciso aproveitar cada minuto que posso desse tempo. E o final vai ser feliz, vai sim.
E eu decidi também, e acho que é o mais importante, que posso voltar a mudar de idéia quando quiser.
E ponto final.

;)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Enquanto todo mundo criticava, ela decidiu ir em frente. Ela quis abrir a porta e ver o que havia là fora. Ela decidiu deixar o medo e os arrependimentos pra trás.
Ela que sempre deixou a vida escorrer como um rio, que nunca ousou interferir no destino, que sempre se forçou a aceitar as escolhas que o resto do mundo fazia pra ela, no lugar dela. Era mais fácil assim, talvez mais cômodo.
Mas o que eles nunca souberam é que dentro de todo esse muro de calma, havia uma vida gritando pra ser vivida, preferências pedindo pra serem aceitas e um modo de ser peculiar, mas seguro de si mesmo, que exigia respeito. Ninguém nunca acreditou que ela seria capaz de caminhar com as próprias pernas. Disseram que ir embora seria "mais uma mentira dela". Não acreditaram que ela iria, não pensavam que ela conseguiria, não imaginavam o quão longe ela poderia correr.

Mas ela não os critica, senão seria como eles.
Ela olha. Olha e aprende.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"90% dos casamentos na Italia acabam em divórcio..."
"mulherem tomam a iniciativa em 87% dos casos de separação..."
"duração média do casamento: 6 anos..."


Por que?
Por que eu não acredito no casamento?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Até 10;

O mundo parou naquele momento e eu queria ter dito o quanto ele era importante pra mim, o quanto o amava, o quanto tinha medo de tudo desmoronar. Mas não disse.
Era uma semana daquelas. Cheia de duvidas, irritada, nervosa, manhosa e tão inconstante que eu acabava chegando ao ponto de sentir indiferença. Era uma daquelas semanas em que todo o conto de Fadas que eu contava pra mim mesma antes de dormir, tinha virado uma história de terror. Cada mínima certeza virava dúvida, cada gesto comum era interpretado mal e toda a segurança desaparecia.
Era quando eu me sentia uma idiota por estar me comportando tão mal, e ainda mais idiota por ele estar se comportando tão bem.
Sentia uma vontade absurda de conversar, esclarecer meus pensamentos absurdos, voltar à estar sempre com um sorriso no rosto, e não com a cara de "nada" que eu estava.
Em poucos dias, tudo o que eu havia planejado com tanta certeza, tudo que eu desejava com tanta clareza virou um enorme ponto de interrogação, e a palavra "será" me enchia de angústia a cada minuto. Todo o meu sonho tinha se transformado em medo de errar, medo de me arrepender de uma decisão precoce.
E fui capaz de chegar ao cúmulo de botar a baixo meu guarda-roupa e não achar nada que eu quisesse vestir, como quando eu era a mais idiota das ADOLESCENTES do mundo.


Mas o melhor (ou talvez o pior) era ouvi-lo dizendo:
"Calma, amor, conta até 10 e respira fundo. Sua TPM vai passar logo, logo."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Funcionando;

De repente é isso.
Uma vida a dois.

Eu disse, desde o começo, esse não é um relacionamento comum. No mínimo, peculiar. No máximo, difícil.
Não sei se funciona assim com todos os casais, mas quando as coisas estão indo bem, MUITO bem, vem a vontade de estar juntos sempre; e quando digo sempre significa passar pra uma das etapas mais avançadas do relacionamento: morar juntos.
Assustador quando dito assim, não? Mas se a coisa vai acontecendo aos poucos, passando uns dias e depois umas semanas na casa dele, levando algumas trocar de roupa e depois todo o seu guarda-roupa, quando você fala da casa dele como se fosse sua, e fala das sua derrotas e vitórias cotidianas com aquele plural típico.
Você se irrita quando ele bagunça toda a sua faxina de uma tarde inteira em apenas 5 minutos, quando ele não abaixa a tampa da privada quando termina, quando ele deixa a toalha molhada em cima da cama ou quando ele não repara nas unhas que você acabou de pintar impecavelmente. Mas no fim das contas, você pensa, o que seria da vida a dois sem as diferenças? O importante é que nunca houve uma briga, porque a cama não é apenas feita pra dormir ou transar, mas é muito util pra conversar. E não existe coisa melhor do que passar horas conversando abraçados sobre vocês mesmos.
A gente não quer que essa fase boa acabe nunca, e improvisamente começa a procurar uma maneira de a relação não cair no comum desgaste. Pensa nas horas de trabalho, na universidade que talvez comece em Setembro, no curso de natação que você tinha programado. Começa a organizar todo um dia de compromissos SEM ELE, pra ve-lo quando ele vai te buscar no trabalho. E acaba concluindo que pra relação funcionar, além de todas as coisas básicas que a vida a dois exige, existe também o famoso "espaço". Cada um no seu espaço, cuidando das suas coisas, pra depois chegar em casa e contar as novidades, enquanto jantam juntos, lavam a louça juntos e fazem qualquer outra coisa que se queira fazer, afinal, vocês tem todo o tempo do mundo pra estarem juntos quando acaba o dia.

Não pense que pra mim não seja uma novidade extremamente inesperada, mas de repente... A gente começa a fazer planos.
E se sente disposto (inconscientemente, naturalmente) a enfrentar tudo: morar juntos, pagar aluguel, fazer contas no fim do mês, conhecer sogro, sogra, cunhado, cunhada, sobrinhos, toda a familia, juntar dinheiro pras férias, fazer compras por dois, fazer um filho, ter um cachorro..
Enfim, e gente se sente preparado pra VIVER, juntos.
E o que faz toda essa mudança acontecer?
...é tudo por amor. (L)

sábado, 2 de maio de 2009

Acordar, trabalhar, dormir.
A minha rotina seria assim, se não fosse por um pequeno fator diferencial:
Acordar do lado dele, dar beijo de bom trabalho nele, deixar a casa arrumadinha pra ele, ir trabalhar mandando mensagem pra ele, esperar que ele me busque no trabalho, jantar com ele e dormir (etc) com ELE.
ELE, ELE, ELE!


haushaushuahsuahushuasa;
Oh, é até engraçado o jeito como as coisas mudam.
Layane, por favor confirme que você nunca me imaginou assim melosa antes que eu tenha um ataque de nervos.

Melosa, apaixonada, derretida, boba, distraída e até, acreditem, devota às vezes.
A vida parece que tem mais sal quando a gente ama.
E é tão bonito que faz parte da minha vida muito mais do que eu esperava.

[Post bobo, porque hoje eu estou toda boba. Esperem, os posts melhores virão. (Y) ]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

- que burra você é
que não aprende nunca
seu equilíbrio é um lugar
que você passa e nem vê
e mais burra que você
vocè sabe que não vai encontrar
os seus medos inúteis
não acabarão
mas que burra você é
burra novamente
que fala à um espelho
e nunca à pessoa certa
e de tão burra que é
você não vai fazer nada
você é sò uma no meio da gente
e a gente mente sempre;

aprender sempre
caminhar sempre
você nunca entenderá nada
você erra desde sempre
e é inútil agora
que você fale à um espelho que não sabe quem você é
à um espelho que não sabe quem você é;


Tradução de "Stupida", de Alessandra Amoroso.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Não é uma questão de modinha, não é o fato da super-exposição, não é porque todo mundo conhece. O por que, no fim das contas, não é tão importante.
Twilight me surpreendeu no primeiro livro, 5 meses atras. E depois toda a saga. Cada pagina do livro me levava ao mundo Twilight, cada palavra me fazia sentir o que a Bella sentia. E quando eu fechava o livro era como se eu ainda estivesse ali, era como se eu estivesse esperando a sequencia de fatos acontecerem ali na minha frente. E eu acabava meio frustrada com a normalidade da minha vida, a falta de elementos surpresa.
No meio do quarto livro (Breaking Down), eu fiquei tão irritada com o comportamento do Jacob que fui obrigada a fechar o livro e deixa-lo pra la por algumas horas. Eu estava irritada como se aquilo tudo tivesse acontecido comigo. E reagi como reagiria se assim fosse, deixei pra la por um tempo, pra voltar a pensar nisso depois.
Não existe um "Eu gostei, mas aquela parte assim podia ser diferente porque...". Não consigo fazer um julgamento critico dos livros, nem mesmo do primeiro filme, porque não existe o que julgar. Não consigo pensar que tal parte poderia ser mudada, porque pra mim foi tão REAL, que é como se eu tivesse que me conformar com o andar dos acontecimentos, como me conformo na vida real. E é como se fosse uma historia real, da qual não se pode escapar dos imprevistos, dos momentos ruins, das decisoes forçadas e daqueles momentos em que a gente acha que vai tudo dar errado.
A historia aconteceu como tinha que acontecer, e qualquer mudança de roteiro poderia prejudicar o final da historia.
Assim como acontece na nossa vida, todos os dias.
Twilight me surpreendeu porque trata do impossivel exatamente quando ele atravessa as barreiras do possivel, e faz as coisas inimaginaveis serem reais. E mesmo com tantos elementos de fantasia na historia, os vampiros, os lobisomens, a luta contra os diferentes tipos de superstição, a sobrevivencia baseada em regras, o foco do filme não é esse.
Fala da profundidade de sentimentos que passa pelo limite de tempo, espaço, crenças, forma de existencia, conceitos de vida e qualquer outro impedimento que exista. Nos faz duvidar do poder do amor entre nos mesmos que, com a simplicidade que temos nas mãos, criamos inumeros problemas e impedimentos pros nossos sentimentos.
Nos faz pensar em quão complicada uma historia de amor pode ser, e quanto somos sempre capazes de complica-la ainda mais. Nos faz ver que a diferença principal entre as pessoas não esta na categoria em que se encaixam, no modo de vida, nas preferencias, nos gostos. A diferença esta naquilo em que ela acredita, nas coisas que ela é capaz de abrir mão, no ponto que ela pode chegar em nome de um sentimento verdadeiro e na capacidade de sentir não sò o que ela mesma sente, mas aquilo que sentem as pessoas ao seu redor.
Não é um romance-aventura sobre vampiros e lobisomens, mesmo que possa agradar os superficiais dessa categoria. Os livros mostram, pelo menos pra mim, uma historia de vida, seus exemplos, sua superação e suas liçoes. Te transporta por caminhos obscuros dentro de voce mesmo, te acende os sentimentos escondidos, te faz sentir o que o livro sente.
Enfim.
Leiam, se tiverem vontade e oportunidade.
Uma experiencia realmente incomparavel.

;)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eu precisava de um detalhe.

Como é claro o fato de que qualquer mínimo detalhe é capaz de mudar todo o rumo de um destino, todo o futuro de uma pessoa. Os 5 minutos de atraso pelo manhã, a mudança de calçada, o café na padaria, uma olhada no relógio, qualquer coisa, qualquer mínimo desvio de atenção da rota normal do tempo, e seu futuro pode ser drasticamente mudado.
Como é difícil se concentrar e mais ainda se acostumar em ser nada mais que um mero ser humano. Eu sempre quis mais, sempre quis tudo mais intenso, sentidos aguçados. Essas coisas de super-herói. Em certos momentos é muito frustrante ser uma mera e medíocre humana sem-graça.
Eu queria voar. Estar acima de todos os problemas, me esconder nos lugares mais altos pra poder pensar. Queria ser telepática, entender tantas das coisas que passam pela cabeça humana. Queria poder me teletransportar, estar perto e longe em questão de segundos. Queria mover as coisas sem toca-las, impedindo as quebras desnecessárias. Queria uma regeneração veloz, me curar das feridas rapidamente. E eu queria ver o futuro de cada decisão que eu tomasse, cada mudança de idéia me levando a caminhos diferentes, cada relance de atitude transformando meu destino.
Mas eu queria mesmo era me conformar com a idéia de ser uma mera humana.

A vida pra mim parece que caminhava de uma maneira diferente, uma frequencia paralela, um mundo à parte. A possibilidade de ver nos acontecimentos absolutamente naturais, alguma coisa especial. A capacidade de sentir no mundo um que de irreal.

Eu queria ser mais.
Eu queria...

sexta-feira, 27 de março de 2009

"Mas, apesar da noite ter se passado implacavelmente, não foi a pior noite da minha vida. Eu tirei conforto disso. E eu não estava sozinha. Havia uma boa quantidade de conforto nisso também.
O medo de Charlie de descontroles emocionais evitou que ele viesse me checar, apesar de eu não ter ficado quieta - ele provavelmente não dormiu mais que eu.
A minha compreensão tardia parecia insuportavelmente clara essa noite. Eu podia ver cada erro que eu havia cometido, cada dano que eu havia causado, as coisas pequenas e as coisas grandes. Cada dor que eu havia causado a Jacob, cada ferida que eu havia dado a Edward, foram aumentando em pilhas organizadas que eu não podia ignorar e nem negar.
Eu eu me dei conta de que estive errada o tempo inteiro sobre os imãs. Não eram Edward e Jacob que eu estava tentando forçar a ficarem juntos, eram as duas partes de mim mesma, a Bella de Edward e a Bella de Jacob. Mas elas não podiam existir juntas, e eu nunca devia ter tentado.
Eu havia causado tanto dano.
Em algum ponto da noite, eu me lembrei da promessa que havia feito a mim mesma essa manhã - que eu nunca faria Edward ver vertendo outra lágrima por Jacob. Esse pensamento trouxe uma rodada de histeria que assustou Edward mais do que a choradeira. Mas isso passou também, quando teve que passar.
Edward disse pouco; ele só me segurou na cama e me deixou arruinar a camisa dele, pingando de água salgada.
Levou mais tempo do que eu esperava para aquela parte menor de mim, a parte quebrada, chorar tudo. Aconteceu, no entanto, e eventualmente eu fiquei exausta o suficiente pra dormir. A inconsciencia não trouxe alívio completo da dor, só uma calma entorpecida, como se fosse um medicamento. A tornou mais suportável. Mas ela ainda estava lá; eu estava consciente dela, mesmo adormecida, e isso me ajudou a fazer os ajustes que eu precisava fazer.
A manhã trouxe consigo, se não uma perspectiva mais clara, pelo menos uma medida de controle, alguma aceitação. Instintivamente, eu soube que a nova lágrima do meu coração sempre doeria. Isso simplesmente seria uma parte de mim agora. O tempo faria ser mais fácil - isso era o que todo mundo sempre dizia. Mas eu não me importava se o tempo me curasse ou não, contanto que Jacob pudesse melhorar. Pudesse ser feliz de novo."

[Eclipse]

Muito atraso aqui.
Mas muito ainda pra adiantar.

Volto!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu ia ter que levantar - pelo menos pra pegar uma coisa pra beber.
Mas o meu corpo só queria ficar aqui deitada, pra nunca mais levantar.
Ao invés de me mover, eu pensei um pouco mais em Julieta.
Eu iamginei o que ela teria feito se Romeu tivesse abandonado ela, não porque ele foi banido, mas porque ele havia perdido o interesse.
E se Rosalie tivesse feito ele se apaixonar de novo, e ele mudasse de idéia? E se, ao invés de casar com Julieta, ele tivesse desaparecido?
Eu pensei em como Julieta teria se sentido.
Ela não voltaria para a sua vida antiga, não mesmo. Ela não teria nem dado a volta por cima, disso eu tinha certeza. Mesmo se ela vivesse até estar velha e cinza, todas as vezes que ela fechasse os olhos, seria os olhos de Romeu que ela veria por trás das suas pálpebras. Ela teria aceitado isso, eventualmente.
Eu me perguntei se ela teria se casado com Paris, no final, só para agradar seus pais, pra manter a paz.
Não, provavelmente não, eu decidí. Mas também, a história não falava muito sobre Paris. Ele era só uma figura de canto - um segurador de vela, uma ameaça, uma última opção para forçá-la a casar.
E se houvesse mais pra Paris?
E se Paris fosse amigo de Julieta? O melhor amigo dela? E se ele fosse o único a quem ela pudesse confidenciar as coisas devastadoras sobre Romeu? A única pessoa que poderia realmente entendê-la e fazê-la se sentir meio humana de novo? E se ele fosse paciente e gentil? E se ele tomasse conta dela?
E se Julieta soubesse que não poderia sobreviver sem ele? E se ele realmente amasse ela, e quisesse que ela fosse feliz?
E... se ela amasse Paris? Não como Romeu. Nada assim, é claro. Mas o suficiente pra que ela quisesse que ele fosse feliz também?
(...)
Se Romeu realmente tivesse ido embora, pra nunca mais voltar, iria realmente importar se ela tivesse aceitado ou não a proposta de Paris? Talvez ela tivesse que se virar com as sobras da sua vida que foram deixadas pra trás. Talvez isso fosse o mais próximo da felicidade que ela pudesse chegar.
Eu suspirei, e depois gemí quando o suspiro arranhou minha garganta.
Eu estava lendo essa história demais. Romeu não ia mudar de idéia.
Era por isso que as pessoas ainda lembravam o nome dele, sempre entrelaçado com o dela: Romeu e Julieta. É por isso que era uma boa história. "Julieta é passada pra trás por Romeu e fica com Paris" nuca teria dado certo.



[minhas historias preferidas de todos os tempos]

quinta-feira, 5 de março de 2009

...e pela lei natural dos encontros
eu deixo e recebo um tanto...

(post curto-perigoso)

segunda-feira, 2 de março de 2009

O sentimento que havia tomado conta de mim naquela tarde de Domingo tão ansiosamente esperada, que exigiu algumas horas de preparação pra que tudo fosse perfeito, não tinha nada a ver com alegria, felicidade; não tinha nada a ver com tudo que eu tinha planejado ou imaginado. Não tinha nada a ver com nada, era vazio. Me sentia profundamente frustrada, iludida com o pensamento de que, por algum estupido motivo, ele pudesse sentir o que eu sinto, mesmo que por uma fração de segundo. Mas não, estava enganada.
Acordei no dia seguinte consciente de que no fim das contas eu fingi que não era nada, que estava tudo bem, mas no mesmo segundo senti que a verdade não era essa. Que meras palavras não conseguem apagar as coisas da minha mente com a mesma facilidade com que terminam uma discussão. Ainda estava tudo ali, e talvez ainda mais forte, porque me sentia culpada por ter deixado pra lah. Me olhei no espelho e fiz imediatamente uma careta, eu era mesmo transparente, dava pra ver claramente que tinha alguma coisa de errado comigo.
Não tinha mais forças pra pensar, soh conseguia me sentir cada minuto mais estranha, uma mistura bizarra de frustração, irritação, culpa e ... qualquer coisa que eu não sabia identificar. Não consegui definir meu estado de espirito enquanto caminhava em direção ao ponto de onibus. O tempo era horrivel, e céu coberto por espessas nuvens escuras, sem nenhum sinal do sol, e em poucos minutos começou a chover. Claro, era tipico e até obvio, tinha mesmo que chover hoje, pra aumentar o clima pesado.
O onibus estava vazio, e eu me comodei desajeitadamente no banco com o melhor panorama. As fazendas, as montanhas cobertas de neve e os grandes pastos vazios. Vazia, era ssim que eu me sentia, e as gotas de chuva que batiam violentamente no vidro jah não me faziam ter vontade de chorar. Eu tinha acabado de me tornar indiferente à elas.
Anadava impacientemente em direção à casa, mas não por medo de me molhar com a chuva cada vez mais densa e fria. Não me importava, não me sentia quente de qualquer maneira. Corria pra casa como se fosse encontrar ali uma espécie de refugio, com a vaga esperança de que talvez ali eu pudesse ocupar meu tempo, parar de pensar. Enchi a banheira de agua quente, liguei o radio no mais alto volume possivel e me joguei na banheira cheia. Quem sabe assim eu não conseguiria mais ouvir meus pensamentos. Errado. Eles borbulhavam dentro da minha cabeça, que parecia ferver mais do que a agua extremamente quente na qual eu estava imersa. Não conseguia nem ao menos relaxar, mantive cada musculo do meu corpo tenso, os punhos fechados, o corpo incapaz de encontrar conforto. E mesmo que a temperatura da agua aquecesse minha pele, eu ainda me sentia fria, e tremia. Mais de nervoso que de frio.
Não era uma boa idéia ficar ali dentro, definitivamente. Me vesti muito lentamente. A velocidade da sucessão ininterrupta de pensamentos atrapalhava a minha coordenação, era como se eu me movesse mais mecanicamente que voluntariamente. Desliguei o radio, a musica tinha começado a me irritar. Procurei alguma coisa pra fazer que não exigisse muita concentração, não era apta a me concentrar naquele momento. Comecei a arrumar cuidadosamente as minhas gavetas, dobrando cada peça de roupa com a maior precisão, lembrando minha mãe que dizia: "Quando voce precisa arrumar algumas coisas na sua vida, comece pelo seu quarto". A corrente de pensamentos passava rapidamente por passado presente e futuro, me fazendo ver que esse vazio me era tristemente familiar. Mas eu não consegui me lembrar de como eu havia conseguido supera-lo. Não me lembrava mais de tanta coisa..
Era como se aquele vazio tivesse sempre estado ali.
E como se eu estivesse sempre disfarçando.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O relogio pendurado na parede do bar era enorme, e fazia o tempo parecer se arrastar. Quando, finalmente badou às seis e meia, respirei aliviada. Era bom acabar meia jornada de trabaho. A outra me estava esperando à 3km dali. Sai do bar em direção ao ponto de onibus esperando sinceramente que demorasse uma eternidade, assim poderia descansar um pouco. Liguei os fones de ouvido e a primeira musica me dizia: "Te vejo escrito em todos os muros, cada canção me fala de voce". E ali estava o sorrisinho de novo. Não me contive, cada vez que um leve pensamento inesperado sobre ele passava pela minha cabeça, eu não conseguia conter o sorriso. Tentei me concentrar no trabalho que estaria me esperando no outro bar. Como de costume, sobraria pra mim fazer todo o serviço que deveria ser feito à tarde, organizar tudo e fechar o bar, em menos de 4h. Por mais que lembrar disso me fizesse ferver de raiva, naquele momento não me importou muito. E na verdade, jah não me importava mais. Sabado seria meu ultimo dia, e Domingo eu poderia estar novamente nos braços DELE.
E ele sabia desse meu pequeno intervalo entre os dois bares. Me mandou uma mensagem perguntando se os peixes ainda estavam vivos. Era tarefa minha cuidar dos peixes dele enquanto ele estava fora. Eu disse que sim, que eu estava cuidando muito bem, alias. E ele me disse: "O que voce sente quando entra em casa e eu não estou?". Lembrei com exatidão do momento em que eu abri a porta da casa dele naquela manhã. Uma onda de ar frio me pegou desprevenida (eram dois dias que os aquecedores estavam desligados), mas o perfume dele estava em cada canto da casa, em cada comodo. A cama desarrumada que me lembrava as noites que passamos ali. A cozinha bagunçada que me lembrava os jantares e as vezes que ele cozinhava pra mim. Mas ele não estava ali, e a casa era absurdamente mais fria ainda quando me lebrei disso. Era a presença dele que mais aquecia aquela casa.
Respondi: "Sinto seu perfume, e sinto saudade".
O onibus chegou, eu me sentei no ultimo banco. A musica que tocava embalava ainda mais os meus pensamentos perdidos nele, cada frase me lembrava de alguma coisa que haviamos passado juntos, e eu jah estava fazendo mil planos pra semana seguinte.
Era uma sensação boa, a saudade. Me fazia sorrir com cada minima lembrança, e me deixava euforica com a espectativa de rever-lo.

E eu me perguntei pela milésima vez se eu estaria apaixonada.
Não era uma paixão arrebatadora, disso eu era certa. Era um sentimento doce, tranquilo, lento. Que aflorava cada dia mais, mesmo depois de 7 meses. Que me fazia sentir segura. Que enxia meu estomago de borboletas.
Era obvio, e ao mesmo tempo ridiculo, o fato de eu estar apaixonada.

Olhei pela ultima vez o celular antes de recomeçar o trabalho:
"E eu ainda consigo sentir o seu perfume, mesmo que à quilometros de distancia".
Era o tipo de coisa que ele sabia que me fazia derreter, ficar com as pernas moles e exclamar em alto e bom som em meio a todos os desconhecidos presentes: "Que bonitinho!". Ele sabia que eu me comportaria assim. E acredito que, se ele faz esse tipo de coisa assim com tanta frequencia, ele deve mesmo adorar saber que eu faço papel de boba por ele, pra todo mundo ver.
E a musica dizia: "E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei".
Pra mim era mais que suficiente. A minha outra meia jornada de trabalho pareceu insignificante, perto de toda a beleza que a espera pode causar.
Mais um dia que chegava ao fim, e eu supirava aliviada por estar ainda de bom-humor. Olhei distraidamente a escrivaninha e a vi, a maravilhosa foto gigante que ele tinha imprimido, a foto do Natal na neve que passamos JUNTOS. Um arrepio de nostalgia passou pelo meu estomago. Olhei o relogio e imaginei que não seria assim tão tarde pra uma mensagem. Assim que peguei o celular, vibrou. Era ele. E ouvir a sua voz foi a melhor coisa naquele momento. Me contou as novidades, e na verdade eu nem estava ouvindo tão atentamente. O que mais me interessava naquele momento era a sua voz, melodiosa e doce, que dizia que sentia minha falta e que dali à alguns dias nos veriamos. Me deu a boa noite, me mandou um beijo, ficou alguns segundos em silencio e disse: "Sinto mesmo a sua falta". Um sorriso gigantesco surgiu no meu rosto naquele momento.
Não era tão facil gostar dele quanto eu pensava, mas era cada vez menos dificil.
A idade pesava como fator, claro. E depois, eramos tão diferentes. Com ele as coisas tinham que ser feitas sempre com calma, ou melhor, com cautela. Da minha parte e dele também. No começo, quando estavamos sempre juntos, almoçando, jantando, assistindo um filme como desculpa pra estar em companhia, era um grande esforço pra mim não toca-lo. Cada vez que ele se aproximava eu era tomada por uma onda de eletricidade que me fazia ficar tensa. Não me movia. Fechava os punhos e tentava me concentrar na conversa. Talvez por isso eu estava quase sempre quieta. Concordava, ria, mas raramente falava. Não me sentia exatamente à vontade conversando com um homem assim tão mais velho que eu. E ele insistia em me fazer perguntas. Como era a minha vida no Brasil, os meus amigos, minha escola, minha familia, o que eu sentia mais falta, detalhes pra mim insignificantes e até desinteressantes, mas que exerciam uma curiosidade espantosa nele.
Quando ele chegava em casa do trabalho (eu sempre ouvia quando ele chegava), vinha tocar a minha campainha. E eu fingia surpresa. Se alguma coisa no decorrer do dia tivesse me irritado, me deixado chateada, me entusiasmado, ele SABIA. E sempre queria saber o que era. No começo eu pensava que talvez eu fosse assim interessante por ser mais nova, pra mim que ele procurava saber os meus gostos pra poder talvez se lembrar das coisas que motivam os jovens, das paixoes, dos desejos, da vontade de viver. Alguma coisa do tipo. Racionalmente não conseguia encontrar um motivo pra todas aquelas perguntas, toda a gentileza e disposição que ele tinha comigo. E depois parei de procurar esse motivo. Não me importava. Qualquer motivo fosse, plausivel ou estranho, eu estava sempre bem ao lado dele. Isso bastava pra me fazer querer estar ao lado dele o maior tempo possivel.
O primeiro dia em que eu me adormentei ao lado dele, mais precisamente na cama dele, vendo um filme, abri os olhos jah nos créditos e ele tinha colocado um travesseiro embaixo da minha cabeça, sem que eu percebesse, como costumam fazer com muita habilidade os pais (estranho pensamento). Olhei pra ele e ele me disse: "Ei", e sorriu. Senti meu rosto ferver, de tão vermelha devo ter ficado. Era vergonhoso eu ter dormido. Primeiro porque ele tinha me convidado pra assistir um filme com ele, e eu por mais cansada estivesse, aceitei, porque não existia não aceitar um convite pra passar algumas boas horas ao lado dele. E depois, bem, depois porque eu estava dormindo na cama dele, enrolada nas cobertas dele, com a cabeça apoiada no travesseiro dele, que era assim tão mais velho que eu. Não entendi bem o motivo da minha vergonha, porque no fim das contas eu não fiz de proposito. E eu, que sempre fui muito desenvolta na maioria das situaçoes, me calei, quando percebi que ele também tinha ficado desconcertado.
E mesmo que eu tenha ficado ali por horas dormindo ao lado dele, ele não me tocou, não tentou nada, e nem mesmo dormiu. Assistiu pacientemente o filme, que admito que não era por nada no mundo interessante. Eu gostei da atitude dele. A partir daquele momento supus que podia confiar nele, me sentia protegida. Depois dessa noite se passaram muitas outras, sempre da mesma maneira acanhada, cautelosa. Tentavamos muito frequentemente de não tocar um ao outro. O pensamento de que isso acontecesse me fazia acender a corrente alétrica de antes, ficava tensa, sem saber como me comportar. Aos poucos foi passando. Um dia foi ele quem dormiu, e improvisamente apoiou a cabeça no meu joelho. Meu estomago gelou com o contato. E eu não pude resistir ao toque macio dos seus cabelos. Ele acordou, meio sem saber o que o tinha feito abrir os olhos. O filme tinha acabado, e eu disse que era melhor dormir (eram jah algumas vezes que tinha dormido na casa dele).
Me cobri e disse boa noite. Me adormentei quase imediatamente. Fazia frio e eu me encolhi na cama. E alguns minutos depois acordei com o toque dos seus braços, que me entrelaçavam. "Vi que vc estava com frio". Eu me virei e o encarei. Era tão facil me sentir bem quando olhava dentro daqueles olhos verdes faiscantes. Era tão simples sorrir com o perfume simples que exalava dele. E seria muito dificil resistir ao inevitavel beijo. Assim aconteceu. E quando a sua boca tocou a minha a eletricidade era tão grande que praticamente entrei em curto-circuito. Me deixei levar por aquels beijos doces, aqueles olhares fulminantes e, acima de tudo, pela meneira provocante com que ele me tocava. Não tinha mais porque resistir.
Quando acabou, pude dormir com um sorrisinho sufocado no rosto, certa de que seria a primeira de muitas noites juntos.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Amanhã chove.
Aqui acho que gente meio que adquire o dom da previsão do tempo, porque todo mundo sabe se no dia seguinte vai chover ou não. Porque, se for chover, no dia anterior todo mundo vai estar com dor de cabeça. Quer dizer, por causa de toda essa umidade e tal.
Enfim.
Seria uma boa maneira de começar a minha ultima semana de trabalho nesse bar (finalmente!), e a loooonga semana de ausencia do Emiliano, que foi esquiar com o Léo. Ele nem tinha ido embora com o carro e eu jah estava olhando pela janela cheia de saudades. Longa, longa semana...
Mas depois, boas espectativas de mudanças, coisa que eu adoro. Acho que não nasci mesmo pra estar parada, viver de rotina. Não costumo passar mais de 6 meses no mesmo emprego, e não chego nem a pegar férias. Vou embora mesmo, que é melhor. Chega um ponto em que cada "bom dia" dentro do trabalho me irrita profundamente. E eu jah não suporta mais as pessoas com quem eu convivia pacificamente antes. Mas o problema não é dessas pessoas. O problema é minha dificuldade de enfrentar a rotina.
Assim sendo, Sabado é meu ultimo dia de trabalho e eu vou sair pra comemorar com as meninas. E Domingo e Emiliano chega de viagem, e a gente vai comemorar também.
Essa semana eu deveria estar estressada ao maximo, mas não. Me sinto estranhamente paciente. Deixando as irritaçoes rotineiras de lado, contando até mil uma porção de vezes por dia. Talvez seja porque agora tenho perspectivas de mudança. Sei que estou de saco cheio, mas que Sabado tudo isso vai acabar. Quando não tenho perspectiva de fim, de mudança, me irrito com muito mais facilidade.
Como é muito raro esse meu estado de espirito (e passo o dia inteiro torcendo pra não acabar tão rapido), aproveito pra rever algumas situaçoes que consigo compreender melhor quando estou de bom-humor.
Eu tiva perpectivas de ir pro Brasil agora em Março, mas não vou. E quanto sinto por isso! Ando mesmo precisando de um tempo ao lados das "minhas pessoas preferidas", estar em paz umas semanas. Com eles estou sempre em paz. Mas, não ando muito pessimista, então se posso ir em Novembro, vou ter que esperar de qualquer maneira. O que me adianta lamentar? Me resta fazer planos.
Repensei até minha relação com o Emiliano e o balanço é positivo. Depois de 7 meses juntos, ainda parece que estamos no comecinho de namoro, tudo acontecendo devagarzinho, sem precipitaçoes. Eu me adaptando à ele, ele se adaptando à mim, relevando pequenas coisas, aprendendo a conviver. E é bom ver que eu, que sempre fui tão impulsiva, aprendi a fazer as coisas com calma, no tempo certo. Tudo tem sua hora pra acontecer. E a gente diz tanto que o começo do namoro é o melhor, então se esse começo se extender por um ano, perfeito!

E no fim das contas, vi que fiquei feliz pelas "mensagens indesejadas". E acho que posso parar de fingir pra mim mesma que não, que fiquei suuuper brava. Não é verdade. Pensei que eu tinha sido completamente esquecida pra sempre, e é bom ver que não, que eu ainda ando pelos pensamentos dele de vez em quando, assim como ele anda pelos meus. Achei que tinha sido apagada, e no fim das contas ele disse que "a gente era feliz e não sabia". E eu acredito que significa que as lembranças que ficaram foram as boas, como as que ficaram em mim. "I'm glad". De verdade, fico satisfeita com essa "tentativa de contato". Por qualquer motivo que seja, carencia, solidão, cretinisse, o que for. Não me importa o motivo DELE. O que importa é ver que aqueles dois anos não foram passados em branco, e que por mais que a vida siga seu rumo, às vezes é bom olhar pra tras e ver a estrada que fizemos.
Talvez o problema seja que eu ando ouvindo umas historias sobre ele que não gostei. Que ele não estah bem, que anda isolado. Por mais que seja a maior burrice da face da Terra, um dia eu disse pra ele que estaria sempre lah quando ele precisasse. E queria que ele soubesse que eu ainda estou. Se ele precisar. Por mais que seja absurdo, ridiculo e infantil. Eu disse que estaria. E quando disse isso fui sincera. A historia toda não se apagou da minha mente o suficiente pra que eu ignore isso.


Balanço positivo.
Muitas saudades do Emiliano. Mas (até que enfim) saudade boa.
Vontade de conversar.
E muito cansaço.

Até Sabado tenho muito o que trabalhar ainda!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Quantos questionamentos!
Eu disse uma vez que o problema é que eu penso: "Nunca mais vou conseguir ser feliz como eu fui com ele", mas talvez nem seja verdade. Eu me machuquei muito, sabe, me fiz muito mal com essa ex-relação. Não consigo mais confiar nas pessoas, não consigo acreditar num sentimento intenso, verdadeiro, que me faz tirar os pés do chão, me faz voar e ver o mundo lah de cima, além de todos os problemas e idiotices humanas. Agora são essas mesmas idiotices e futilidades que predominam na minha maneira de ver esse mundo estranho.
Também costumo dizer que tenho preguiça das pessoas, e é verdade. Quanto elas me chateiam! Me deixam entediada. Pessoas sem profundidade, pessoas sem recheio, que não pensam, que não agem de acordo com o que realmente acreditam porque simplesmente não conseguem acreditar em nada. Que empurram a vida com a barriga como se fosse apenas uma obrigação nossa viver.
Não, por favor, a vida não é uma obrigação. Pelo contrario, é uma escolha.
Escolher entre viver intensamente, mesmo que isso signifique viver menos, do que viver medianamente, talvez durando mais uns 10 anos tediosos em que não se fez absolutamente nada. Qualidade de vida pra mim é SENTIR. A vida é tão cheia de sensaçoes, cheia de emoçoes fortes, de respiros intensos, de suspiros de alivio por sentir a vida correndo velozmente dentro de cada uma das nossas veias. Um olhar de filme, uma noitada historica, um ataque de riso, a sensação de paz de um por-do-sol.
Eu tive isso um dia. Eu vivi cada segundo da minha existencia com intensidade. E se hoje não é mais assim, a culpa não é soh de um relacionamento falido, ou de um amadurecimento precoce. Talvez a culpa seja minha.
Fui eu que deixei de acreditar, fui eu que, por ter encontrado algumas pedras no caminho, fui fraca e tropecei.
Nada disso deveria ter atrapalhado meu curso, eu deveria ser forte o suficiente pra continuar acreditando, continuar vivendo.
Eu vivi profundamente meu sofrimento, mas depois disso me tornei um pouco indiferente. Não indiferente como a maioria das pessoas, mas indiferente às coisas de antes, indiferente aos sentimentos novos, às oportunidades, às chances. Porque desacreditei que tudo pudesse dar certo. Tirei por lição um relacionamento falido, pra acreditar que todos os outros que viessem a existir também seriam.
E eu entendo o porque de eu ter me tornado assim. Não que eu concorde, mas entendo.
Afinal, aqueles dois anos foram os mais intensos e bem vividos da minha vida, eu entreguei cada segundo da minha vida àquelas emoçoes, aqueles sentimentos. Eu VIVIA. E tudo se acabou de uma maneira tão imbecil, tão ... ridicula, que eu perdi meu chão. E se eu não acreditava mais em mim, que por algum motivo que eu desconhecia perdi TUDO com poucas palavras, como seria capaz de acreditar em qualquer outra coisa?

Hoje deito a cabeça no travesseiro ao lado de um homem que significa muito pra mim, mas não significa tudo. Sussurro palavras doces que ele não pode ouvir, por se assustar. Me sinto bem ao lado dele, mas não FELIZ. Me sinto protegida, mas não amada.
Ele não me basta pra ser feliz.
Talvez seja esse o começo de uma grande historia.
Mas talvez seja apenas uma historia, que mais cedo ou mais tarde vai falir, como faliram todas as outras, pelo injusto fato de eu não conseguir mais acreditar.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

- This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together.

...

I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day.

[ Mika - Happy Ending ]



"A gente era feliz e não sabia".
EU sabia.

Sabe, o bom do blog é que essa musica retrata mesmo perfeitamente a situação, e eu não tenho que ficar pensando no que as pessoas vão pensar sobre isso, porque EU SEI. Eu sei o que significa pra mim cada palavra dessa musica. Que pode parecer exagerada, e em certos momentos é mesmo, mas que é também muito verdadeira, na maioria do tempo. Especialmente se penso no suposto fim de 3 anos atras.
3 ANOS!
E depois aparecem recados, comentarios, fotos... Coisas antigas que eu não estava disposta a encarar. Não estava PRONTA pra encarar. Não depois de todo esse tempo, e agora com toda essa distancia.
Eu na verdade não entendo. Por que esses recados? Por que falar comigo? Por que estamos fazendo de conta que nos conhecemos? Não nos conhecemos mais. Somos completamente diferentes daqueles que éramos em 2004.
Depois de todos esses acontecimentos, a Carol, o Pietro, as fofocas, a 100%, eu realmente não sei o porque desse "interesse" repentino.
Imagino que seja carencia, afinal, ele perdeu o amor da vida dele faz pouco tempo, certo? E ela, pelo que eu sei, não tah ligando muito. Mas isso não é motivo pra remexer num passado cheio de rancor que ele decididamente não conhece.
Acredito estar agindo da maneira mais sensata, ignorando esses recados todos. A gente se falou no msn, mas, como ele, fingi que era uma coisa normal (quando na verdade era a coisa mais anormal do mundo pra mim, ainda mais porque ele falou comigo no msn do irmão dele).
Não sei mais como reagir.
Mas admito que estou ficando curiosa.

sábado, 14 de fevereiro de 2009


[ Um San Valentino à -8°C!! ]

San Valentino era Romano, padroeiro dos apaixonados, dos namorados, daqueles que querem se casar no ano seguinte e dos amigos. Muitos dizem que o dia de San Valentino é uma festa cristianizada do paganismo, porque nessa mesma época na Roma antiga, era celebrado Eros, o deus do Amor, depois chamado Cupido.

Se é uma festa cristã ou pagã, não importa. No fundo o significado é o mesmo, celebrar o AMOR. Seja o amor entre duas pessoas, seja o amor entre amigos.

Hoje aproveito pra agredecer TODOS os amigos que deixei no Brasil, que me mostrarm a importancia do amor entre amigos, se tornaram as pessoas mais importantes da minha vida. Por mais que estejamos muito longe, estejam certos de que vcs me ajudam, me dão forças pra continuar, em cada momento de dificuldade ou obstaculo que encontro no meio do meu caminho. Eu amo muito vcs, e sinto muita falta de cada um.

Aproveitando também pra desejar Buon San Valentino à todos os meus amigos-casais, que o amor, o carinho, a paixão, a cumplicidade sejam sempre presentes na vida de vcs.
E pros solteiros, aqueles que estão tristes ou com o coração machucado, que San Valentino traga nesse ano um amor capaz de curar todas as feridas!

Aproveitando também pra desejar Buon San Valentino pro Emiliano, que nesses 7 meses me ensinou muita coisa, se tornou muito importante na minha vida, me fez crescer a aprender a ser uma pessoa mais paciente, tolerante e compreensiva. Aquele que me da carinho, que aguenta minhas paranoias, que ri pra me acalmar, que esta sempre comigo quando eu preciso. E que me fez ver que nem todos os relacionamentos são iguais.
;)



BUON SAN VALENTINO A TUTTI!
CHE L'AMORE SIA SEMPRE PRESENTE NELLA NOSTRA VITA, E CHE POSSIAMO FARLO CRESCERE IN OGNI MOMENTO!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"Eu não quero mais essas janelinhas."

E não tive mais nenhuma, não é legal?
Consegui me livrar, pelo menos por enquanto, daquele momento de panico. Voltei a me concentrar na minha vida de agora, AGORA.
Caramba, como eu mudei.
Quer dizer, em relação àquela garotinha de antes. Não é mesmo inacreditavel o quanto podemos aprender e crescer nessa vida?

Hoje eu tava tentando explicar pra um amigo como é complicado o meu relacionamento com o Emiliano, e ele disse: "Primeiro de tudo: tudo pra vc é complicado!".
Huashuahsuahushausha;
Ele tem mesmo razão. Né.
Quer dizer, não sou eu que fico complicando as coisas, é que o comportamento humano pra mim é tão fascinante, sabe. Quando alguém faz alguma coisa, eu fico pensando o porque, como, de onde surgiu aquilo, o que quer dizer. Fico tentando interpretar. Quando na maioria das vezes não tem absolutamente nada pra interpretar.
Maaas, levemos em consideração que eu melhorei MUITO esse aspecto, ok? OK.
Enfim.
Um dia, na verdade uma madrugada, eu e o Emiliano ficamos conversando atéééé... que me deu fome. E ele ouviu meu estomago roncando. (ahushausuahsua; que vergonha!) E sabe o que ele disse, sabe?
- Vai, vamos na cozinha que eu te faço uma bisteca (ele SABE que eu amo bisteca).
Quer dizer, que homem na face da Terra se levanta da cama às duas horas da manhã pra cozinhar? E ele lavou os pratos! E ele tinha que ir trabalhar às 6!
Eu agradeci, CLARO. E no dia seguinte contei pra Iwona. Ela me matou do coração:
"CAROOOOOOOL, que lindo, ele te ama!"
hahhaushauhsuahsuhasa;
Que exagero.
Quer dizer, foi sim uma declaração muito gracinha e talz. Afinal, é mesmo dificil imaginar um homem que faria isso por mim. EU faria isso por ele, com certeza, mas a gente nunca pode esperar de um homem a mesma dedicação e sensibilidade num relacionamento. Né.
Toda mulher sabe disso.
E eu fiquei toooda lisonjeada. ;) E, pra agradecer, deu uma enoorme ajuda pra ele com as coisas do computador, da impressora e todas essas coisas técnicas que eu odeio. Mas afinal, ele merecia.
E, à noite, sabe o que ele fez?
Ouviu meu estomago roncar de novo, se levantou e foi cozinhar de novo. E levou na cama pra mim. :) Não é pra querer morder um cara assim?
Passamos dias muito gracinhas juntos, e hoje, que tomamos café da manhã juntos, mas não nos vimos agora à noite, liguei pra ele e ele parecia estranho. E meu lado besta agiu imediatamente, né. Comecei a pensar: "O que serah que aconteceu? Por que ele tah assim? Eu fiz alguma coisa?". Mas não disse nada. Disse soh que ele parecia estranho no telefone. Ele disse: "Eeee, Carol, viu. To estranho sim, mas é de cansaço. Queria que vc estivesse aqui comigo. Ve se não fica pensando um monte de coisas, como sempre. Não aconteceu nada, soh estou cansado".
Hhasuhaushauhusa;
Quer dizer, meu, QUANTO ele me conhece.
Ele me fez uma lista das minhas 10 palavras mais habituais e significativas.
Olha:

1. BENE (bem): é quando eu tenho certeza que tenho razão, e quero que ele fique quieto.

2. 5 MINUTTI (5 minutos): significa meia hora quando eu to me arrumando, mas significa exatamente 5 minutos quando digo pra ele estar em casa nesse tempo.

3. NIENTE (nada): é quando COM CERTEZA aconteceu alguma coisa e eu não quero contar de primeira, quero que ele insista.

4. FAI PURE (pode fazer): é uma ameaça, não uma permissão. Significa: "não ouse!".

5. SOSPIRONE (supiro forte): não é uma palavra, mas é muito mais significativo, significa que eu acho que ele seja um idiota, e estou pensando por que perco meu tempo conversando com ele.

6. OK: uma das palavras mais perigosas, significa que preciso de tempo pra pensar em uma vingança dolorosa.

7. GRAZIE (obrigada): estou apenas agradecendo, ele não precisa desmaiar. Lembrando que é muito diferente do GRAZIE MILLE (muito obrigada), que é sempre sarcastico.

8. QUELLO CHE VUOI (como quiser): é uma maneira pra eu manda-lo educadamente praquele lugar.

9. NON TI PREOCCUPARE, FACCIO IO (não se preocupe, deixa que eu faço): significa que eu pedi mil vezes e ele não fez, então fiquei de saco cheio e fui fazer sozinha, mesmo que isso custe muito caro à ele uma hora ou outra.

10. CHI E'? (quem é?): é soh uma inocente pergunta, que na verdade quer dizer: "quem é aquela vagabunda e o que ela quer com vc?".

Ele não é uma graça?
;)
"Coloquei a música ' I miss you ' pra repetir no meu rádio. Que música perfeita! Gosto dela porque me lembra a época mais perfeita da minha vida. Quando era na minha cabeça que essa música ficava se repetindo. Eu faria de tudo pra poder viver tudo aquilo de novo, mas infelizmente isso não volta, o que me faz querer chorar às vezes.
Foi no dia 30 de Abril de 2004, um dia que parecia mais um jogado na minha agenda. Mas a vida nos traz as melhores surpresas quando a agente menos espera.
Nesse dia conheci uma pessoa muito simpática, de primeira impressão. Kalú era o nome. De repente estávamos realmente nos conhecendo no refeitório da escola, sem dizermos uma única palavra.
Acho que essa foi a hora em que comecei a me apaixonar pela pessoa que vi em seus olhos.
Fomos criando um contato muito forte nesse mesmo dia. Cada vez que te tocava, sentia a melhor das sensações.
Quando olhei pro céu naquela noite, sabia que você não seria somente mais uma pessoa a passar pela minha vida. Você vinha pra ficar.
Nunca me senti tão bem desde quando cheguei em casa naquela sexta-feira. Parecia que havia estado no céu conversando com um anjo somente com o olhar.
Ouvir sua voz ao telefona naquele Domingo por 4 horas e meia foi como uma música pra mim, que poderia não acabar nunca.
Tudo aconteceu muito rápido. Foi como ganhar um presente te ver parado no portão da minha escola naquele dia 3 de Maio.
Ver você de novo era tudo que eu mais queria.
A partir daí, todas as coisas mais lindas e perfeitas do mundo foram acontecendo entre nós. Conversas intermináveis, olhares profundos, silêncios recheados de magia, abraços e beijo como eu nunca tinha imaginado antes.
Ouvir 3 palavras que, juntas, formaram a melhor coisa que eu já ouvi, foi como se alguém tivesse me tirado do chão. Eu nunca ouvi meu coração bater tão forte.
Os dias pareciam recheados de coras vivas e canções de amor. Por onde eu andava, sentia você comigo. Era uma sensação de paz e alegria tão grande que eu achava que ia explodir. E descobri que isso era AMOR.
Os meses foram passando, coisas foram acontecendo, as coisas mais bobas e lindas do mundo faziam de mim a pessoa mais feliz que eu poderia ser.
Fomos nos conhecendo, amando um ao outro com todos os nossos defeitos e qualidades.
Chegou uma época em que eu não sabia como alguém podia me fazer tão feliz como você me fazia.
Mas a gente foi se desgastando com o tempo. Não conseguíamos mais relevar os defeito um do outro. Foram surgindo pequenas discussões e depois já estávamos brigando.
Aí a gente começou a se machucar.
As brigas foram se tornando cada vez mais freqüentes, a cada palavra dita nos magoávamos mais. Muitos foram os dias e que chorei por ver nosso amor se degradando daquele jeito. Era um sentimento tão lindo, eu não queria que acabasse nunca.
Mesmo depois de mútuas juras de amor eterno, chegou ao fim. Afinal dois corações feridos não conseguem se apoiar um no outro. É preciso curar as feridas separadamente.
Eu sofri muito, só Deus sabe quantas lágrimas molharam meu travesseiro naquelas noites que passei acordada pensando no amor que a gente perdeu.
Foi a pior dor que já senti na vida.
Hoje minha cabeça mudou, meu coração está pronto pra te amar novamente. Não lamento o tempo que não estivemos juntos, ao contrário. Achei maravilhoso o aprendizado que isso me proporcionou.
Mas nosso amor nunca vai ser como era antes, totalmente puro e ingênuo. Às vezes eu acho que o que eu mais quero no mundo é que nosso amor volte a ter aquele saboroso gosto de paixão, de paz, de despreocupação.
Só amar não basta. Não estamos conseguindo conviver em harmonia como antes e existem também fatores externos atrapalhando e confundindo, se é que você me entende.
O que eu mais quero no mundo agora é parar de reprimir meus sentimentos e amar intensamente como amava antes.
Eu não sei o que seria de mim se nos separássemos novamente. Eu não quero isso.
O que eu quero é que você seja feliz, que eu consiga te fazer feliz. Eu quero viver esse amor da melhor forma possível.
Eu quero estar do seu lado, ler seu olhar, me perder no nosso amor, sentir seu carinho e ser boba e feliz de novo.
Hoje estou confusa quanto à mistura de passado, presente e futuro. Estou triste em ver que talvez estejamos indo pelo mesmo caminho, um pouco mais rapidamente. Não quero perder esse amor de novo.
A única coisa que é nítida pra mim é que eu te amo muito, você não tem idéia do quanto, e que eu te quero do meu lado pra sempre. O resto ainda está confuso.
Eu só quero encontrar o caminho certo pra seguir com você ao meu lado pra sempre.
Não quero te magoar, mas te amo."

Carol
29/04/05
15:52h



Eu era apenas uma menina. De jeans, blusinha e melissa, todos os dias religiosamente, por longos e bons anos. Eu era uma pessoa simples, de pensamentos complicados. Eu era uma menina que ainda não tinha desaprendido a amar, e não tinha destruido a auto-estima.
Eu era apenas uma menina.
Como é estranho ver o quanto eu cresci.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Ouço um disco velho e tudo bem agora/A canção que rola é a que mais demora: tudo bem/Seu amor compensaria minha dor/Meu orgulho eu esqueci de trazer/Provaria que meu peito é uma flor/Ao mostrar a cor do meu prazer/Não arrisco meu pescoço por ti/Já me vale aquilo que aprendi"
[Livre de você - Cascadura]


Eu queria muito aquelas cartas. E sabe o que eu ia fazer?
Eu ia comprar uma pasta grossa, mas bem grossa mesmo (porque no total devem ser mais de quinhentas cartas), organizar cada carta, as minhas e as suas, por ordem de envio. Desde de as primeiras, aquelas duas entregues contemporaneamente naquela sexta, até as ultimas, pesadas de tinta. E ia ser um livro, não ia? Ia ser um livro enorme e lindo, de uma historia cheia de amor e adolescencia.
Mas é mesmo estranho o rumo que a vida toma, han?
Acabou, as cartas que te escrevi não existem mais. Porque não sobrou em voce nenhuma pontinha de tudo aquilo que sobrou em mim, que me fez guardar TODAS as suas cartas e lembranças, te devolver as suas fotos de infancia, porque sei o quanto elas podem significar pra voce.
Enfim, seria burrice minha esperar de voce a mesma consideração. E eu sinto muito, de verdade, porque aqueles pedaços de papel cheios de letras que pra voce se mostraram ser tão insignificantes e indignos de atenção, contavam uma historia que foi essencial pra construção da pessoa que sou hoje.
Eu não sou infantil, sabe, sei que acabou e que não tem o minimo de importancia se voce ainda faz alguma diferença ou não. Não, nada disso faz diferença, porque mesmo se eu te odiasse, ou ainda te amasse, ia querer as cartas do mesmo jeito. Não ignoro meu passado, pelo contrario, gosto das minhas lembranças. São as lembranças as coisas mais importantes que podemos levar conosco. Imagina o quanto seria LINDO pra mim reunir as minhas lembranças de uma época tão importante numa pasta. E agir assim com todas as minhas outras boas historias, com os albuns de amigas, com os albuns de familia. Pra um dia sentar com os meus filhos no chão da sala e dizer: "Olha filha, essa é a mamãe com 16 anos, eu era uma boba apaixonada, olha que gracinha", e riria. E meus filhos ririam e pensariam: "Poxa, olha por quanta coisa minha mãe jah passou."
Eu gosto muito de guardar lembranças.
Enfim.
Não existe mais nada que eu possa fazer pra recuperar essas cartas. Mas a historia por tras delas ainda esta aqui, guardada. Porque um ponto final não pode ser colocado por uma pessoa sozinha. Historias mal-resolvidas machucam.
Mas, depois de tanto tempo, de todo esse distanciamento que eu às vezes agradeço à Deus, quem é que iria querer colocar o maldito do ponto final? Nãão, não eu, que sou assim tão orgulhosa. Não eu, que nem pra minha melhor amiga tinha contado todo esse remanescente. Não eu, que optei pelo silencio e pela distancia pra, junto com o tempo, apagar cada vestigio que ficou.
E quando aparece aquela janelinha com o aviso de um novo recado, parece que acabou o mundo. Eu não quero mais essas janelinhas. Porque voce não sabe o que elas me causam. Voce não sabe o que voce me causou. Voce não sabe de nada.
E eu não quero, definitivamente, que voce saiba, porque não vou ser capaz de enfrentar seu arzinho superior sobre o assunto, e não vou suportar reviver cada merda de sensação de 3 anos passados.
"Optamos" pela distancia, que seja assim.
Voce colocou o ponto final, que seja assim.
Mas não me venha, me faça esse grande favor, tentar puxar assunto ou mandar scraps verdadeiramente desnecessarios. Não tente restabelecer o que foi quebrado. Voce é um desconhecido pra mim, não temos mais nada pra conversar.
Voce não imagina, nem mesmo faz uma misera idéia do que esse tipo de atitude aparentemente inocente pode causar dentro de um coração machucado, de uma auto-estima perdida, de uma alma ferida, de uma mente que nunca vai conseguir entender. E que não quer mais entender nada.

Voce, por mais que tenha participado de uma época maravilhosa da minha vida, causou estragos demais. Não suportaria nem mais uma ferida.

Por favor, mantenha a habitual distancia.

:/