O relogio pendurado na parede do bar era enorme, e fazia o tempo parecer se arrastar. Quando, finalmente badou às seis e meia, respirei aliviada. Era bom acabar meia jornada de trabaho. A outra me estava esperando à 3km dali. Sai do bar em direção ao ponto de onibus esperando sinceramente que demorasse uma eternidade, assim poderia descansar um pouco. Liguei os fones de ouvido e a primeira musica me dizia: "Te vejo escrito em todos os muros, cada canção me fala de voce". E ali estava o sorrisinho de novo. Não me contive, cada vez que um leve pensamento inesperado sobre ele passava pela minha cabeça, eu não conseguia conter o sorriso. Tentei me concentrar no trabalho que estaria me esperando no outro bar. Como de costume, sobraria pra mim fazer todo o serviço que deveria ser feito à tarde, organizar tudo e fechar o bar, em menos de 4h. Por mais que lembrar disso me fizesse ferver de raiva, naquele momento não me importou muito. E na verdade, jah não me importava mais. Sabado seria meu ultimo dia, e Domingo eu poderia estar novamente nos braços DELE.
E ele sabia desse meu pequeno intervalo entre os dois bares. Me mandou uma mensagem perguntando se os peixes ainda estavam vivos. Era tarefa minha cuidar dos peixes dele enquanto ele estava fora. Eu disse que sim, que eu estava cuidando muito bem, alias. E ele me disse: "O que voce sente quando entra em casa e eu não estou?". Lembrei com exatidão do momento em que eu abri a porta da casa dele naquela manhã. Uma onda de ar frio me pegou desprevenida (eram dois dias que os aquecedores estavam desligados), mas o perfume dele estava em cada canto da casa, em cada comodo. A cama desarrumada que me lembrava as noites que passamos ali. A cozinha bagunçada que me lembrava os jantares e as vezes que ele cozinhava pra mim. Mas ele não estava ali, e a casa era absurdamente mais fria ainda quando me lebrei disso. Era a presença dele que mais aquecia aquela casa.
Respondi: "Sinto seu perfume, e sinto saudade".
O onibus chegou, eu me sentei no ultimo banco. A musica que tocava embalava ainda mais os meus pensamentos perdidos nele, cada frase me lembrava de alguma coisa que haviamos passado juntos, e eu jah estava fazendo mil planos pra semana seguinte.
Era uma sensação boa, a saudade. Me fazia sorrir com cada minima lembrança, e me deixava euforica com a espectativa de rever-lo.
E eu me perguntei pela milésima vez se eu estaria apaixonada.
Não era uma paixão arrebatadora, disso eu era certa. Era um sentimento doce, tranquilo, lento. Que aflorava cada dia mais, mesmo depois de 7 meses. Que me fazia sentir segura. Que enxia meu estomago de borboletas.
Era obvio, e ao mesmo tempo ridiculo, o fato de eu estar apaixonada.
Olhei pela ultima vez o celular antes de recomeçar o trabalho:
"E eu ainda consigo sentir o seu perfume, mesmo que à quilometros de distancia".
Era o tipo de coisa que ele sabia que me fazia derreter, ficar com as pernas moles e exclamar em alto e bom som em meio a todos os desconhecidos presentes: "Que bonitinho!". Ele sabia que eu me comportaria assim. E acredito que, se ele faz esse tipo de coisa assim com tanta frequencia, ele deve mesmo adorar saber que eu faço papel de boba por ele, pra todo mundo ver.
E a musica dizia: "E até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei".
Pra mim era mais que suficiente. A minha outra meia jornada de trabalho pareceu insignificante, perto de toda a beleza que a espera pode causar.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Mais um dia que chegava ao fim, e eu supirava aliviada por estar ainda de bom-humor. Olhei distraidamente a escrivaninha e a vi, a maravilhosa foto gigante que ele tinha imprimido, a foto do Natal na neve que passamos JUNTOS. Um arrepio de nostalgia passou pelo meu estomago. Olhei o relogio e imaginei que não seria assim tão tarde pra uma mensagem. Assim que peguei o celular, vibrou. Era ele. E ouvir a sua voz foi a melhor coisa naquele momento. Me contou as novidades, e na verdade eu nem estava ouvindo tão atentamente. O que mais me interessava naquele momento era a sua voz, melodiosa e doce, que dizia que sentia minha falta e que dali à alguns dias nos veriamos. Me deu a boa noite, me mandou um beijo, ficou alguns segundos em silencio e disse: "Sinto mesmo a sua falta". Um sorriso gigantesco surgiu no meu rosto naquele momento.
Não era tão facil gostar dele quanto eu pensava, mas era cada vez menos dificil.
A idade pesava como fator, claro. E depois, eramos tão diferentes. Com ele as coisas tinham que ser feitas sempre com calma, ou melhor, com cautela. Da minha parte e dele também. No começo, quando estavamos sempre juntos, almoçando, jantando, assistindo um filme como desculpa pra estar em companhia, era um grande esforço pra mim não toca-lo. Cada vez que ele se aproximava eu era tomada por uma onda de eletricidade que me fazia ficar tensa. Não me movia. Fechava os punhos e tentava me concentrar na conversa. Talvez por isso eu estava quase sempre quieta. Concordava, ria, mas raramente falava. Não me sentia exatamente à vontade conversando com um homem assim tão mais velho que eu. E ele insistia em me fazer perguntas. Como era a minha vida no Brasil, os meus amigos, minha escola, minha familia, o que eu sentia mais falta, detalhes pra mim insignificantes e até desinteressantes, mas que exerciam uma curiosidade espantosa nele.
Quando ele chegava em casa do trabalho (eu sempre ouvia quando ele chegava), vinha tocar a minha campainha. E eu fingia surpresa. Se alguma coisa no decorrer do dia tivesse me irritado, me deixado chateada, me entusiasmado, ele SABIA. E sempre queria saber o que era. No começo eu pensava que talvez eu fosse assim interessante por ser mais nova, pra mim que ele procurava saber os meus gostos pra poder talvez se lembrar das coisas que motivam os jovens, das paixoes, dos desejos, da vontade de viver. Alguma coisa do tipo. Racionalmente não conseguia encontrar um motivo pra todas aquelas perguntas, toda a gentileza e disposição que ele tinha comigo. E depois parei de procurar esse motivo. Não me importava. Qualquer motivo fosse, plausivel ou estranho, eu estava sempre bem ao lado dele. Isso bastava pra me fazer querer estar ao lado dele o maior tempo possivel.
O primeiro dia em que eu me adormentei ao lado dele, mais precisamente na cama dele, vendo um filme, abri os olhos jah nos créditos e ele tinha colocado um travesseiro embaixo da minha cabeça, sem que eu percebesse, como costumam fazer com muita habilidade os pais (estranho pensamento). Olhei pra ele e ele me disse: "Ei", e sorriu. Senti meu rosto ferver, de tão vermelha devo ter ficado. Era vergonhoso eu ter dormido. Primeiro porque ele tinha me convidado pra assistir um filme com ele, e eu por mais cansada estivesse, aceitei, porque não existia não aceitar um convite pra passar algumas boas horas ao lado dele. E depois, bem, depois porque eu estava dormindo na cama dele, enrolada nas cobertas dele, com a cabeça apoiada no travesseiro dele, que era assim tão mais velho que eu. Não entendi bem o motivo da minha vergonha, porque no fim das contas eu não fiz de proposito. E eu, que sempre fui muito desenvolta na maioria das situaçoes, me calei, quando percebi que ele também tinha ficado desconcertado.
E mesmo que eu tenha ficado ali por horas dormindo ao lado dele, ele não me tocou, não tentou nada, e nem mesmo dormiu. Assistiu pacientemente o filme, que admito que não era por nada no mundo interessante. Eu gostei da atitude dele. A partir daquele momento supus que podia confiar nele, me sentia protegida. Depois dessa noite se passaram muitas outras, sempre da mesma maneira acanhada, cautelosa. Tentavamos muito frequentemente de não tocar um ao outro. O pensamento de que isso acontecesse me fazia acender a corrente alétrica de antes, ficava tensa, sem saber como me comportar. Aos poucos foi passando. Um dia foi ele quem dormiu, e improvisamente apoiou a cabeça no meu joelho. Meu estomago gelou com o contato. E eu não pude resistir ao toque macio dos seus cabelos. Ele acordou, meio sem saber o que o tinha feito abrir os olhos. O filme tinha acabado, e eu disse que era melhor dormir (eram jah algumas vezes que tinha dormido na casa dele).
Me cobri e disse boa noite. Me adormentei quase imediatamente. Fazia frio e eu me encolhi na cama. E alguns minutos depois acordei com o toque dos seus braços, que me entrelaçavam. "Vi que vc estava com frio". Eu me virei e o encarei. Era tão facil me sentir bem quando olhava dentro daqueles olhos verdes faiscantes. Era tão simples sorrir com o perfume simples que exalava dele. E seria muito dificil resistir ao inevitavel beijo. Assim aconteceu. E quando a sua boca tocou a minha a eletricidade era tão grande que praticamente entrei em curto-circuito. Me deixei levar por aquels beijos doces, aqueles olhares fulminantes e, acima de tudo, pela meneira provocante com que ele me tocava. Não tinha mais porque resistir.
Quando acabou, pude dormir com um sorrisinho sufocado no rosto, certa de que seria a primeira de muitas noites juntos.
Não era tão facil gostar dele quanto eu pensava, mas era cada vez menos dificil.
A idade pesava como fator, claro. E depois, eramos tão diferentes. Com ele as coisas tinham que ser feitas sempre com calma, ou melhor, com cautela. Da minha parte e dele também. No começo, quando estavamos sempre juntos, almoçando, jantando, assistindo um filme como desculpa pra estar em companhia, era um grande esforço pra mim não toca-lo. Cada vez que ele se aproximava eu era tomada por uma onda de eletricidade que me fazia ficar tensa. Não me movia. Fechava os punhos e tentava me concentrar na conversa. Talvez por isso eu estava quase sempre quieta. Concordava, ria, mas raramente falava. Não me sentia exatamente à vontade conversando com um homem assim tão mais velho que eu. E ele insistia em me fazer perguntas. Como era a minha vida no Brasil, os meus amigos, minha escola, minha familia, o que eu sentia mais falta, detalhes pra mim insignificantes e até desinteressantes, mas que exerciam uma curiosidade espantosa nele.
Quando ele chegava em casa do trabalho (eu sempre ouvia quando ele chegava), vinha tocar a minha campainha. E eu fingia surpresa. Se alguma coisa no decorrer do dia tivesse me irritado, me deixado chateada, me entusiasmado, ele SABIA. E sempre queria saber o que era. No começo eu pensava que talvez eu fosse assim interessante por ser mais nova, pra mim que ele procurava saber os meus gostos pra poder talvez se lembrar das coisas que motivam os jovens, das paixoes, dos desejos, da vontade de viver. Alguma coisa do tipo. Racionalmente não conseguia encontrar um motivo pra todas aquelas perguntas, toda a gentileza e disposição que ele tinha comigo. E depois parei de procurar esse motivo. Não me importava. Qualquer motivo fosse, plausivel ou estranho, eu estava sempre bem ao lado dele. Isso bastava pra me fazer querer estar ao lado dele o maior tempo possivel.
O primeiro dia em que eu me adormentei ao lado dele, mais precisamente na cama dele, vendo um filme, abri os olhos jah nos créditos e ele tinha colocado um travesseiro embaixo da minha cabeça, sem que eu percebesse, como costumam fazer com muita habilidade os pais (estranho pensamento). Olhei pra ele e ele me disse: "Ei", e sorriu. Senti meu rosto ferver, de tão vermelha devo ter ficado. Era vergonhoso eu ter dormido. Primeiro porque ele tinha me convidado pra assistir um filme com ele, e eu por mais cansada estivesse, aceitei, porque não existia não aceitar um convite pra passar algumas boas horas ao lado dele. E depois, bem, depois porque eu estava dormindo na cama dele, enrolada nas cobertas dele, com a cabeça apoiada no travesseiro dele, que era assim tão mais velho que eu. Não entendi bem o motivo da minha vergonha, porque no fim das contas eu não fiz de proposito. E eu, que sempre fui muito desenvolta na maioria das situaçoes, me calei, quando percebi que ele também tinha ficado desconcertado.
E mesmo que eu tenha ficado ali por horas dormindo ao lado dele, ele não me tocou, não tentou nada, e nem mesmo dormiu. Assistiu pacientemente o filme, que admito que não era por nada no mundo interessante. Eu gostei da atitude dele. A partir daquele momento supus que podia confiar nele, me sentia protegida. Depois dessa noite se passaram muitas outras, sempre da mesma maneira acanhada, cautelosa. Tentavamos muito frequentemente de não tocar um ao outro. O pensamento de que isso acontecesse me fazia acender a corrente alétrica de antes, ficava tensa, sem saber como me comportar. Aos poucos foi passando. Um dia foi ele quem dormiu, e improvisamente apoiou a cabeça no meu joelho. Meu estomago gelou com o contato. E eu não pude resistir ao toque macio dos seus cabelos. Ele acordou, meio sem saber o que o tinha feito abrir os olhos. O filme tinha acabado, e eu disse que era melhor dormir (eram jah algumas vezes que tinha dormido na casa dele).
Me cobri e disse boa noite. Me adormentei quase imediatamente. Fazia frio e eu me encolhi na cama. E alguns minutos depois acordei com o toque dos seus braços, que me entrelaçavam. "Vi que vc estava com frio". Eu me virei e o encarei. Era tão facil me sentir bem quando olhava dentro daqueles olhos verdes faiscantes. Era tão simples sorrir com o perfume simples que exalava dele. E seria muito dificil resistir ao inevitavel beijo. Assim aconteceu. E quando a sua boca tocou a minha a eletricidade era tão grande que praticamente entrei em curto-circuito. Me deixei levar por aquels beijos doces, aqueles olhares fulminantes e, acima de tudo, pela meneira provocante com que ele me tocava. Não tinha mais porque resistir.
Quando acabou, pude dormir com um sorrisinho sufocado no rosto, certa de que seria a primeira de muitas noites juntos.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Amanhã chove.
Aqui acho que gente meio que adquire o dom da previsão do tempo, porque todo mundo sabe se no dia seguinte vai chover ou não. Porque, se for chover, no dia anterior todo mundo vai estar com dor de cabeça. Quer dizer, por causa de toda essa umidade e tal.
Enfim.
Seria uma boa maneira de começar a minha ultima semana de trabalho nesse bar (finalmente!), e a loooonga semana de ausencia do Emiliano, que foi esquiar com o Léo. Ele nem tinha ido embora com o carro e eu jah estava olhando pela janela cheia de saudades. Longa, longa semana...
Mas depois, boas espectativas de mudanças, coisa que eu adoro. Acho que não nasci mesmo pra estar parada, viver de rotina. Não costumo passar mais de 6 meses no mesmo emprego, e não chego nem a pegar férias. Vou embora mesmo, que é melhor. Chega um ponto em que cada "bom dia" dentro do trabalho me irrita profundamente. E eu jah não suporta mais as pessoas com quem eu convivia pacificamente antes. Mas o problema não é dessas pessoas. O problema é minha dificuldade de enfrentar a rotina.
Assim sendo, Sabado é meu ultimo dia de trabalho e eu vou sair pra comemorar com as meninas. E Domingo e Emiliano chega de viagem, e a gente vai comemorar também.
Essa semana eu deveria estar estressada ao maximo, mas não. Me sinto estranhamente paciente. Deixando as irritaçoes rotineiras de lado, contando até mil uma porção de vezes por dia. Talvez seja porque agora tenho perspectivas de mudança. Sei que estou de saco cheio, mas que Sabado tudo isso vai acabar. Quando não tenho perspectiva de fim, de mudança, me irrito com muito mais facilidade.
Como é muito raro esse meu estado de espirito (e passo o dia inteiro torcendo pra não acabar tão rapido), aproveito pra rever algumas situaçoes que consigo compreender melhor quando estou de bom-humor.
Eu tiva perpectivas de ir pro Brasil agora em Março, mas não vou. E quanto sinto por isso! Ando mesmo precisando de um tempo ao lados das "minhas pessoas preferidas", estar em paz umas semanas. Com eles estou sempre em paz. Mas, não ando muito pessimista, então se posso ir em Novembro, vou ter que esperar de qualquer maneira. O que me adianta lamentar? Me resta fazer planos.
Repensei até minha relação com o Emiliano e o balanço é positivo. Depois de 7 meses juntos, ainda parece que estamos no comecinho de namoro, tudo acontecendo devagarzinho, sem precipitaçoes. Eu me adaptando à ele, ele se adaptando à mim, relevando pequenas coisas, aprendendo a conviver. E é bom ver que eu, que sempre fui tão impulsiva, aprendi a fazer as coisas com calma, no tempo certo. Tudo tem sua hora pra acontecer. E a gente diz tanto que o começo do namoro é o melhor, então se esse começo se extender por um ano, perfeito!
E no fim das contas, vi que fiquei feliz pelas "mensagens indesejadas". E acho que posso parar de fingir pra mim mesma que não, que fiquei suuuper brava. Não é verdade. Pensei que eu tinha sido completamente esquecida pra sempre, e é bom ver que não, que eu ainda ando pelos pensamentos dele de vez em quando, assim como ele anda pelos meus. Achei que tinha sido apagada, e no fim das contas ele disse que "a gente era feliz e não sabia". E eu acredito que significa que as lembranças que ficaram foram as boas, como as que ficaram em mim. "I'm glad". De verdade, fico satisfeita com essa "tentativa de contato". Por qualquer motivo que seja, carencia, solidão, cretinisse, o que for. Não me importa o motivo DELE. O que importa é ver que aqueles dois anos não foram passados em branco, e que por mais que a vida siga seu rumo, às vezes é bom olhar pra tras e ver a estrada que fizemos.
Talvez o problema seja que eu ando ouvindo umas historias sobre ele que não gostei. Que ele não estah bem, que anda isolado. Por mais que seja a maior burrice da face da Terra, um dia eu disse pra ele que estaria sempre lah quando ele precisasse. E queria que ele soubesse que eu ainda estou. Se ele precisar. Por mais que seja absurdo, ridiculo e infantil. Eu disse que estaria. E quando disse isso fui sincera. A historia toda não se apagou da minha mente o suficiente pra que eu ignore isso.
Balanço positivo.
Muitas saudades do Emiliano. Mas (até que enfim) saudade boa.
Vontade de conversar.
E muito cansaço.
Até Sabado tenho muito o que trabalhar ainda!
Aqui acho que gente meio que adquire o dom da previsão do tempo, porque todo mundo sabe se no dia seguinte vai chover ou não. Porque, se for chover, no dia anterior todo mundo vai estar com dor de cabeça. Quer dizer, por causa de toda essa umidade e tal.
Enfim.
Seria uma boa maneira de começar a minha ultima semana de trabalho nesse bar (finalmente!), e a loooonga semana de ausencia do Emiliano, que foi esquiar com o Léo. Ele nem tinha ido embora com o carro e eu jah estava olhando pela janela cheia de saudades. Longa, longa semana...
Mas depois, boas espectativas de mudanças, coisa que eu adoro. Acho que não nasci mesmo pra estar parada, viver de rotina. Não costumo passar mais de 6 meses no mesmo emprego, e não chego nem a pegar férias. Vou embora mesmo, que é melhor. Chega um ponto em que cada "bom dia" dentro do trabalho me irrita profundamente. E eu jah não suporta mais as pessoas com quem eu convivia pacificamente antes. Mas o problema não é dessas pessoas. O problema é minha dificuldade de enfrentar a rotina.
Assim sendo, Sabado é meu ultimo dia de trabalho e eu vou sair pra comemorar com as meninas. E Domingo e Emiliano chega de viagem, e a gente vai comemorar também.
Essa semana eu deveria estar estressada ao maximo, mas não. Me sinto estranhamente paciente. Deixando as irritaçoes rotineiras de lado, contando até mil uma porção de vezes por dia. Talvez seja porque agora tenho perspectivas de mudança. Sei que estou de saco cheio, mas que Sabado tudo isso vai acabar. Quando não tenho perspectiva de fim, de mudança, me irrito com muito mais facilidade.
Como é muito raro esse meu estado de espirito (e passo o dia inteiro torcendo pra não acabar tão rapido), aproveito pra rever algumas situaçoes que consigo compreender melhor quando estou de bom-humor.
Eu tiva perpectivas de ir pro Brasil agora em Março, mas não vou. E quanto sinto por isso! Ando mesmo precisando de um tempo ao lados das "minhas pessoas preferidas", estar em paz umas semanas. Com eles estou sempre em paz. Mas, não ando muito pessimista, então se posso ir em Novembro, vou ter que esperar de qualquer maneira. O que me adianta lamentar? Me resta fazer planos.
Repensei até minha relação com o Emiliano e o balanço é positivo. Depois de 7 meses juntos, ainda parece que estamos no comecinho de namoro, tudo acontecendo devagarzinho, sem precipitaçoes. Eu me adaptando à ele, ele se adaptando à mim, relevando pequenas coisas, aprendendo a conviver. E é bom ver que eu, que sempre fui tão impulsiva, aprendi a fazer as coisas com calma, no tempo certo. Tudo tem sua hora pra acontecer. E a gente diz tanto que o começo do namoro é o melhor, então se esse começo se extender por um ano, perfeito!
E no fim das contas, vi que fiquei feliz pelas "mensagens indesejadas". E acho que posso parar de fingir pra mim mesma que não, que fiquei suuuper brava. Não é verdade. Pensei que eu tinha sido completamente esquecida pra sempre, e é bom ver que não, que eu ainda ando pelos pensamentos dele de vez em quando, assim como ele anda pelos meus. Achei que tinha sido apagada, e no fim das contas ele disse que "a gente era feliz e não sabia". E eu acredito que significa que as lembranças que ficaram foram as boas, como as que ficaram em mim. "I'm glad". De verdade, fico satisfeita com essa "tentativa de contato". Por qualquer motivo que seja, carencia, solidão, cretinisse, o que for. Não me importa o motivo DELE. O que importa é ver que aqueles dois anos não foram passados em branco, e que por mais que a vida siga seu rumo, às vezes é bom olhar pra tras e ver a estrada que fizemos.
Talvez o problema seja que eu ando ouvindo umas historias sobre ele que não gostei. Que ele não estah bem, que anda isolado. Por mais que seja a maior burrice da face da Terra, um dia eu disse pra ele que estaria sempre lah quando ele precisasse. E queria que ele soubesse que eu ainda estou. Se ele precisar. Por mais que seja absurdo, ridiculo e infantil. Eu disse que estaria. E quando disse isso fui sincera. A historia toda não se apagou da minha mente o suficiente pra que eu ignore isso.
Balanço positivo.
Muitas saudades do Emiliano. Mas (até que enfim) saudade boa.
Vontade de conversar.
E muito cansaço.
Até Sabado tenho muito o que trabalhar ainda!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Quantos questionamentos!
Eu disse uma vez que o problema é que eu penso: "Nunca mais vou conseguir ser feliz como eu fui com ele", mas talvez nem seja verdade. Eu me machuquei muito, sabe, me fiz muito mal com essa ex-relação. Não consigo mais confiar nas pessoas, não consigo acreditar num sentimento intenso, verdadeiro, que me faz tirar os pés do chão, me faz voar e ver o mundo lah de cima, além de todos os problemas e idiotices humanas. Agora são essas mesmas idiotices e futilidades que predominam na minha maneira de ver esse mundo estranho.
Também costumo dizer que tenho preguiça das pessoas, e é verdade. Quanto elas me chateiam! Me deixam entediada. Pessoas sem profundidade, pessoas sem recheio, que não pensam, que não agem de acordo com o que realmente acreditam porque simplesmente não conseguem acreditar em nada. Que empurram a vida com a barriga como se fosse apenas uma obrigação nossa viver.
Não, por favor, a vida não é uma obrigação. Pelo contrario, é uma escolha.
Escolher entre viver intensamente, mesmo que isso signifique viver menos, do que viver medianamente, talvez durando mais uns 10 anos tediosos em que não se fez absolutamente nada. Qualidade de vida pra mim é SENTIR. A vida é tão cheia de sensaçoes, cheia de emoçoes fortes, de respiros intensos, de suspiros de alivio por sentir a vida correndo velozmente dentro de cada uma das nossas veias. Um olhar de filme, uma noitada historica, um ataque de riso, a sensação de paz de um por-do-sol.
Eu tive isso um dia. Eu vivi cada segundo da minha existencia com intensidade. E se hoje não é mais assim, a culpa não é soh de um relacionamento falido, ou de um amadurecimento precoce. Talvez a culpa seja minha.
Fui eu que deixei de acreditar, fui eu que, por ter encontrado algumas pedras no caminho, fui fraca e tropecei.
Nada disso deveria ter atrapalhado meu curso, eu deveria ser forte o suficiente pra continuar acreditando, continuar vivendo.
Eu vivi profundamente meu sofrimento, mas depois disso me tornei um pouco indiferente. Não indiferente como a maioria das pessoas, mas indiferente às coisas de antes, indiferente aos sentimentos novos, às oportunidades, às chances. Porque desacreditei que tudo pudesse dar certo. Tirei por lição um relacionamento falido, pra acreditar que todos os outros que viessem a existir também seriam.
E eu entendo o porque de eu ter me tornado assim. Não que eu concorde, mas entendo.
Afinal, aqueles dois anos foram os mais intensos e bem vividos da minha vida, eu entreguei cada segundo da minha vida àquelas emoçoes, aqueles sentimentos. Eu VIVIA. E tudo se acabou de uma maneira tão imbecil, tão ... ridicula, que eu perdi meu chão. E se eu não acreditava mais em mim, que por algum motivo que eu desconhecia perdi TUDO com poucas palavras, como seria capaz de acreditar em qualquer outra coisa?
Hoje deito a cabeça no travesseiro ao lado de um homem que significa muito pra mim, mas não significa tudo. Sussurro palavras doces que ele não pode ouvir, por se assustar. Me sinto bem ao lado dele, mas não FELIZ. Me sinto protegida, mas não amada.
Ele não me basta pra ser feliz.
Talvez seja esse o começo de uma grande historia.
Mas talvez seja apenas uma historia, que mais cedo ou mais tarde vai falir, como faliram todas as outras, pelo injusto fato de eu não conseguir mais acreditar.
Eu disse uma vez que o problema é que eu penso: "Nunca mais vou conseguir ser feliz como eu fui com ele", mas talvez nem seja verdade. Eu me machuquei muito, sabe, me fiz muito mal com essa ex-relação. Não consigo mais confiar nas pessoas, não consigo acreditar num sentimento intenso, verdadeiro, que me faz tirar os pés do chão, me faz voar e ver o mundo lah de cima, além de todos os problemas e idiotices humanas. Agora são essas mesmas idiotices e futilidades que predominam na minha maneira de ver esse mundo estranho.
Também costumo dizer que tenho preguiça das pessoas, e é verdade. Quanto elas me chateiam! Me deixam entediada. Pessoas sem profundidade, pessoas sem recheio, que não pensam, que não agem de acordo com o que realmente acreditam porque simplesmente não conseguem acreditar em nada. Que empurram a vida com a barriga como se fosse apenas uma obrigação nossa viver.
Não, por favor, a vida não é uma obrigação. Pelo contrario, é uma escolha.
Escolher entre viver intensamente, mesmo que isso signifique viver menos, do que viver medianamente, talvez durando mais uns 10 anos tediosos em que não se fez absolutamente nada. Qualidade de vida pra mim é SENTIR. A vida é tão cheia de sensaçoes, cheia de emoçoes fortes, de respiros intensos, de suspiros de alivio por sentir a vida correndo velozmente dentro de cada uma das nossas veias. Um olhar de filme, uma noitada historica, um ataque de riso, a sensação de paz de um por-do-sol.
Eu tive isso um dia. Eu vivi cada segundo da minha existencia com intensidade. E se hoje não é mais assim, a culpa não é soh de um relacionamento falido, ou de um amadurecimento precoce. Talvez a culpa seja minha.
Fui eu que deixei de acreditar, fui eu que, por ter encontrado algumas pedras no caminho, fui fraca e tropecei.
Nada disso deveria ter atrapalhado meu curso, eu deveria ser forte o suficiente pra continuar acreditando, continuar vivendo.
Eu vivi profundamente meu sofrimento, mas depois disso me tornei um pouco indiferente. Não indiferente como a maioria das pessoas, mas indiferente às coisas de antes, indiferente aos sentimentos novos, às oportunidades, às chances. Porque desacreditei que tudo pudesse dar certo. Tirei por lição um relacionamento falido, pra acreditar que todos os outros que viessem a existir também seriam.
E eu entendo o porque de eu ter me tornado assim. Não que eu concorde, mas entendo.
Afinal, aqueles dois anos foram os mais intensos e bem vividos da minha vida, eu entreguei cada segundo da minha vida àquelas emoçoes, aqueles sentimentos. Eu VIVIA. E tudo se acabou de uma maneira tão imbecil, tão ... ridicula, que eu perdi meu chão. E se eu não acreditava mais em mim, que por algum motivo que eu desconhecia perdi TUDO com poucas palavras, como seria capaz de acreditar em qualquer outra coisa?
Hoje deito a cabeça no travesseiro ao lado de um homem que significa muito pra mim, mas não significa tudo. Sussurro palavras doces que ele não pode ouvir, por se assustar. Me sinto bem ao lado dele, mas não FELIZ. Me sinto protegida, mas não amada.
Ele não me basta pra ser feliz.
Talvez seja esse o começo de uma grande historia.
Mas talvez seja apenas uma historia, que mais cedo ou mais tarde vai falir, como faliram todas as outras, pelo injusto fato de eu não conseguir mais acreditar.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
- This is the way you left me,
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together.
...
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day.
[ Mika - Happy Ending ]
"A gente era feliz e não sabia".
EU sabia.
Sabe, o bom do blog é que essa musica retrata mesmo perfeitamente a situação, e eu não tenho que ficar pensando no que as pessoas vão pensar sobre isso, porque EU SEI. Eu sei o que significa pra mim cada palavra dessa musica. Que pode parecer exagerada, e em certos momentos é mesmo, mas que é também muito verdadeira, na maioria do tempo. Especialmente se penso no suposto fim de 3 anos atras.
3 ANOS!
E depois aparecem recados, comentarios, fotos... Coisas antigas que eu não estava disposta a encarar. Não estava PRONTA pra encarar. Não depois de todo esse tempo, e agora com toda essa distancia.
Eu na verdade não entendo. Por que esses recados? Por que falar comigo? Por que estamos fazendo de conta que nos conhecemos? Não nos conhecemos mais. Somos completamente diferentes daqueles que éramos em 2004.
Depois de todos esses acontecimentos, a Carol, o Pietro, as fofocas, a 100%, eu realmente não sei o porque desse "interesse" repentino.
Imagino que seja carencia, afinal, ele perdeu o amor da vida dele faz pouco tempo, certo? E ela, pelo que eu sei, não tah ligando muito. Mas isso não é motivo pra remexer num passado cheio de rancor que ele decididamente não conhece.
Acredito estar agindo da maneira mais sensata, ignorando esses recados todos. A gente se falou no msn, mas, como ele, fingi que era uma coisa normal (quando na verdade era a coisa mais anormal do mundo pra mim, ainda mais porque ele falou comigo no msn do irmão dele).
Não sei mais como reagir.
Mas admito que estou ficando curiosa.
I'm not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending
This is the way that we love,
Like it's forever,
Then live the rest of our life,
But not together.
...
I feel as if I'm wasting,
And I've wasted every day.
[ Mika - Happy Ending ]
"A gente era feliz e não sabia".
EU sabia.
Sabe, o bom do blog é que essa musica retrata mesmo perfeitamente a situação, e eu não tenho que ficar pensando no que as pessoas vão pensar sobre isso, porque EU SEI. Eu sei o que significa pra mim cada palavra dessa musica. Que pode parecer exagerada, e em certos momentos é mesmo, mas que é também muito verdadeira, na maioria do tempo. Especialmente se penso no suposto fim de 3 anos atras.
3 ANOS!
E depois aparecem recados, comentarios, fotos... Coisas antigas que eu não estava disposta a encarar. Não estava PRONTA pra encarar. Não depois de todo esse tempo, e agora com toda essa distancia.
Eu na verdade não entendo. Por que esses recados? Por que falar comigo? Por que estamos fazendo de conta que nos conhecemos? Não nos conhecemos mais. Somos completamente diferentes daqueles que éramos em 2004.
Depois de todos esses acontecimentos, a Carol, o Pietro, as fofocas, a 100%, eu realmente não sei o porque desse "interesse" repentino.
Imagino que seja carencia, afinal, ele perdeu o amor da vida dele faz pouco tempo, certo? E ela, pelo que eu sei, não tah ligando muito. Mas isso não é motivo pra remexer num passado cheio de rancor que ele decididamente não conhece.
Acredito estar agindo da maneira mais sensata, ignorando esses recados todos. A gente se falou no msn, mas, como ele, fingi que era uma coisa normal (quando na verdade era a coisa mais anormal do mundo pra mim, ainda mais porque ele falou comigo no msn do irmão dele).
Não sei mais como reagir.
Mas admito que estou ficando curiosa.
sábado, 14 de fevereiro de 2009

[ Um San Valentino à -8°C!! ]
San Valentino era Romano, padroeiro dos apaixonados, dos namorados, daqueles que querem se casar no ano seguinte e dos amigos. Muitos dizem que o dia de San Valentino é uma festa cristianizada do paganismo, porque nessa mesma época na Roma antiga, era celebrado Eros, o deus do Amor, depois chamado Cupido.
Se é uma festa cristã ou pagã, não importa. No fundo o significado é o mesmo, celebrar o AMOR. Seja o amor entre duas pessoas, seja o amor entre amigos.
Hoje aproveito pra agredecer TODOS os amigos que deixei no Brasil, que me mostrarm a importancia do amor entre amigos, se tornaram as pessoas mais importantes da minha vida. Por mais que estejamos muito longe, estejam certos de que vcs me ajudam, me dão forças pra continuar, em cada momento de dificuldade ou obstaculo que encontro no meio do meu caminho. Eu amo muito vcs, e sinto muita falta de cada um.
Aproveitando também pra desejar Buon San Valentino à todos os meus amigos-casais, que o amor, o carinho, a paixão, a cumplicidade sejam sempre presentes na vida de vcs.
E pros solteiros, aqueles que estão tristes ou com o coração machucado, que San Valentino traga nesse ano um amor capaz de curar todas as feridas!
Aproveitando também pra desejar Buon San Valentino pro Emiliano, que nesses 7 meses me ensinou muita coisa, se tornou muito importante na minha vida, me fez crescer a aprender a ser uma pessoa mais paciente, tolerante e compreensiva. Aquele que me da carinho, que aguenta minhas paranoias, que ri pra me acalmar, que esta sempre comigo quando eu preciso. E que me fez ver que nem todos os relacionamentos são iguais.
;)
BUON SAN VALENTINO A TUTTI!
CHE L'AMORE SIA SEMPRE PRESENTE NELLA NOSTRA VITA, E CHE POSSIAMO FARLO CRESCERE IN OGNI MOMENTO!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
"Eu não quero mais essas janelinhas."
E não tive mais nenhuma, não é legal?
Consegui me livrar, pelo menos por enquanto, daquele momento de panico. Voltei a me concentrar na minha vida de agora, AGORA.
Caramba, como eu mudei.
Quer dizer, em relação àquela garotinha de antes. Não é mesmo inacreditavel o quanto podemos aprender e crescer nessa vida?
Hoje eu tava tentando explicar pra um amigo como é complicado o meu relacionamento com o Emiliano, e ele disse: "Primeiro de tudo: tudo pra vc é complicado!".
Huashuahsuahushausha;
Ele tem mesmo razão. Né.
Quer dizer, não sou eu que fico complicando as coisas, é que o comportamento humano pra mim é tão fascinante, sabe. Quando alguém faz alguma coisa, eu fico pensando o porque, como, de onde surgiu aquilo, o que quer dizer. Fico tentando interpretar. Quando na maioria das vezes não tem absolutamente nada pra interpretar.
Maaas, levemos em consideração que eu melhorei MUITO esse aspecto, ok? OK.
Enfim.
Um dia, na verdade uma madrugada, eu e o Emiliano ficamos conversando atéééé... que me deu fome. E ele ouviu meu estomago roncando. (ahushausuahsua; que vergonha!) E sabe o que ele disse, sabe?
- Vai, vamos na cozinha que eu te faço uma bisteca (ele SABE que eu amo bisteca).
Quer dizer, que homem na face da Terra se levanta da cama às duas horas da manhã pra cozinhar? E ele lavou os pratos! E ele tinha que ir trabalhar às 6!
Eu agradeci, CLARO. E no dia seguinte contei pra Iwona. Ela me matou do coração:
"CAROOOOOOOL, que lindo, ele te ama!"
hahhaushauhsuahsuhasa;
Que exagero.
Quer dizer, foi sim uma declaração muito gracinha e talz. Afinal, é mesmo dificil imaginar um homem que faria isso por mim. EU faria isso por ele, com certeza, mas a gente nunca pode esperar de um homem a mesma dedicação e sensibilidade num relacionamento. Né.
Toda mulher sabe disso.
E eu fiquei toooda lisonjeada. ;) E, pra agradecer, deu uma enoorme ajuda pra ele com as coisas do computador, da impressora e todas essas coisas técnicas que eu odeio. Mas afinal, ele merecia.
E, à noite, sabe o que ele fez?
Ouviu meu estomago roncar de novo, se levantou e foi cozinhar de novo. E levou na cama pra mim. :) Não é pra querer morder um cara assim?
Passamos dias muito gracinhas juntos, e hoje, que tomamos café da manhã juntos, mas não nos vimos agora à noite, liguei pra ele e ele parecia estranho. E meu lado besta agiu imediatamente, né. Comecei a pensar: "O que serah que aconteceu? Por que ele tah assim? Eu fiz alguma coisa?". Mas não disse nada. Disse soh que ele parecia estranho no telefone. Ele disse: "Eeee, Carol, viu. To estranho sim, mas é de cansaço. Queria que vc estivesse aqui comigo. Ve se não fica pensando um monte de coisas, como sempre. Não aconteceu nada, soh estou cansado".
Hhasuhaushauhusa;
Quer dizer, meu, QUANTO ele me conhece.
Ele me fez uma lista das minhas 10 palavras mais habituais e significativas.
Olha:
1. BENE (bem): é quando eu tenho certeza que tenho razão, e quero que ele fique quieto.
2. 5 MINUTTI (5 minutos): significa meia hora quando eu to me arrumando, mas significa exatamente 5 minutos quando digo pra ele estar em casa nesse tempo.
3. NIENTE (nada): é quando COM CERTEZA aconteceu alguma coisa e eu não quero contar de primeira, quero que ele insista.
4. FAI PURE (pode fazer): é uma ameaça, não uma permissão. Significa: "não ouse!".
5. SOSPIRONE (supiro forte): não é uma palavra, mas é muito mais significativo, significa que eu acho que ele seja um idiota, e estou pensando por que perco meu tempo conversando com ele.
6. OK: uma das palavras mais perigosas, significa que preciso de tempo pra pensar em uma vingança dolorosa.
7. GRAZIE (obrigada): estou apenas agradecendo, ele não precisa desmaiar. Lembrando que é muito diferente do GRAZIE MILLE (muito obrigada), que é sempre sarcastico.
8. QUELLO CHE VUOI (como quiser): é uma maneira pra eu manda-lo educadamente praquele lugar.
9. NON TI PREOCCUPARE, FACCIO IO (não se preocupe, deixa que eu faço): significa que eu pedi mil vezes e ele não fez, então fiquei de saco cheio e fui fazer sozinha, mesmo que isso custe muito caro à ele uma hora ou outra.
10. CHI E'? (quem é?): é soh uma inocente pergunta, que na verdade quer dizer: "quem é aquela vagabunda e o que ela quer com vc?".
Ele não é uma graça?
;)
E não tive mais nenhuma, não é legal?
Consegui me livrar, pelo menos por enquanto, daquele momento de panico. Voltei a me concentrar na minha vida de agora, AGORA.
Caramba, como eu mudei.
Quer dizer, em relação àquela garotinha de antes. Não é mesmo inacreditavel o quanto podemos aprender e crescer nessa vida?
Hoje eu tava tentando explicar pra um amigo como é complicado o meu relacionamento com o Emiliano, e ele disse: "Primeiro de tudo: tudo pra vc é complicado!".
Huashuahsuahushausha;
Ele tem mesmo razão. Né.
Quer dizer, não sou eu que fico complicando as coisas, é que o comportamento humano pra mim é tão fascinante, sabe. Quando alguém faz alguma coisa, eu fico pensando o porque, como, de onde surgiu aquilo, o que quer dizer. Fico tentando interpretar. Quando na maioria das vezes não tem absolutamente nada pra interpretar.
Maaas, levemos em consideração que eu melhorei MUITO esse aspecto, ok? OK.
Enfim.
Um dia, na verdade uma madrugada, eu e o Emiliano ficamos conversando atéééé... que me deu fome. E ele ouviu meu estomago roncando. (ahushausuahsua; que vergonha!) E sabe o que ele disse, sabe?
- Vai, vamos na cozinha que eu te faço uma bisteca (ele SABE que eu amo bisteca).
Quer dizer, que homem na face da Terra se levanta da cama às duas horas da manhã pra cozinhar? E ele lavou os pratos! E ele tinha que ir trabalhar às 6!
Eu agradeci, CLARO. E no dia seguinte contei pra Iwona. Ela me matou do coração:
"CAROOOOOOOL, que lindo, ele te ama!"
hahhaushauhsuahsuhasa;
Que exagero.
Quer dizer, foi sim uma declaração muito gracinha e talz. Afinal, é mesmo dificil imaginar um homem que faria isso por mim. EU faria isso por ele, com certeza, mas a gente nunca pode esperar de um homem a mesma dedicação e sensibilidade num relacionamento. Né.
Toda mulher sabe disso.
E eu fiquei toooda lisonjeada. ;) E, pra agradecer, deu uma enoorme ajuda pra ele com as coisas do computador, da impressora e todas essas coisas técnicas que eu odeio. Mas afinal, ele merecia.
E, à noite, sabe o que ele fez?
Ouviu meu estomago roncar de novo, se levantou e foi cozinhar de novo. E levou na cama pra mim. :) Não é pra querer morder um cara assim?
Passamos dias muito gracinhas juntos, e hoje, que tomamos café da manhã juntos, mas não nos vimos agora à noite, liguei pra ele e ele parecia estranho. E meu lado besta agiu imediatamente, né. Comecei a pensar: "O que serah que aconteceu? Por que ele tah assim? Eu fiz alguma coisa?". Mas não disse nada. Disse soh que ele parecia estranho no telefone. Ele disse: "Eeee, Carol, viu. To estranho sim, mas é de cansaço. Queria que vc estivesse aqui comigo. Ve se não fica pensando um monte de coisas, como sempre. Não aconteceu nada, soh estou cansado".
Hhasuhaushauhusa;
Quer dizer, meu, QUANTO ele me conhece.
Ele me fez uma lista das minhas 10 palavras mais habituais e significativas.
Olha:
1. BENE (bem): é quando eu tenho certeza que tenho razão, e quero que ele fique quieto.
2. 5 MINUTTI (5 minutos): significa meia hora quando eu to me arrumando, mas significa exatamente 5 minutos quando digo pra ele estar em casa nesse tempo.
3. NIENTE (nada): é quando COM CERTEZA aconteceu alguma coisa e eu não quero contar de primeira, quero que ele insista.
4. FAI PURE (pode fazer): é uma ameaça, não uma permissão. Significa: "não ouse!".
5. SOSPIRONE (supiro forte): não é uma palavra, mas é muito mais significativo, significa que eu acho que ele seja um idiota, e estou pensando por que perco meu tempo conversando com ele.
6. OK: uma das palavras mais perigosas, significa que preciso de tempo pra pensar em uma vingança dolorosa.
7. GRAZIE (obrigada): estou apenas agradecendo, ele não precisa desmaiar. Lembrando que é muito diferente do GRAZIE MILLE (muito obrigada), que é sempre sarcastico.
8. QUELLO CHE VUOI (como quiser): é uma maneira pra eu manda-lo educadamente praquele lugar.
9. NON TI PREOCCUPARE, FACCIO IO (não se preocupe, deixa que eu faço): significa que eu pedi mil vezes e ele não fez, então fiquei de saco cheio e fui fazer sozinha, mesmo que isso custe muito caro à ele uma hora ou outra.
10. CHI E'? (quem é?): é soh uma inocente pergunta, que na verdade quer dizer: "quem é aquela vagabunda e o que ela quer com vc?".
Ele não é uma graça?
;)
"Coloquei a música ' I miss you ' pra repetir no meu rádio. Que música perfeita! Gosto dela porque me lembra a época mais perfeita da minha vida. Quando era na minha cabeça que essa música ficava se repetindo. Eu faria de tudo pra poder viver tudo aquilo de novo, mas infelizmente isso não volta, o que me faz querer chorar às vezes.
Foi no dia 30 de Abril de 2004, um dia que parecia mais um jogado na minha agenda. Mas a vida nos traz as melhores surpresas quando a agente menos espera.
Nesse dia conheci uma pessoa muito simpática, de primeira impressão. Kalú era o nome. De repente estávamos realmente nos conhecendo no refeitório da escola, sem dizermos uma única palavra.
Acho que essa foi a hora em que comecei a me apaixonar pela pessoa que vi em seus olhos.
Fomos criando um contato muito forte nesse mesmo dia. Cada vez que te tocava, sentia a melhor das sensações.
Quando olhei pro céu naquela noite, sabia que você não seria somente mais uma pessoa a passar pela minha vida. Você vinha pra ficar.
Nunca me senti tão bem desde quando cheguei em casa naquela sexta-feira. Parecia que havia estado no céu conversando com um anjo somente com o olhar.
Ouvir sua voz ao telefona naquele Domingo por 4 horas e meia foi como uma música pra mim, que poderia não acabar nunca.
Tudo aconteceu muito rápido. Foi como ganhar um presente te ver parado no portão da minha escola naquele dia 3 de Maio.
Ver você de novo era tudo que eu mais queria.
A partir daí, todas as coisas mais lindas e perfeitas do mundo foram acontecendo entre nós. Conversas intermináveis, olhares profundos, silêncios recheados de magia, abraços e beijo como eu nunca tinha imaginado antes.
Ouvir 3 palavras que, juntas, formaram a melhor coisa que eu já ouvi, foi como se alguém tivesse me tirado do chão. Eu nunca ouvi meu coração bater tão forte.
Os dias pareciam recheados de coras vivas e canções de amor. Por onde eu andava, sentia você comigo. Era uma sensação de paz e alegria tão grande que eu achava que ia explodir. E descobri que isso era AMOR.
Os meses foram passando, coisas foram acontecendo, as coisas mais bobas e lindas do mundo faziam de mim a pessoa mais feliz que eu poderia ser.
Fomos nos conhecendo, amando um ao outro com todos os nossos defeitos e qualidades.
Chegou uma época em que eu não sabia como alguém podia me fazer tão feliz como você me fazia.
Mas a gente foi se desgastando com o tempo. Não conseguíamos mais relevar os defeito um do outro. Foram surgindo pequenas discussões e depois já estávamos brigando.
Aí a gente começou a se machucar.
As brigas foram se tornando cada vez mais freqüentes, a cada palavra dita nos magoávamos mais. Muitos foram os dias e que chorei por ver nosso amor se degradando daquele jeito. Era um sentimento tão lindo, eu não queria que acabasse nunca.
Mesmo depois de mútuas juras de amor eterno, chegou ao fim. Afinal dois corações feridos não conseguem se apoiar um no outro. É preciso curar as feridas separadamente.
Eu sofri muito, só Deus sabe quantas lágrimas molharam meu travesseiro naquelas noites que passei acordada pensando no amor que a gente perdeu.
Foi a pior dor que já senti na vida.
Hoje minha cabeça mudou, meu coração está pronto pra te amar novamente. Não lamento o tempo que não estivemos juntos, ao contrário. Achei maravilhoso o aprendizado que isso me proporcionou.
Mas nosso amor nunca vai ser como era antes, totalmente puro e ingênuo. Às vezes eu acho que o que eu mais quero no mundo é que nosso amor volte a ter aquele saboroso gosto de paixão, de paz, de despreocupação.
Só amar não basta. Não estamos conseguindo conviver em harmonia como antes e existem também fatores externos atrapalhando e confundindo, se é que você me entende.
O que eu mais quero no mundo agora é parar de reprimir meus sentimentos e amar intensamente como amava antes.
Eu não sei o que seria de mim se nos separássemos novamente. Eu não quero isso.
O que eu quero é que você seja feliz, que eu consiga te fazer feliz. Eu quero viver esse amor da melhor forma possível.
Eu quero estar do seu lado, ler seu olhar, me perder no nosso amor, sentir seu carinho e ser boba e feliz de novo.
Hoje estou confusa quanto à mistura de passado, presente e futuro. Estou triste em ver que talvez estejamos indo pelo mesmo caminho, um pouco mais rapidamente. Não quero perder esse amor de novo.
A única coisa que é nítida pra mim é que eu te amo muito, você não tem idéia do quanto, e que eu te quero do meu lado pra sempre. O resto ainda está confuso.
Eu só quero encontrar o caminho certo pra seguir com você ao meu lado pra sempre.
Não quero te magoar, mas te amo."
Carol
29/04/05
15:52h
Eu era apenas uma menina. De jeans, blusinha e melissa, todos os dias religiosamente, por longos e bons anos. Eu era uma pessoa simples, de pensamentos complicados. Eu era uma menina que ainda não tinha desaprendido a amar, e não tinha destruido a auto-estima.
Eu era apenas uma menina.
Como é estranho ver o quanto eu cresci.
Foi no dia 30 de Abril de 2004, um dia que parecia mais um jogado na minha agenda. Mas a vida nos traz as melhores surpresas quando a agente menos espera.
Nesse dia conheci uma pessoa muito simpática, de primeira impressão. Kalú era o nome. De repente estávamos realmente nos conhecendo no refeitório da escola, sem dizermos uma única palavra.
Acho que essa foi a hora em que comecei a me apaixonar pela pessoa que vi em seus olhos.
Fomos criando um contato muito forte nesse mesmo dia. Cada vez que te tocava, sentia a melhor das sensações.
Quando olhei pro céu naquela noite, sabia que você não seria somente mais uma pessoa a passar pela minha vida. Você vinha pra ficar.
Nunca me senti tão bem desde quando cheguei em casa naquela sexta-feira. Parecia que havia estado no céu conversando com um anjo somente com o olhar.
Ouvir sua voz ao telefona naquele Domingo por 4 horas e meia foi como uma música pra mim, que poderia não acabar nunca.
Tudo aconteceu muito rápido. Foi como ganhar um presente te ver parado no portão da minha escola naquele dia 3 de Maio.
Ver você de novo era tudo que eu mais queria.
A partir daí, todas as coisas mais lindas e perfeitas do mundo foram acontecendo entre nós. Conversas intermináveis, olhares profundos, silêncios recheados de magia, abraços e beijo como eu nunca tinha imaginado antes.
Ouvir 3 palavras que, juntas, formaram a melhor coisa que eu já ouvi, foi como se alguém tivesse me tirado do chão. Eu nunca ouvi meu coração bater tão forte.
Os dias pareciam recheados de coras vivas e canções de amor. Por onde eu andava, sentia você comigo. Era uma sensação de paz e alegria tão grande que eu achava que ia explodir. E descobri que isso era AMOR.
Os meses foram passando, coisas foram acontecendo, as coisas mais bobas e lindas do mundo faziam de mim a pessoa mais feliz que eu poderia ser.
Fomos nos conhecendo, amando um ao outro com todos os nossos defeitos e qualidades.
Chegou uma época em que eu não sabia como alguém podia me fazer tão feliz como você me fazia.
Mas a gente foi se desgastando com o tempo. Não conseguíamos mais relevar os defeito um do outro. Foram surgindo pequenas discussões e depois já estávamos brigando.
Aí a gente começou a se machucar.
As brigas foram se tornando cada vez mais freqüentes, a cada palavra dita nos magoávamos mais. Muitos foram os dias e que chorei por ver nosso amor se degradando daquele jeito. Era um sentimento tão lindo, eu não queria que acabasse nunca.
Mesmo depois de mútuas juras de amor eterno, chegou ao fim. Afinal dois corações feridos não conseguem se apoiar um no outro. É preciso curar as feridas separadamente.
Eu sofri muito, só Deus sabe quantas lágrimas molharam meu travesseiro naquelas noites que passei acordada pensando no amor que a gente perdeu.
Foi a pior dor que já senti na vida.
Hoje minha cabeça mudou, meu coração está pronto pra te amar novamente. Não lamento o tempo que não estivemos juntos, ao contrário. Achei maravilhoso o aprendizado que isso me proporcionou.
Mas nosso amor nunca vai ser como era antes, totalmente puro e ingênuo. Às vezes eu acho que o que eu mais quero no mundo é que nosso amor volte a ter aquele saboroso gosto de paixão, de paz, de despreocupação.
Só amar não basta. Não estamos conseguindo conviver em harmonia como antes e existem também fatores externos atrapalhando e confundindo, se é que você me entende.
O que eu mais quero no mundo agora é parar de reprimir meus sentimentos e amar intensamente como amava antes.
Eu não sei o que seria de mim se nos separássemos novamente. Eu não quero isso.
O que eu quero é que você seja feliz, que eu consiga te fazer feliz. Eu quero viver esse amor da melhor forma possível.
Eu quero estar do seu lado, ler seu olhar, me perder no nosso amor, sentir seu carinho e ser boba e feliz de novo.
Hoje estou confusa quanto à mistura de passado, presente e futuro. Estou triste em ver que talvez estejamos indo pelo mesmo caminho, um pouco mais rapidamente. Não quero perder esse amor de novo.
A única coisa que é nítida pra mim é que eu te amo muito, você não tem idéia do quanto, e que eu te quero do meu lado pra sempre. O resto ainda está confuso.
Eu só quero encontrar o caminho certo pra seguir com você ao meu lado pra sempre.
Não quero te magoar, mas te amo."
Carol
29/04/05
15:52h
Eu era apenas uma menina. De jeans, blusinha e melissa, todos os dias religiosamente, por longos e bons anos. Eu era uma pessoa simples, de pensamentos complicados. Eu era uma menina que ainda não tinha desaprendido a amar, e não tinha destruido a auto-estima.
Eu era apenas uma menina.
Como é estranho ver o quanto eu cresci.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
"Ouço um disco velho e tudo bem agora/A canção que rola é a que mais demora: tudo bem/Seu amor compensaria minha dor/Meu orgulho eu esqueci de trazer/Provaria que meu peito é uma flor/Ao mostrar a cor do meu prazer/Não arrisco meu pescoço por ti/Já me vale aquilo que aprendi"
[Livre de você - Cascadura]
Eu queria muito aquelas cartas. E sabe o que eu ia fazer?
Eu ia comprar uma pasta grossa, mas bem grossa mesmo (porque no total devem ser mais de quinhentas cartas), organizar cada carta, as minhas e as suas, por ordem de envio. Desde de as primeiras, aquelas duas entregues contemporaneamente naquela sexta, até as ultimas, pesadas de tinta. E ia ser um livro, não ia? Ia ser um livro enorme e lindo, de uma historia cheia de amor e adolescencia.
Mas é mesmo estranho o rumo que a vida toma, han?
Acabou, as cartas que te escrevi não existem mais. Porque não sobrou em voce nenhuma pontinha de tudo aquilo que sobrou em mim, que me fez guardar TODAS as suas cartas e lembranças, te devolver as suas fotos de infancia, porque sei o quanto elas podem significar pra voce.
Enfim, seria burrice minha esperar de voce a mesma consideração. E eu sinto muito, de verdade, porque aqueles pedaços de papel cheios de letras que pra voce se mostraram ser tão insignificantes e indignos de atenção, contavam uma historia que foi essencial pra construção da pessoa que sou hoje.
Eu não sou infantil, sabe, sei que acabou e que não tem o minimo de importancia se voce ainda faz alguma diferença ou não. Não, nada disso faz diferença, porque mesmo se eu te odiasse, ou ainda te amasse, ia querer as cartas do mesmo jeito. Não ignoro meu passado, pelo contrario, gosto das minhas lembranças. São as lembranças as coisas mais importantes que podemos levar conosco. Imagina o quanto seria LINDO pra mim reunir as minhas lembranças de uma época tão importante numa pasta. E agir assim com todas as minhas outras boas historias, com os albuns de amigas, com os albuns de familia. Pra um dia sentar com os meus filhos no chão da sala e dizer: "Olha filha, essa é a mamãe com 16 anos, eu era uma boba apaixonada, olha que gracinha", e riria. E meus filhos ririam e pensariam: "Poxa, olha por quanta coisa minha mãe jah passou."
Eu gosto muito de guardar lembranças.
Enfim.
Não existe mais nada que eu possa fazer pra recuperar essas cartas. Mas a historia por tras delas ainda esta aqui, guardada. Porque um ponto final não pode ser colocado por uma pessoa sozinha. Historias mal-resolvidas machucam.
Mas, depois de tanto tempo, de todo esse distanciamento que eu às vezes agradeço à Deus, quem é que iria querer colocar o maldito do ponto final? Nãão, não eu, que sou assim tão orgulhosa. Não eu, que nem pra minha melhor amiga tinha contado todo esse remanescente. Não eu, que optei pelo silencio e pela distancia pra, junto com o tempo, apagar cada vestigio que ficou.
E quando aparece aquela janelinha com o aviso de um novo recado, parece que acabou o mundo. Eu não quero mais essas janelinhas. Porque voce não sabe o que elas me causam. Voce não sabe o que voce me causou. Voce não sabe de nada.
E eu não quero, definitivamente, que voce saiba, porque não vou ser capaz de enfrentar seu arzinho superior sobre o assunto, e não vou suportar reviver cada merda de sensação de 3 anos passados.
"Optamos" pela distancia, que seja assim.
Voce colocou o ponto final, que seja assim.
Mas não me venha, me faça esse grande favor, tentar puxar assunto ou mandar scraps verdadeiramente desnecessarios. Não tente restabelecer o que foi quebrado. Voce é um desconhecido pra mim, não temos mais nada pra conversar.
Voce não imagina, nem mesmo faz uma misera idéia do que esse tipo de atitude aparentemente inocente pode causar dentro de um coração machucado, de uma auto-estima perdida, de uma alma ferida, de uma mente que nunca vai conseguir entender. E que não quer mais entender nada.
Voce, por mais que tenha participado de uma época maravilhosa da minha vida, causou estragos demais. Não suportaria nem mais uma ferida.
Por favor, mantenha a habitual distancia.
:/
[Livre de você - Cascadura]
Eu queria muito aquelas cartas. E sabe o que eu ia fazer?
Eu ia comprar uma pasta grossa, mas bem grossa mesmo (porque no total devem ser mais de quinhentas cartas), organizar cada carta, as minhas e as suas, por ordem de envio. Desde de as primeiras, aquelas duas entregues contemporaneamente naquela sexta, até as ultimas, pesadas de tinta. E ia ser um livro, não ia? Ia ser um livro enorme e lindo, de uma historia cheia de amor e adolescencia.
Mas é mesmo estranho o rumo que a vida toma, han?
Acabou, as cartas que te escrevi não existem mais. Porque não sobrou em voce nenhuma pontinha de tudo aquilo que sobrou em mim, que me fez guardar TODAS as suas cartas e lembranças, te devolver as suas fotos de infancia, porque sei o quanto elas podem significar pra voce.
Enfim, seria burrice minha esperar de voce a mesma consideração. E eu sinto muito, de verdade, porque aqueles pedaços de papel cheios de letras que pra voce se mostraram ser tão insignificantes e indignos de atenção, contavam uma historia que foi essencial pra construção da pessoa que sou hoje.
Eu não sou infantil, sabe, sei que acabou e que não tem o minimo de importancia se voce ainda faz alguma diferença ou não. Não, nada disso faz diferença, porque mesmo se eu te odiasse, ou ainda te amasse, ia querer as cartas do mesmo jeito. Não ignoro meu passado, pelo contrario, gosto das minhas lembranças. São as lembranças as coisas mais importantes que podemos levar conosco. Imagina o quanto seria LINDO pra mim reunir as minhas lembranças de uma época tão importante numa pasta. E agir assim com todas as minhas outras boas historias, com os albuns de amigas, com os albuns de familia. Pra um dia sentar com os meus filhos no chão da sala e dizer: "Olha filha, essa é a mamãe com 16 anos, eu era uma boba apaixonada, olha que gracinha", e riria. E meus filhos ririam e pensariam: "Poxa, olha por quanta coisa minha mãe jah passou."
Eu gosto muito de guardar lembranças.
Enfim.
Não existe mais nada que eu possa fazer pra recuperar essas cartas. Mas a historia por tras delas ainda esta aqui, guardada. Porque um ponto final não pode ser colocado por uma pessoa sozinha. Historias mal-resolvidas machucam.
Mas, depois de tanto tempo, de todo esse distanciamento que eu às vezes agradeço à Deus, quem é que iria querer colocar o maldito do ponto final? Nãão, não eu, que sou assim tão orgulhosa. Não eu, que nem pra minha melhor amiga tinha contado todo esse remanescente. Não eu, que optei pelo silencio e pela distancia pra, junto com o tempo, apagar cada vestigio que ficou.
E quando aparece aquela janelinha com o aviso de um novo recado, parece que acabou o mundo. Eu não quero mais essas janelinhas. Porque voce não sabe o que elas me causam. Voce não sabe o que voce me causou. Voce não sabe de nada.
E eu não quero, definitivamente, que voce saiba, porque não vou ser capaz de enfrentar seu arzinho superior sobre o assunto, e não vou suportar reviver cada merda de sensação de 3 anos passados.
"Optamos" pela distancia, que seja assim.
Voce colocou o ponto final, que seja assim.
Mas não me venha, me faça esse grande favor, tentar puxar assunto ou mandar scraps verdadeiramente desnecessarios. Não tente restabelecer o que foi quebrado. Voce é um desconhecido pra mim, não temos mais nada pra conversar.
Voce não imagina, nem mesmo faz uma misera idéia do que esse tipo de atitude aparentemente inocente pode causar dentro de um coração machucado, de uma auto-estima perdida, de uma alma ferida, de uma mente que nunca vai conseguir entender. E que não quer mais entender nada.
Voce, por mais que tenha participado de uma época maravilhosa da minha vida, causou estragos demais. Não suportaria nem mais uma ferida.
Por favor, mantenha a habitual distancia.
:/
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
TUM - TUM - TUM - TUM
Oh meu Deus, recado de novo.
Intuição, e eu respondo.
2 minutos, 4, 6, 8, 10 e meio.
Nada.
11 minutos, vou conferir.
oh! apagou!
_______________________________________________________*
Muita gente não vai entender o porque desse post, e eu talvez não queira mesmo explicar, porque é realmente muito complicado. Se eu explicasse, seria ainda mais dificil de entender. E, talvez, se eu explicasse, ficaria mais dificil até mesmo pra mim.
Vou tentar explicar depois.
Tenho muita coisa na cabeça agora.
..
Oh meu Deus, recado de novo.
Intuição, e eu respondo.
2 minutos, 4, 6, 8, 10 e meio.
Nada.
11 minutos, vou conferir.
oh! apagou!
_______________________________________________________*
Muita gente não vai entender o porque desse post, e eu talvez não queira mesmo explicar, porque é realmente muito complicado. Se eu explicasse, seria ainda mais dificil de entender. E, talvez, se eu explicasse, ficaria mais dificil até mesmo pra mim.
Vou tentar explicar depois.
Tenho muita coisa na cabeça agora.
..
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Porque, assim, eu sou uma barista, né.
Uma barista seria teoricamente uma pessoa que trabalha num bar. (ããããr)
Mas os bares aqui são diferentes, porque as pessoas frequentadoras de bar são consumadores não especialmente de cerveja, ou pinga, ou grappa, ou whisky, ou essas coisas de teor altamente alcoolico. E não se vai a um bar em Roma pra jogar baralho, sinuca, ou ver uma partida do seu time de futebol. O espirito do bar italiano é: a arte de tomar café. E a barista, além de todas as coisas alcoolicas citadas acima, faz os benditos dos cafés, os capuccinos, e todos os derivados que fazemos na grande e mitica: maquina de café, que é o centro da anteção do bar.
Na verdade, é um trabalho muito legal. Pesado, mas até que interessante.
E ainda tem o mais cuidadoso trabalho da barista: lidar com os clientes. Não é dificil, em soma, lidar com as pessoas que vem e vão. A maioria são clientes habituais, que a gente acaba até fazendo amizade, uns viram mesmo amigos, de sair junto e tudo o mais. O problema, ah, o problema. Vou explicar qual é.
Aqui, meu bem, eu sou mais uma das milhoes de ESTRANGEIRAS. E ponto. Sou estrangeira não importa o que eu diga. E o preconceito aqui é realmente fenomenal.
Vendo a situação pelo lado dos italianos, talvez seja até compreensivel (nunca aceitavel, porém). A Italia é um pais com 59,6 milhões de habitantes. A cidade de Roma é a mais populosa, com 2.718.768 de pessoas. Sendo que, de todos esses, 160 mil pessoas são romenas, 30 mil são ciganas e 70 mil são extra-comunitarias (imigrantes de paises que não fazem parte da união européia. Enfim, todos esses imigrantes não trariam tantos problemas a não ser pelo fato que grande parte é ilegal, e muitos dos casos de roubos, assassinatos, estupros, homicidios, agressão e sequestros são causados exatamente por essas pessoas. Os não-italianos.
Deu pra ter uma idéia?
O problema é mesmo grave, alguns italianos realmente odeiam os estrangeiros. E não costumam fazer restriçoes. Quem é estrangeiro, é estrangeiro e pronto, não existe meio termo, eles generalizam mesmo. Pode ser injusto, mas sinceramente, pra eles o que importa? Somos pessoas vivendo num paìs que não é nosso, trabalhando, muitas vezes, no lugar dos italianos, e cobrando menos pra isso. E, como se isso não bastasse, ainda existem os estrangeiros que saem de seus proprios paìses pra virem comemeter crimes aqui. Roubar pessoas que não tem nada a ver com isso, matar ou estuprar gente que realmente não "cabe" na situação.
Voce não se revoltaria?
Cada dia é uma luta praqueles que estão aqui de boa vontade. Ter que provar todos os dias que eu, por exemplo, não vim aqui pra roubar, matar, fazer mal à ninguém. Muito pelo contrario, vim aqui pra estudar, trabalhar, viver a minha vida como viveria no meu paìs, respeitando as pessoas, a cultura, os costumes de cada um.
E quando a gente ouve de um cliente: "Voce é estrangeira, tem que trabalhar e ficar quieta", que tipo de resposta podemos dar à toda essa ignorancia?
O que eu faço é mesmo ficar quieta. E não por medo, por sentir culpa por não ser italiana, por humilhação. Mas simplesmente porque me ENVERGONHO desse tipo de comportamento humano. Me envergonho do fato de existirem no mundo pessoas que matam, roubam, estupram, violentam e mal-tratam. E na mesma medida me envergonho pelas pessoas que humilham, julgam, violentam e mal-tratam verbalmente, e acima de tudo, usam a ignorancia como arma pra se proteger dos comportamentos que não aceitam.
O ser-humano é um bicho estranho.
E às vezes eu me envergonho por pertencer à essa raça.
Uma barista seria teoricamente uma pessoa que trabalha num bar. (ããããr)
Mas os bares aqui são diferentes, porque as pessoas frequentadoras de bar são consumadores não especialmente de cerveja, ou pinga, ou grappa, ou whisky, ou essas coisas de teor altamente alcoolico. E não se vai a um bar em Roma pra jogar baralho, sinuca, ou ver uma partida do seu time de futebol. O espirito do bar italiano é: a arte de tomar café. E a barista, além de todas as coisas alcoolicas citadas acima, faz os benditos dos cafés, os capuccinos, e todos os derivados que fazemos na grande e mitica: maquina de café, que é o centro da anteção do bar.
Na verdade, é um trabalho muito legal. Pesado, mas até que interessante.
E ainda tem o mais cuidadoso trabalho da barista: lidar com os clientes. Não é dificil, em soma, lidar com as pessoas que vem e vão. A maioria são clientes habituais, que a gente acaba até fazendo amizade, uns viram mesmo amigos, de sair junto e tudo o mais. O problema, ah, o problema. Vou explicar qual é.
Aqui, meu bem, eu sou mais uma das milhoes de ESTRANGEIRAS. E ponto. Sou estrangeira não importa o que eu diga. E o preconceito aqui é realmente fenomenal.
Vendo a situação pelo lado dos italianos, talvez seja até compreensivel (nunca aceitavel, porém). A Italia é um pais com 59,6 milhões de habitantes. A cidade de Roma é a mais populosa, com 2.718.768 de pessoas. Sendo que, de todos esses, 160 mil pessoas são romenas, 30 mil são ciganas e 70 mil são extra-comunitarias (imigrantes de paises que não fazem parte da união européia. Enfim, todos esses imigrantes não trariam tantos problemas a não ser pelo fato que grande parte é ilegal, e muitos dos casos de roubos, assassinatos, estupros, homicidios, agressão e sequestros são causados exatamente por essas pessoas. Os não-italianos.
Deu pra ter uma idéia?
O problema é mesmo grave, alguns italianos realmente odeiam os estrangeiros. E não costumam fazer restriçoes. Quem é estrangeiro, é estrangeiro e pronto, não existe meio termo, eles generalizam mesmo. Pode ser injusto, mas sinceramente, pra eles o que importa? Somos pessoas vivendo num paìs que não é nosso, trabalhando, muitas vezes, no lugar dos italianos, e cobrando menos pra isso. E, como se isso não bastasse, ainda existem os estrangeiros que saem de seus proprios paìses pra virem comemeter crimes aqui. Roubar pessoas que não tem nada a ver com isso, matar ou estuprar gente que realmente não "cabe" na situação.
Voce não se revoltaria?
Cada dia é uma luta praqueles que estão aqui de boa vontade. Ter que provar todos os dias que eu, por exemplo, não vim aqui pra roubar, matar, fazer mal à ninguém. Muito pelo contrario, vim aqui pra estudar, trabalhar, viver a minha vida como viveria no meu paìs, respeitando as pessoas, a cultura, os costumes de cada um.
E quando a gente ouve de um cliente: "Voce é estrangeira, tem que trabalhar e ficar quieta", que tipo de resposta podemos dar à toda essa ignorancia?
O que eu faço é mesmo ficar quieta. E não por medo, por sentir culpa por não ser italiana, por humilhação. Mas simplesmente porque me ENVERGONHO desse tipo de comportamento humano. Me envergonho do fato de existirem no mundo pessoas que matam, roubam, estupram, violentam e mal-tratam. E na mesma medida me envergonho pelas pessoas que humilham, julgam, violentam e mal-tratam verbalmente, e acima de tudo, usam a ignorancia como arma pra se proteger dos comportamentos que não aceitam.
O ser-humano é um bicho estranho.
E às vezes eu me envergonho por pertencer à essa raça.
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