quarta-feira, 17 de junho de 2009

Enquanto todo mundo criticava, ela decidiu ir em frente. Ela quis abrir a porta e ver o que havia là fora. Ela decidiu deixar o medo e os arrependimentos pra trás.
Ela que sempre deixou a vida escorrer como um rio, que nunca ousou interferir no destino, que sempre se forçou a aceitar as escolhas que o resto do mundo fazia pra ela, no lugar dela. Era mais fácil assim, talvez mais cômodo.
Mas o que eles nunca souberam é que dentro de todo esse muro de calma, havia uma vida gritando pra ser vivida, preferências pedindo pra serem aceitas e um modo de ser peculiar, mas seguro de si mesmo, que exigia respeito. Ninguém nunca acreditou que ela seria capaz de caminhar com as próprias pernas. Disseram que ir embora seria "mais uma mentira dela". Não acreditaram que ela iria, não pensavam que ela conseguiria, não imaginavam o quão longe ela poderia correr.

Mas ela não os critica, senão seria como eles.
Ela olha. Olha e aprende.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"90% dos casamentos na Italia acabam em divórcio..."
"mulherem tomam a iniciativa em 87% dos casos de separação..."
"duração média do casamento: 6 anos..."


Por que?
Por que eu não acredito no casamento?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Até 10;

O mundo parou naquele momento e eu queria ter dito o quanto ele era importante pra mim, o quanto o amava, o quanto tinha medo de tudo desmoronar. Mas não disse.
Era uma semana daquelas. Cheia de duvidas, irritada, nervosa, manhosa e tão inconstante que eu acabava chegando ao ponto de sentir indiferença. Era uma daquelas semanas em que todo o conto de Fadas que eu contava pra mim mesma antes de dormir, tinha virado uma história de terror. Cada mínima certeza virava dúvida, cada gesto comum era interpretado mal e toda a segurança desaparecia.
Era quando eu me sentia uma idiota por estar me comportando tão mal, e ainda mais idiota por ele estar se comportando tão bem.
Sentia uma vontade absurda de conversar, esclarecer meus pensamentos absurdos, voltar à estar sempre com um sorriso no rosto, e não com a cara de "nada" que eu estava.
Em poucos dias, tudo o que eu havia planejado com tanta certeza, tudo que eu desejava com tanta clareza virou um enorme ponto de interrogação, e a palavra "será" me enchia de angústia a cada minuto. Todo o meu sonho tinha se transformado em medo de errar, medo de me arrepender de uma decisão precoce.
E fui capaz de chegar ao cúmulo de botar a baixo meu guarda-roupa e não achar nada que eu quisesse vestir, como quando eu era a mais idiota das ADOLESCENTES do mundo.


Mas o melhor (ou talvez o pior) era ouvi-lo dizendo:
"Calma, amor, conta até 10 e respira fundo. Sua TPM vai passar logo, logo."

terça-feira, 5 de maio de 2009

Funcionando;

De repente é isso.
Uma vida a dois.

Eu disse, desde o começo, esse não é um relacionamento comum. No mínimo, peculiar. No máximo, difícil.
Não sei se funciona assim com todos os casais, mas quando as coisas estão indo bem, MUITO bem, vem a vontade de estar juntos sempre; e quando digo sempre significa passar pra uma das etapas mais avançadas do relacionamento: morar juntos.
Assustador quando dito assim, não? Mas se a coisa vai acontecendo aos poucos, passando uns dias e depois umas semanas na casa dele, levando algumas trocar de roupa e depois todo o seu guarda-roupa, quando você fala da casa dele como se fosse sua, e fala das sua derrotas e vitórias cotidianas com aquele plural típico.
Você se irrita quando ele bagunça toda a sua faxina de uma tarde inteira em apenas 5 minutos, quando ele não abaixa a tampa da privada quando termina, quando ele deixa a toalha molhada em cima da cama ou quando ele não repara nas unhas que você acabou de pintar impecavelmente. Mas no fim das contas, você pensa, o que seria da vida a dois sem as diferenças? O importante é que nunca houve uma briga, porque a cama não é apenas feita pra dormir ou transar, mas é muito util pra conversar. E não existe coisa melhor do que passar horas conversando abraçados sobre vocês mesmos.
A gente não quer que essa fase boa acabe nunca, e improvisamente começa a procurar uma maneira de a relação não cair no comum desgaste. Pensa nas horas de trabalho, na universidade que talvez comece em Setembro, no curso de natação que você tinha programado. Começa a organizar todo um dia de compromissos SEM ELE, pra ve-lo quando ele vai te buscar no trabalho. E acaba concluindo que pra relação funcionar, além de todas as coisas básicas que a vida a dois exige, existe também o famoso "espaço". Cada um no seu espaço, cuidando das suas coisas, pra depois chegar em casa e contar as novidades, enquanto jantam juntos, lavam a louça juntos e fazem qualquer outra coisa que se queira fazer, afinal, vocês tem todo o tempo do mundo pra estarem juntos quando acaba o dia.

Não pense que pra mim não seja uma novidade extremamente inesperada, mas de repente... A gente começa a fazer planos.
E se sente disposto (inconscientemente, naturalmente) a enfrentar tudo: morar juntos, pagar aluguel, fazer contas no fim do mês, conhecer sogro, sogra, cunhado, cunhada, sobrinhos, toda a familia, juntar dinheiro pras férias, fazer compras por dois, fazer um filho, ter um cachorro..
Enfim, e gente se sente preparado pra VIVER, juntos.
E o que faz toda essa mudança acontecer?
...é tudo por amor. (L)

sábado, 2 de maio de 2009

Acordar, trabalhar, dormir.
A minha rotina seria assim, se não fosse por um pequeno fator diferencial:
Acordar do lado dele, dar beijo de bom trabalho nele, deixar a casa arrumadinha pra ele, ir trabalhar mandando mensagem pra ele, esperar que ele me busque no trabalho, jantar com ele e dormir (etc) com ELE.
ELE, ELE, ELE!


haushaushuahsuahushuasa;
Oh, é até engraçado o jeito como as coisas mudam.
Layane, por favor confirme que você nunca me imaginou assim melosa antes que eu tenha um ataque de nervos.

Melosa, apaixonada, derretida, boba, distraída e até, acreditem, devota às vezes.
A vida parece que tem mais sal quando a gente ama.
E é tão bonito que faz parte da minha vida muito mais do que eu esperava.

[Post bobo, porque hoje eu estou toda boba. Esperem, os posts melhores virão. (Y) ]

sexta-feira, 17 de abril de 2009

- que burra você é
que não aprende nunca
seu equilíbrio é um lugar
que você passa e nem vê
e mais burra que você
vocè sabe que não vai encontrar
os seus medos inúteis
não acabarão
mas que burra você é
burra novamente
que fala à um espelho
e nunca à pessoa certa
e de tão burra que é
você não vai fazer nada
você é sò uma no meio da gente
e a gente mente sempre;

aprender sempre
caminhar sempre
você nunca entenderá nada
você erra desde sempre
e é inútil agora
que você fale à um espelho que não sabe quem você é
à um espelho que não sabe quem você é;


Tradução de "Stupida", de Alessandra Amoroso.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Não é uma questão de modinha, não é o fato da super-exposição, não é porque todo mundo conhece. O por que, no fim das contas, não é tão importante.
Twilight me surpreendeu no primeiro livro, 5 meses atras. E depois toda a saga. Cada pagina do livro me levava ao mundo Twilight, cada palavra me fazia sentir o que a Bella sentia. E quando eu fechava o livro era como se eu ainda estivesse ali, era como se eu estivesse esperando a sequencia de fatos acontecerem ali na minha frente. E eu acabava meio frustrada com a normalidade da minha vida, a falta de elementos surpresa.
No meio do quarto livro (Breaking Down), eu fiquei tão irritada com o comportamento do Jacob que fui obrigada a fechar o livro e deixa-lo pra la por algumas horas. Eu estava irritada como se aquilo tudo tivesse acontecido comigo. E reagi como reagiria se assim fosse, deixei pra la por um tempo, pra voltar a pensar nisso depois.
Não existe um "Eu gostei, mas aquela parte assim podia ser diferente porque...". Não consigo fazer um julgamento critico dos livros, nem mesmo do primeiro filme, porque não existe o que julgar. Não consigo pensar que tal parte poderia ser mudada, porque pra mim foi tão REAL, que é como se eu tivesse que me conformar com o andar dos acontecimentos, como me conformo na vida real. E é como se fosse uma historia real, da qual não se pode escapar dos imprevistos, dos momentos ruins, das decisoes forçadas e daqueles momentos em que a gente acha que vai tudo dar errado.
A historia aconteceu como tinha que acontecer, e qualquer mudança de roteiro poderia prejudicar o final da historia.
Assim como acontece na nossa vida, todos os dias.
Twilight me surpreendeu porque trata do impossivel exatamente quando ele atravessa as barreiras do possivel, e faz as coisas inimaginaveis serem reais. E mesmo com tantos elementos de fantasia na historia, os vampiros, os lobisomens, a luta contra os diferentes tipos de superstição, a sobrevivencia baseada em regras, o foco do filme não é esse.
Fala da profundidade de sentimentos que passa pelo limite de tempo, espaço, crenças, forma de existencia, conceitos de vida e qualquer outro impedimento que exista. Nos faz duvidar do poder do amor entre nos mesmos que, com a simplicidade que temos nas mãos, criamos inumeros problemas e impedimentos pros nossos sentimentos.
Nos faz pensar em quão complicada uma historia de amor pode ser, e quanto somos sempre capazes de complica-la ainda mais. Nos faz ver que a diferença principal entre as pessoas não esta na categoria em que se encaixam, no modo de vida, nas preferencias, nos gostos. A diferença esta naquilo em que ela acredita, nas coisas que ela é capaz de abrir mão, no ponto que ela pode chegar em nome de um sentimento verdadeiro e na capacidade de sentir não sò o que ela mesma sente, mas aquilo que sentem as pessoas ao seu redor.
Não é um romance-aventura sobre vampiros e lobisomens, mesmo que possa agradar os superficiais dessa categoria. Os livros mostram, pelo menos pra mim, uma historia de vida, seus exemplos, sua superação e suas liçoes. Te transporta por caminhos obscuros dentro de voce mesmo, te acende os sentimentos escondidos, te faz sentir o que o livro sente.
Enfim.
Leiam, se tiverem vontade e oportunidade.
Uma experiencia realmente incomparavel.

;)