quinta-feira, 27 de maio de 2010

Casting;

"Santo do tempo perdido, me de um filme diferente
com um personagem melhor que esse meu.
Me sinto a vitima de um filme ruim,
os detalhes do roteiro governam no meu lugar.
Me arrependo de ter começado cedo,
de ter entrado no filme,
ao invés de fazer o que era justo pra mim.
Me ouço jurar que tà tudo certo,
que é isso que eu sempre desejei pra minha vida.
Mas não estou preparado,
me sinto como se me faltasse o ar.
Eu não acredito mais, no fim das contas.
Não sou eu que decido como vivo,
não sou eu que escrevo o que será de mim, de nós.
Não me encaixo no tipo daqueles papéis
que chamam de "principais".
Eu sou um coadjuvante, na verdade.
Mas eu escolhi, e não posso voltar atrás.
Um peixe dourado em um aquário de vidro
é mais livre que eu..."

sábado, 17 de abril de 2010

Não posto quando estou de TPM. (Y)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

You know you love me;

Chantagem, jogos, intrigas, ciúmes, mentiras e problemas de familia.
E não estou falando de mim, mas de GOSSIP GIRL.

O fato de eu ter viciado nesse seriado é completamente culpa da Carla, mas ela fez bem. Hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem as horas de maldade que o seriado me proporciona. Desde de o primeiro episódio comecei a pensar que, se eu tivesse feito e dito tudo o que queria sempre, minha vida seria mais ou menos como a da Serena. E se eu soubesse como aplicar minha maldade e vontade de vingança, seria como a de Blair. Se eu tivesse deixado a idéia de popularidade da minha velha escola subir à cabeça, seria Jane. E se resolvesse dedicar minha vida à cultura da futilidade, seria Vanessa.
Me identifico com cada uma das personagens, e na verdade não chego aos pés de nenhuma delas. Se eu sempre achei que vivi minha vida intensamente, depois de GG eu nem sei mais o que isso significa.
Nosso grupo de amigos sempre foi mais ou menos o mesmo, e entre eles podemos reconhecer algumas características marcantes do seriado, mas acho que no fundo sempre fomos mais "pacificadores".

Eu fiquei com o ex-namorado de uma amiga minha, na frente dela. (Na verdade fiz isso com mais de uma amiga.) Alguém deveria ter me batido, ou se vingado, ou no mínimo me puxado em um canto pra me dizer algumas verdades. Fiz muitos absurdos quando tinha meus 16, 17, 18 anos de idade, magoei muita gente. E nunca se vingaram de mim, ou nunca me fizeram entender o quanto eu os havia magoado. Na maioria das vezes fingíamos fazer as pazes e tudo voltava "como era antes". O que, na minha opinião, é muito pior que um belo tapa na cara.
"Não vale a pena" é uma frase que não faz mais muito sentido, como "Você tem que ser superior". Eu acho que tenho que ser sincera. Acima de tudo comigo mesma. Quando me chamaram de mentirosa, devia ter dito todas as verdades que aquela pessoa merecia ouvir, deveria ter dito o quanto o odiava inconscientemente a cada dia que passava, e que não precisávamos de uma ofensa pra acabar com uma amizade que tinha se auto-destruído. Mas é sempre mais fácil fingir que desculpou.
Se tivéssemos vivido nosso círculo de amizades como o GG, ainda estaríamos de pé?

Quando alguém nos magoa é mais difícil dize-lo ou fingir? Quando alguém pisa no seu pé, você grita ou morde os lábios?

domingo, 11 de abril de 2010

Castigo;

- Pai, vamos chamar a Giulia pra vir aqui em casa?
- Ela não pode, Léo, está de castigo.
- O que é castigo?

?


- Castigo é quando alguém se comporta mal e recebe uma punição pra aprender que aquilo não se faz.
- Ué, mas ela não pode vir mesmo assim?
- Não, Léo, o castigo dela é não sair de casa.
- Um dia inteiro?
- Um dia inteiro.
- E por que?
Etc, etc, etc.


Uma criança de 7 anos que não sabe o que significa CASTIGO.


Agora sim eu entendo o motivo de como o Leonardo se comporta em algumas situações. Ele nunca ficou de castigo, ele nunca foi punido pelos (tantos) comportamentos inadequados, ele não sabe que quando erra, tem que arcar com as conseqüências.
Não posso julgar o modo com que o Emiliano e a ex-mulher educam o filho, do mesmo modo que não posso julgar nenhum pai ou mãe desse mundo. Eu não sou mãe. Mas ver uma criança de 7 anos que não sabe tomar banho sozinha, não coloca os brinquedos no lugar, não amarra os sapatos ou não sabe o significado de castigo me faz pensar um pouco.

De acordo com a Psychologies desse mês, 87% dos pais separados têm problemas com a educação dos filhos. Na verdade todos os pais, separados ou não, têm esse problema. Mas no caso dos pais separados parece que o problema toma proporções bem maiores que o esperado.
Por mais que eu seja filha de pais separados, nunca tinha observado com tanta atenção esse fato. Talvez porque eu sempre estive na parte dos filhos. Agora que me encontro da outra parte, algumas questões me saltaram aos olhos. Costumo dizer com toda firmeza que certamente meus filhos não terão todos esses problemas disciplinares, que serão educados e obedientes, e que saberão muito bem o que significa "certo e errado", "sim e não". Mas é muito subjetivo. Impossível planejar a educação dos filhos antes de te-los.
Acredito que não existe um manual da "educação ideal", porque cada filho é uma pessoa diferente. Mas existem alguns conceitos que são indispensáveis e necessários, acima de tudo.

Aprender a dizer não.
Pode ser muito difícil dizer não aos filhos em certas situações, mas a questão é quando é necessário dize-lo. O "não" para o chocolate antes da janta pode ser relativo. Mas o "não" que distingue os limites não pode. Uma criança nunca vai saber o que é certo, se não aprender o que é errado. Nunca vai valorizar o "sim" se não souber o que significa "não". No caso dos pais separados, é como se o "sim" freqüente (do pai) fosse uma maneira de tentar amenizar ou compensar o fato da separação. Como se fazer sempre a vontade dos filhos diminuísse a importância de passar a semana inteira longe do pai. E do outro lado, o "sim" (da mãe) serve pra compensar o dia inteiro de ausência por causa do trabalho.
E dessa maneira temos uma criança incapaz de entender o que significa "não". Uma criança que, quando vem contrariada, não consegue entender a razão objetiva da ordem. "Por que não posso fazer isso se eu sempre posso fazer tudo?" Entende o "não" como autoritarismo, como um se o seu pedido tivesse sido negado por "abuso de poder", por "birra". E assim parte para a trangressão:

- Pai, posso comer bolacha?
- Não, Léo, é quase hora de janta e você não comeu nada na hora do almoço.
- Mas eu to com fome!
- Da próxima vez almoce e você não vai ter fome a essa hora.
- Mas eu sempre como bolacha a essa hora.
- E depois não janta.
- Ahh, eu como mesmo assim!
- Não, Léo!
- Siiiim!!!


Por que ele não pode AGORA se ele sempre pôde?

Limites.
Hora de brincar e hora de falar sério. As crianças não costumam ter muita noção de quando parar com a brincadeira. Cabe aos pais ensinar que tudo tem um limite e que precisam respeitar a hora do "chega". Assistir Tv antes de fazer lição de casa não é um crime, desde que não atrapalhe o rendimento escolar. Mas é preciso saber que chega um momento em que se deve desligar a televisão e estudar. Deixar a criança decidir os próprios horários ou os próprios limites não me parece uma boa idéia. Mesmo porque as crianças não são pessoas adultas e conscientes dos deveres, ou pelo menos ainda não são. Elas precisam ser ensinadas. Deixar a criança fazer o que ela quiser porque os também também tem o que fazer (e assim podem faze-lo em paz) não funciona. A desculpa do "sò mais um" vira uma banalidade e no fim do dia é preciso brigar para que a criança entenda que precisa fazer os deveres e deveria ter feito antes. O ser humano não é como muitos animais que nascem autônomos e independentes e são capazes de cuidar de si mesmos. Precisam ser cuidadas constantemente, monitoradas e ensinadas.

Relacionamento pai-filho.
Um filho não é um amigo, é um filho. Se colocar em patamares iguais é perder o controle. Muitas das crianças que eu conheço tratam os pais ou professores como se fossem coleguinhas da mesma idade, brigam e pensam de terem razão. Um pai não pode deixar que o filho pense que é ele que manda. Se o pai comanda, é por alguma razão. Porque é adulto, porque sabe o que faz, porque é responsável. A criança precisa saber que dentro de casa existe uma "autoridade", alguém pra quem ele deve satisfações e pra quem ele precisa pedir permissão, porque é ele (pai) que sabe o que pode ser perigoso, sabe dos limites que a criança tem (e não sabe). E, acima de tudo, deve saber que essa pessoa é digna de confiança e de respeito.

- Vamos passar no bar pra comprar figurinha?
- A gente passa na volta, agora estamos atrasados.
- Não, vamos passar agora!
- A gente passa na volta, não é a mesma coisa?
- Não, eu quero passar agora, eu que mando!
- Léo, chega.
- Cala a boca! Você não sabe de nada!


Consenso.
A criança quer ver televisão antes de dormir. Na casa da mãe é "não", mas na casa do pai é "sim". E essa contradição continua em todas as pequenas coisas do dia-a-dia: hora de comer, lição de casa, videogame, organização. Então a criança entende que quem diz o "não" o faz sem um motivo válido e que é ""malvado", jà que o outro diz sempre "sim". Os pais devem ter a mesma linha de educação, precisam ser rígidos na mesma medida, senão a educação não funciona. No caso de pai separados, seria o caso de sentar e conversar sobre o assunto, pelo bem da criança.



Enfim, no fim das contas esse tipo de coisa teria que ser feita quando ele era menor, desde sempre. Agora, com 7 anos e cheio de si fica mais difícil faze-lo entender. E, mais no fim das contas ainda, não è meu filho. Teoricamente não posso opinar, mas conviver com isso é muito difícil. Hoje eu sei o que os namorados da minha mãe e as namoradas do meu pai passaram.
Mas eu vou estudar isso um dia, e fazer o possível pra que meu filho(a) não precise aprender as coisas na marra, com 7 anos de idade.
-

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ele é a minha exceção;

Quando definimos que alguém é o amor da nossa vida?
Quando o vemos pela primeira vez? Na hora do primeiro beijo? Na primeira transa?
Eu acho que o eu vou descobrir quem é o amor da minha vida quando esse alguém viver minha vida comigo. E acredito que é impossível sabermos antes disso.
O amor das nossas vidas não é aquele cara por quem nos apaixonamos quando somos adolescentes, não é o cara do primeiro beijo, não é o cara da primeira vez, nem ao menos aquele com quem planejamos pela primeira vez uma vida a dois. Não é o cara que desejamos ter ao nosso lado pro resto da vida. O amor da minha vida vai ser aquele que FICAR.
Vai ser aquele velhinho de 90 anos que vai estar ao meu lado, olhando pra trás e se sentindo feliz comigo.

Esses dias eu briguei com o meu cunhado porque disse que se eu chegasse aos 40 sem ter me casado ou sem estar com alguém, faria um filho mesmo assim. Ele disse que era muito egoísta da minha parte dizer isso, ainda mais na frente do Emiliano.
Mil desculpas, mas a unica coisa da vida que tenho certeza é a morte. Não sei o que me espera daqui 5 minutos, imagina daqui 20 anos.
O que eu posso é fazer planos, e com certeza o Emiliano faz parte desses planos. Mas se um dia ele não quiser ou não for mais possível que ele faça parte do meu futuro, vou ter que continuar a vida sem ele, não? Não é porque eu decidi que é com ele que eu quero passar o resto da minha vida que isso tenha obrigatoriamente que ser verdade. Nem pra mim, imagina pra ele.
Hoje sou completamente, bobamente e loucamente apaixonada por ele. Mas quem me garante que vai continuar sendo assim daqui algum tempo? E, mais importante ainda, quem disse que pra ele vai ser sempre assim? Pode ser que o amor acabe, embora meu lado romântico queira acreditar que é impossível que um dia eu o veja dormir (como estou fazendo nesse exato momento) e não sinta meus olhos marejarem.
De certezas nessa vida temos realmente poucas, e por mais que ele seja uma das certezas que eu mais gostaria de ter, o mundo dà muitas voltas.
Eu quero me casar, ter filhos, uma casa, um cachorro e quem sabe um gato. Quero viajar junto, fazer piquenique no parque, ir ao cinema, passar as férias na praia. E quero que seja com ele. E se isso um dia não for possível, com certeza vou sofrer muito, vou perder meu chão e acreditar por alguns dias que minha vida acabou. Mas uma hora ou outra vou ter que levantar e levar minha vida avante.
Não me parece uma resolução muito egoísta.

O fato é que o Emiliano mudou minha vida. Continuo a mesma Carol de sempre, mas ele me faz crescer a cada dia, e continuar a menina de quem ele pode tomar conta. Ele me fez acreditar em coisas que eu pensava que não valessem mais a pena. Ele me devolveu as borboletas no estômago. Ele me deu a alegria de esperar ele chegar do trabalho todos os dias. Ele me faz feliz a cada dia.
E se um dia ele não fizer mais parte do meu presente, vai continuar fazendo parte da minha vida, porque hoje ele faz parte de mim e não pode ir embora sem deixar uma marca ou um grande fragmento dentro de mim.
Sou feliz por estar vivendo esse amor com ele, e espero que seja o amor de toda a minha vida. Mas é sò o que eu posso fazer: ESPERAR.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Corte de cabelo;

Quer dizer, quando decidimos de mudar a aparência, significa que queremos na verdade mudar alguma coisa na nossa vida ou simplesmente ter mais uma razão pra se olhar em todos os vidros que encontrar pela rua?
Bom, eu acabei de mudar completamente minha aparência. (!!!)

Todos os dias dos último 8 meses acordo depois das 11h da manha, ou pelo menos faço o possível pra que isso aconteça, mesmo que isso signifique cancelar compromissos importantes, deixar de sair com os meus amigos ou não limpar a casa e lavar a roupa. São 8 meses que eu não faço nada da minha vida a não ser vive-la com todo o tempo do mundo. E sem nenhuma grana.
Quando temos todo o tempo do mundo, temos vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, e um dia pode parecer uma semana. E depois de muito tempo tendo todo o tempo do mundo, as coisas parecem se inverter. Os dias são curtos quando acordamos ao meio- dia, e a louça na pia parece não ser mais uma besteira, uma coisa fácil de se fazer. A internet perde a graça, na TV nunca tem nada de interessante, afrontar o frio pra sair pra passear não me parece uma ótima idéia. E a vontade que antes era tão viva de encontrar um emprego e sair dessa monotonia pouco a pouco vai sumindo. Estranhamente, às vezes volta, mas o que realmente toma conta de cada pedaço do meu corpo é a grande vontade de não fazer nada e procurar mil desculpas pra isso.
Sempre me considerei uma pessoa preguiçosa, mas chegar a esse ponto do ócio me reforça os conceitos de que a mente comanda o corpo e vice-versa. E sem nenhuma atividade de corpo ou mente, é muito fácil cair nas graças da preguiça predominante, ainda mais levando em consideração que o ser humano tende sempre ao menor nível de esforço possível.

Hunf.

Cortar o cabelo não foi uma decisão tomada pra combater o ócio, mas pra combater a raiva que eu sinto de toda essa preguiça. E não sò da preguiça, mas do julgamento das pessoas ao meu redor, de cada vez que alguém me pergunta "Sei documento jà saiu?", de cada vez que preciso de grana pra cada mínima coisa, cada vez que minha sogra me presenteia com 50 euros.
No fim das contas cansei de sentir raiva, e acho que isso é o que mais preocupa.

Hoje mudei meu cabelo, mudei meu jeito de falar no telefone com a minha mãe e com a minha irmã. Mudei o fato da internet não ser mais interessante e estou vendo um fime muito bom na TV.
Mudei o que me era permitido mudar no momento e não sei por quanto tempo essa mudança vai durar. Sei que não posso me entregar ao ócio, e por isso recorri aos velhos tempos desse blog. Falar de mim, da minha vida, do que eu sinto e algumas vezes do que eu sonho.
Espero que isso me ajude.



"You are the only exception".

quinta-feira, 25 de março de 2010

Destino;

Só se tem uma visão global de uma sucessão de fatos quando estes deixam de ter utilidade. Quem tiver a pretensão de entender o destino, tem que sobreviver a ele.
Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve? Para aceitar que, daqui a algum tempo, nós não vamos mais pertencer a esse mundo?
Se você tivesse em seu poder um vidro contendo uma bebida mágica, que se você bebesse metade do conteúdo viveria para sempre, e se desse a outra metade à pessoa que você ama, vocês poderiam literalmente viver um amor eterno, você beberia? Aceitaria viver até o fim da humanidade ou escolheria uma vida comum, com o tempo aproximado de 90 anos?
Que meios temos de alcançar a imortalidade?
Que meios temos de vivermos mortalmente da melhor forma possível?
Existe um mundo. Em termos de probabilidade, isso é algo que esbarra no limite do impossível. Teria sido muito mais digno se, por acaso, não existisse nada. Nesse caso, ninguém teria começado a perguntar por que não havia nada.
Ante um olhar imparcial, o mundo não se apresenta apenas como improvável fato único, mas como uma constante carga para a razão. Quer dizer, se é que existe a razão, se é que existe uma razão neutra.
A insensatez do mundo não tem mais limites, nem fronteiras.
O ser humano talvez seja o único ser vivo em todo universo a ter uma consciência universal. Nesse caso, não é só uma responsabilidade global conservar os habitats deste planeta, mas uma responsabilidade cósmica. Um dia, a escuridão poderá voltar a cobrir tudo. E o espírito de Deus já não voará sobre as águas.
O que você vai fazer da sua vida agora?

*I don’t know if life is greater than death, but love was more than either* [Tristão e Isolda]