Quando ouvi falar do movimento denominado "Childless", pude compreender perfeitamente do que se tratava: Pessoas que, por motivos vários, não podem ter filhos. Sempre quis ser mãe, e a idéia de que um dia minha ginecologista me diga que eu sou estéril me aterroriza.
Mas quando eu li sobre o "Childfree", demorei um pouco mais pra assimilar a idéia. Se trata de um movimento criado por pessoas que, pelos mais variados motivos, não querem ter filhos. Mas o que "me irritou" foi a expressão "free". Por que criar um movimento "Livres de filhos"? A primeira palavra que me passou pela cabeça foi: Egoísmo. Cheguei a fazer uma comparação não muito eficaz: é como se, em contrapartida ao movimento dos "Sem-Terra" surgisse o movimento dos "Tenho grana pra comprar casa, mas não quero. E SOU ORGULHOSO DISSO AO PONTO DE CRIAR UM MOVIMENTO PRA TIRAR SARRO DE QUEM Não PODE COMPRAR A PRÓPRIA CASA". Ok, exagerei.
Ter filhos ou não é uma escolha, como tantas outras que somos livres de fazer na nossa vida. Cada um faz da própria vida o que bem quiser. Meu problema é que eu sou perfeitamente capaz de entender o fato de alguém criar um movimento contra o fato de querer alguma coisa e não poder ter, mas não entendo muito bem um movimento que diz "Posso ter, mas não quero". Ainda mais quando o movimento toma proporções absurdas.Em algumas cidades inglesas muitos restaurantes, lojas ou outros tipos de atividades comerciais começaram a colocar na porta o cartaz: "Proibida a entrada de animais E DE crianças".
Voltando ao fato de eu sempre ter tido vontade de ser mãe, até entendo as pessoas que optam pelo contrário. Algumas pessoas não querem "atrapalhar" o relacionamento, outras querem se dedicar à realização profissional, outras simplesmente querem dedicar toda a sua vida à si mesmas, e outras ainda nunca gostaram de crianças. Uma amiga minha me disse uma vez: "A vida é muito curta. Se eu tiver um filho, minha vida vai ser dedicada a ele, e eu quero dedicar minha vida à mim mesma". Ok, entendo perfeitamente. Muitas vezes eu mesmo me pego pensando se um dia eu não vou me arrepender, se vou continuar tendo tempo pra mim mesma e pro meu companheiro, se a ingratidão típica do filhos não vai me fazer odiar o fato de ter escolhido ser mãe, ou se o fato de eu ter uma familia (dito pais-filhos-irmãos) muito turbada não vai me condicionar a ser uma péssima mãe. Mas a minha vontade de ser mãe, que eu chamo erroneamente de instinto materno, é mais forte e pode sobreviver a todas essas dúvidas com o simples sorriso do meu futuro filho ou filha.
"Childfree" é um tapa na cara dos casais que por muitos anos tentaram ter filhos e nunca conseguiram, das mulheres que entram em depressão quando descobrem que são estéreis, é um tapa na minha cara. Porque eu, que quero tanto ter um filho um dia, não tenho certeza de PODER te-lo. Na prática, estou disposta a considera-lo um DESRESPEITO com as pessoas que nunca poderão ter filhos.
Que cada um tenha o direito de fazer da sua vida o que quiser, mas não o direito de se gabar por desprezar o maior dom da vida que muitas pessoas não podem ter.
sábado, 26 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Offliner;
Em um dos meus ultimos posts, a Dri me disse que eu tenho uma grande facilidade de me desconectar do mundo. Como é verdade!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Casting;
"Santo do tempo perdido, me de um filme diferente
com um personagem melhor que esse meu.
Me sinto a vitima de um filme ruim,
os detalhes do roteiro governam no meu lugar.
Me arrependo de ter começado cedo,
de ter entrado no filme,
ao invés de fazer o que era justo pra mim.
Me ouço jurar que tà tudo certo,
que é isso que eu sempre desejei pra minha vida.
Mas não estou preparado,
me sinto como se me faltasse o ar.
Eu não acredito mais, no fim das contas.
Não sou eu que decido como vivo,
não sou eu que escrevo o que será de mim, de nós.
Não me encaixo no tipo daqueles papéis
que chamam de "principais".
Eu sou um coadjuvante, na verdade.
Mas eu escolhi, e não posso voltar atrás.
Um peixe dourado em um aquário de vidro
é mais livre que eu..."
com um personagem melhor que esse meu.
Me sinto a vitima de um filme ruim,
os detalhes do roteiro governam no meu lugar.
Me arrependo de ter começado cedo,
de ter entrado no filme,
ao invés de fazer o que era justo pra mim.
Me ouço jurar que tà tudo certo,
que é isso que eu sempre desejei pra minha vida.
Mas não estou preparado,
me sinto como se me faltasse o ar.
Eu não acredito mais, no fim das contas.
Não sou eu que decido como vivo,
não sou eu que escrevo o que será de mim, de nós.
Não me encaixo no tipo daqueles papéis
que chamam de "principais".
Eu sou um coadjuvante, na verdade.
Mas eu escolhi, e não posso voltar atrás.
Um peixe dourado em um aquário de vidro
é mais livre que eu..."
sábado, 17 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
You know you love me;
Chantagem, jogos, intrigas, ciúmes, mentiras e problemas de familia.
E não estou falando de mim, mas de GOSSIP GIRL.
O fato de eu ter viciado nesse seriado é completamente culpa da Carla, mas ela fez bem. Hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem as horas de maldade que o seriado me proporciona. Desde de o primeiro episódio comecei a pensar que, se eu tivesse feito e dito tudo o que queria sempre, minha vida seria mais ou menos como a da Serena. E se eu soubesse como aplicar minha maldade e vontade de vingança, seria como a de Blair. Se eu tivesse deixado a idéia de popularidade da minha velha escola subir à cabeça, seria Jane. E se resolvesse dedicar minha vida à cultura da futilidade, seria Vanessa.
Me identifico com cada uma das personagens, e na verdade não chego aos pés de nenhuma delas. Se eu sempre achei que vivi minha vida intensamente, depois de GG eu nem sei mais o que isso significa.
Nosso grupo de amigos sempre foi mais ou menos o mesmo, e entre eles podemos reconhecer algumas características marcantes do seriado, mas acho que no fundo sempre fomos mais "pacificadores".
Eu fiquei com o ex-namorado de uma amiga minha, na frente dela. (Na verdade fiz isso com mais de uma amiga.) Alguém deveria ter me batido, ou se vingado, ou no mínimo me puxado em um canto pra me dizer algumas verdades. Fiz muitos absurdos quando tinha meus 16, 17, 18 anos de idade, magoei muita gente. E nunca se vingaram de mim, ou nunca me fizeram entender o quanto eu os havia magoado. Na maioria das vezes fingíamos fazer as pazes e tudo voltava "como era antes". O que, na minha opinião, é muito pior que um belo tapa na cara.
"Não vale a pena" é uma frase que não faz mais muito sentido, como "Você tem que ser superior". Eu acho que tenho que ser sincera. Acima de tudo comigo mesma. Quando me chamaram de mentirosa, devia ter dito todas as verdades que aquela pessoa merecia ouvir, deveria ter dito o quanto o odiava inconscientemente a cada dia que passava, e que não precisávamos de uma ofensa pra acabar com uma amizade que tinha se auto-destruído. Mas é sempre mais fácil fingir que desculpou.
Se tivéssemos vivido nosso círculo de amizades como o GG, ainda estaríamos de pé?
Quando alguém nos magoa é mais difícil dize-lo ou fingir? Quando alguém pisa no seu pé, você grita ou morde os lábios?
E não estou falando de mim, mas de GOSSIP GIRL.
O fato de eu ter viciado nesse seriado é completamente culpa da Carla, mas ela fez bem. Hoje não consigo mais imaginar a minha vida sem as horas de maldade que o seriado me proporciona. Desde de o primeiro episódio comecei a pensar que, se eu tivesse feito e dito tudo o que queria sempre, minha vida seria mais ou menos como a da Serena. E se eu soubesse como aplicar minha maldade e vontade de vingança, seria como a de Blair. Se eu tivesse deixado a idéia de popularidade da minha velha escola subir à cabeça, seria Jane. E se resolvesse dedicar minha vida à cultura da futilidade, seria Vanessa.
Me identifico com cada uma das personagens, e na verdade não chego aos pés de nenhuma delas. Se eu sempre achei que vivi minha vida intensamente, depois de GG eu nem sei mais o que isso significa.
Nosso grupo de amigos sempre foi mais ou menos o mesmo, e entre eles podemos reconhecer algumas características marcantes do seriado, mas acho que no fundo sempre fomos mais "pacificadores".
Eu fiquei com o ex-namorado de uma amiga minha, na frente dela. (Na verdade fiz isso com mais de uma amiga.) Alguém deveria ter me batido, ou se vingado, ou no mínimo me puxado em um canto pra me dizer algumas verdades. Fiz muitos absurdos quando tinha meus 16, 17, 18 anos de idade, magoei muita gente. E nunca se vingaram de mim, ou nunca me fizeram entender o quanto eu os havia magoado. Na maioria das vezes fingíamos fazer as pazes e tudo voltava "como era antes". O que, na minha opinião, é muito pior que um belo tapa na cara.
"Não vale a pena" é uma frase que não faz mais muito sentido, como "Você tem que ser superior". Eu acho que tenho que ser sincera. Acima de tudo comigo mesma. Quando me chamaram de mentirosa, devia ter dito todas as verdades que aquela pessoa merecia ouvir, deveria ter dito o quanto o odiava inconscientemente a cada dia que passava, e que não precisávamos de uma ofensa pra acabar com uma amizade que tinha se auto-destruído. Mas é sempre mais fácil fingir que desculpou.
Se tivéssemos vivido nosso círculo de amizades como o GG, ainda estaríamos de pé?
Quando alguém nos magoa é mais difícil dize-lo ou fingir? Quando alguém pisa no seu pé, você grita ou morde os lábios?
domingo, 11 de abril de 2010
Castigo;
- Pai, vamos chamar a Giulia pra vir aqui em casa?
- Ela não pode, Léo, está de castigo.
- O que é castigo?
?
- Castigo é quando alguém se comporta mal e recebe uma punição pra aprender que aquilo não se faz.
- Ué, mas ela não pode vir mesmo assim?
- Não, Léo, o castigo dela é não sair de casa.
- Um dia inteiro?
- Um dia inteiro.
- E por que?
Etc, etc, etc.
Uma criança de 7 anos que não sabe o que significa CASTIGO.
Agora sim eu entendo o motivo de como o Leonardo se comporta em algumas situações. Ele nunca ficou de castigo, ele nunca foi punido pelos (tantos) comportamentos inadequados, ele não sabe que quando erra, tem que arcar com as conseqüências.
Não posso julgar o modo com que o Emiliano e a ex-mulher educam o filho, do mesmo modo que não posso julgar nenhum pai ou mãe desse mundo. Eu não sou mãe. Mas ver uma criança de 7 anos que não sabe tomar banho sozinha, não coloca os brinquedos no lugar, não amarra os sapatos ou não sabe o significado de castigo me faz pensar um pouco.
De acordo com a Psychologies desse mês, 87% dos pais separados têm problemas com a educação dos filhos. Na verdade todos os pais, separados ou não, têm esse problema. Mas no caso dos pais separados parece que o problema toma proporções bem maiores que o esperado.
Por mais que eu seja filha de pais separados, nunca tinha observado com tanta atenção esse fato. Talvez porque eu sempre estive na parte dos filhos. Agora que me encontro da outra parte, algumas questões me saltaram aos olhos. Costumo dizer com toda firmeza que certamente meus filhos não terão todos esses problemas disciplinares, que serão educados e obedientes, e que saberão muito bem o que significa "certo e errado", "sim e não". Mas é muito subjetivo. Impossível planejar a educação dos filhos antes de te-los.
Acredito que não existe um manual da "educação ideal", porque cada filho é uma pessoa diferente. Mas existem alguns conceitos que são indispensáveis e necessários, acima de tudo.
Aprender a dizer não.
Pode ser muito difícil dizer não aos filhos em certas situações, mas a questão é quando é necessário dize-lo. O "não" para o chocolate antes da janta pode ser relativo. Mas o "não" que distingue os limites não pode. Uma criança nunca vai saber o que é certo, se não aprender o que é errado. Nunca vai valorizar o "sim" se não souber o que significa "não". No caso dos pais separados, é como se o "sim" freqüente (do pai) fosse uma maneira de tentar amenizar ou compensar o fato da separação. Como se fazer sempre a vontade dos filhos diminuísse a importância de passar a semana inteira longe do pai. E do outro lado, o "sim" (da mãe) serve pra compensar o dia inteiro de ausência por causa do trabalho.
E dessa maneira temos uma criança incapaz de entender o que significa "não". Uma criança que, quando vem contrariada, não consegue entender a razão objetiva da ordem. "Por que não posso fazer isso se eu sempre posso fazer tudo?" Entende o "não" como autoritarismo, como um se o seu pedido tivesse sido negado por "abuso de poder", por "birra". E assim parte para a trangressão:
- Pai, posso comer bolacha?
- Não, Léo, é quase hora de janta e você não comeu nada na hora do almoço.
- Mas eu to com fome!
- Da próxima vez almoce e você não vai ter fome a essa hora.
- Mas eu sempre como bolacha a essa hora.
- E depois não janta.
- Ahh, eu como mesmo assim!
- Não, Léo!
- Siiiim!!!
Por que ele não pode AGORA se ele sempre pôde?
Limites.
Hora de brincar e hora de falar sério. As crianças não costumam ter muita noção de quando parar com a brincadeira. Cabe aos pais ensinar que tudo tem um limite e que precisam respeitar a hora do "chega". Assistir Tv antes de fazer lição de casa não é um crime, desde que não atrapalhe o rendimento escolar. Mas é preciso saber que chega um momento em que se deve desligar a televisão e estudar. Deixar a criança decidir os próprios horários ou os próprios limites não me parece uma boa idéia. Mesmo porque as crianças não são pessoas adultas e conscientes dos deveres, ou pelo menos ainda não são. Elas precisam ser ensinadas. Deixar a criança fazer o que ela quiser porque os também também tem o que fazer (e assim podem faze-lo em paz) não funciona. A desculpa do "sò mais um" vira uma banalidade e no fim do dia é preciso brigar para que a criança entenda que precisa fazer os deveres e deveria ter feito antes. O ser humano não é como muitos animais que nascem autônomos e independentes e são capazes de cuidar de si mesmos. Precisam ser cuidadas constantemente, monitoradas e ensinadas.
Relacionamento pai-filho.
Um filho não é um amigo, é um filho. Se colocar em patamares iguais é perder o controle. Muitas das crianças que eu conheço tratam os pais ou professores como se fossem coleguinhas da mesma idade, brigam e pensam de terem razão. Um pai não pode deixar que o filho pense que é ele que manda. Se o pai comanda, é por alguma razão. Porque é adulto, porque sabe o que faz, porque é responsável. A criança precisa saber que dentro de casa existe uma "autoridade", alguém pra quem ele deve satisfações e pra quem ele precisa pedir permissão, porque é ele (pai) que sabe o que pode ser perigoso, sabe dos limites que a criança tem (e não sabe). E, acima de tudo, deve saber que essa pessoa é digna de confiança e de respeito.
- Vamos passar no bar pra comprar figurinha?
- A gente passa na volta, agora estamos atrasados.
- Não, vamos passar agora!
- A gente passa na volta, não é a mesma coisa?
- Não, eu quero passar agora, eu que mando!
- Léo, chega.
- Cala a boca! Você não sabe de nada!
Consenso.
A criança quer ver televisão antes de dormir. Na casa da mãe é "não", mas na casa do pai é "sim". E essa contradição continua em todas as pequenas coisas do dia-a-dia: hora de comer, lição de casa, videogame, organização. Então a criança entende que quem diz o "não" o faz sem um motivo válido e que é ""malvado", jà que o outro diz sempre "sim". Os pais devem ter a mesma linha de educação, precisam ser rígidos na mesma medida, senão a educação não funciona. No caso de pai separados, seria o caso de sentar e conversar sobre o assunto, pelo bem da criança.
Enfim, no fim das contas esse tipo de coisa teria que ser feita quando ele era menor, desde sempre. Agora, com 7 anos e cheio de si fica mais difícil faze-lo entender. E, mais no fim das contas ainda, não è meu filho. Teoricamente não posso opinar, mas conviver com isso é muito difícil. Hoje eu sei o que os namorados da minha mãe e as namoradas do meu pai passaram.
Mas eu vou estudar isso um dia, e fazer o possível pra que meu filho(a) não precise aprender as coisas na marra, com 7 anos de idade.
-
- Ela não pode, Léo, está de castigo.
- O que é castigo?
?
- Castigo é quando alguém se comporta mal e recebe uma punição pra aprender que aquilo não se faz.
- Ué, mas ela não pode vir mesmo assim?
- Não, Léo, o castigo dela é não sair de casa.
- Um dia inteiro?
- Um dia inteiro.
- E por que?
Etc, etc, etc.
Uma criança de 7 anos que não sabe o que significa CASTIGO.
Agora sim eu entendo o motivo de como o Leonardo se comporta em algumas situações. Ele nunca ficou de castigo, ele nunca foi punido pelos (tantos) comportamentos inadequados, ele não sabe que quando erra, tem que arcar com as conseqüências.
Não posso julgar o modo com que o Emiliano e a ex-mulher educam o filho, do mesmo modo que não posso julgar nenhum pai ou mãe desse mundo. Eu não sou mãe. Mas ver uma criança de 7 anos que não sabe tomar banho sozinha, não coloca os brinquedos no lugar, não amarra os sapatos ou não sabe o significado de castigo me faz pensar um pouco.
De acordo com a Psychologies desse mês, 87% dos pais separados têm problemas com a educação dos filhos. Na verdade todos os pais, separados ou não, têm esse problema. Mas no caso dos pais separados parece que o problema toma proporções bem maiores que o esperado.
Por mais que eu seja filha de pais separados, nunca tinha observado com tanta atenção esse fato. Talvez porque eu sempre estive na parte dos filhos. Agora que me encontro da outra parte, algumas questões me saltaram aos olhos. Costumo dizer com toda firmeza que certamente meus filhos não terão todos esses problemas disciplinares, que serão educados e obedientes, e que saberão muito bem o que significa "certo e errado", "sim e não". Mas é muito subjetivo. Impossível planejar a educação dos filhos antes de te-los.
Acredito que não existe um manual da "educação ideal", porque cada filho é uma pessoa diferente. Mas existem alguns conceitos que são indispensáveis e necessários, acima de tudo.
Aprender a dizer não.
Pode ser muito difícil dizer não aos filhos em certas situações, mas a questão é quando é necessário dize-lo. O "não" para o chocolate antes da janta pode ser relativo. Mas o "não" que distingue os limites não pode. Uma criança nunca vai saber o que é certo, se não aprender o que é errado. Nunca vai valorizar o "sim" se não souber o que significa "não". No caso dos pais separados, é como se o "sim" freqüente (do pai) fosse uma maneira de tentar amenizar ou compensar o fato da separação. Como se fazer sempre a vontade dos filhos diminuísse a importância de passar a semana inteira longe do pai. E do outro lado, o "sim" (da mãe) serve pra compensar o dia inteiro de ausência por causa do trabalho.
E dessa maneira temos uma criança incapaz de entender o que significa "não". Uma criança que, quando vem contrariada, não consegue entender a razão objetiva da ordem. "Por que não posso fazer isso se eu sempre posso fazer tudo?" Entende o "não" como autoritarismo, como um se o seu pedido tivesse sido negado por "abuso de poder", por "birra". E assim parte para a trangressão:
- Pai, posso comer bolacha?
- Não, Léo, é quase hora de janta e você não comeu nada na hora do almoço.
- Mas eu to com fome!
- Da próxima vez almoce e você não vai ter fome a essa hora.
- Mas eu sempre como bolacha a essa hora.
- E depois não janta.
- Ahh, eu como mesmo assim!
- Não, Léo!
- Siiiim!!!
Por que ele não pode AGORA se ele sempre pôde?
Limites.
Hora de brincar e hora de falar sério. As crianças não costumam ter muita noção de quando parar com a brincadeira. Cabe aos pais ensinar que tudo tem um limite e que precisam respeitar a hora do "chega". Assistir Tv antes de fazer lição de casa não é um crime, desde que não atrapalhe o rendimento escolar. Mas é preciso saber que chega um momento em que se deve desligar a televisão e estudar. Deixar a criança decidir os próprios horários ou os próprios limites não me parece uma boa idéia. Mesmo porque as crianças não são pessoas adultas e conscientes dos deveres, ou pelo menos ainda não são. Elas precisam ser ensinadas. Deixar a criança fazer o que ela quiser porque os também também tem o que fazer (e assim podem faze-lo em paz) não funciona. A desculpa do "sò mais um" vira uma banalidade e no fim do dia é preciso brigar para que a criança entenda que precisa fazer os deveres e deveria ter feito antes. O ser humano não é como muitos animais que nascem autônomos e independentes e são capazes de cuidar de si mesmos. Precisam ser cuidadas constantemente, monitoradas e ensinadas.
Relacionamento pai-filho.
Um filho não é um amigo, é um filho. Se colocar em patamares iguais é perder o controle. Muitas das crianças que eu conheço tratam os pais ou professores como se fossem coleguinhas da mesma idade, brigam e pensam de terem razão. Um pai não pode deixar que o filho pense que é ele que manda. Se o pai comanda, é por alguma razão. Porque é adulto, porque sabe o que faz, porque é responsável. A criança precisa saber que dentro de casa existe uma "autoridade", alguém pra quem ele deve satisfações e pra quem ele precisa pedir permissão, porque é ele (pai) que sabe o que pode ser perigoso, sabe dos limites que a criança tem (e não sabe). E, acima de tudo, deve saber que essa pessoa é digna de confiança e de respeito.
- Vamos passar no bar pra comprar figurinha?
- A gente passa na volta, agora estamos atrasados.
- Não, vamos passar agora!
- A gente passa na volta, não é a mesma coisa?
- Não, eu quero passar agora, eu que mando!
- Léo, chega.
- Cala a boca! Você não sabe de nada!
Consenso.
A criança quer ver televisão antes de dormir. Na casa da mãe é "não", mas na casa do pai é "sim". E essa contradição continua em todas as pequenas coisas do dia-a-dia: hora de comer, lição de casa, videogame, organização. Então a criança entende que quem diz o "não" o faz sem um motivo válido e que é ""malvado", jà que o outro diz sempre "sim". Os pais devem ter a mesma linha de educação, precisam ser rígidos na mesma medida, senão a educação não funciona. No caso de pai separados, seria o caso de sentar e conversar sobre o assunto, pelo bem da criança.
Enfim, no fim das contas esse tipo de coisa teria que ser feita quando ele era menor, desde sempre. Agora, com 7 anos e cheio de si fica mais difícil faze-lo entender. E, mais no fim das contas ainda, não è meu filho. Teoricamente não posso opinar, mas conviver com isso é muito difícil. Hoje eu sei o que os namorados da minha mãe e as namoradas do meu pai passaram.
Mas eu vou estudar isso um dia, e fazer o possível pra que meu filho(a) não precise aprender as coisas na marra, com 7 anos de idade.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Ele é a minha exceção;
Quando definimos que alguém é o amor da nossa vida?
Quando o vemos pela primeira vez? Na hora do primeiro beijo? Na primeira transa?
Eu acho que o eu vou descobrir quem é o amor da minha vida quando esse alguém viver minha vida comigo. E acredito que é impossível sabermos antes disso.
O amor das nossas vidas não é aquele cara por quem nos apaixonamos quando somos adolescentes, não é o cara do primeiro beijo, não é o cara da primeira vez, nem ao menos aquele com quem planejamos pela primeira vez uma vida a dois. Não é o cara que desejamos ter ao nosso lado pro resto da vida. O amor da minha vida vai ser aquele que FICAR.
Vai ser aquele velhinho de 90 anos que vai estar ao meu lado, olhando pra trás e se sentindo feliz comigo.
Esses dias eu briguei com o meu cunhado porque disse que se eu chegasse aos 40 sem ter me casado ou sem estar com alguém, faria um filho mesmo assim. Ele disse que era muito egoísta da minha parte dizer isso, ainda mais na frente do Emiliano.
Mil desculpas, mas a unica coisa da vida que tenho certeza é a morte. Não sei o que me espera daqui 5 minutos, imagina daqui 20 anos.
O que eu posso é fazer planos, e com certeza o Emiliano faz parte desses planos. Mas se um dia ele não quiser ou não for mais possível que ele faça parte do meu futuro, vou ter que continuar a vida sem ele, não? Não é porque eu decidi que é com ele que eu quero passar o resto da minha vida que isso tenha obrigatoriamente que ser verdade. Nem pra mim, imagina pra ele.
Hoje sou completamente, bobamente e loucamente apaixonada por ele. Mas quem me garante que vai continuar sendo assim daqui algum tempo? E, mais importante ainda, quem disse que pra ele vai ser sempre assim? Pode ser que o amor acabe, embora meu lado romântico queira acreditar que é impossível que um dia eu o veja dormir (como estou fazendo nesse exato momento) e não sinta meus olhos marejarem.
De certezas nessa vida temos realmente poucas, e por mais que ele seja uma das certezas que eu mais gostaria de ter, o mundo dà muitas voltas.
Eu quero me casar, ter filhos, uma casa, um cachorro e quem sabe um gato. Quero viajar junto, fazer piquenique no parque, ir ao cinema, passar as férias na praia. E quero que seja com ele. E se isso um dia não for possível, com certeza vou sofrer muito, vou perder meu chão e acreditar por alguns dias que minha vida acabou. Mas uma hora ou outra vou ter que levantar e levar minha vida avante.
Não me parece uma resolução muito egoísta.
O fato é que o Emiliano mudou minha vida. Continuo a mesma Carol de sempre, mas ele me faz crescer a cada dia, e continuar a menina de quem ele pode tomar conta. Ele me fez acreditar em coisas que eu pensava que não valessem mais a pena. Ele me devolveu as borboletas no estômago. Ele me deu a alegria de esperar ele chegar do trabalho todos os dias. Ele me faz feliz a cada dia.
E se um dia ele não fizer mais parte do meu presente, vai continuar fazendo parte da minha vida, porque hoje ele faz parte de mim e não pode ir embora sem deixar uma marca ou um grande fragmento dentro de mim.
Sou feliz por estar vivendo esse amor com ele, e espero que seja o amor de toda a minha vida. Mas é sò o que eu posso fazer: ESPERAR.
Quando o vemos pela primeira vez? Na hora do primeiro beijo? Na primeira transa?
Eu acho que o eu vou descobrir quem é o amor da minha vida quando esse alguém viver minha vida comigo. E acredito que é impossível sabermos antes disso.
O amor das nossas vidas não é aquele cara por quem nos apaixonamos quando somos adolescentes, não é o cara do primeiro beijo, não é o cara da primeira vez, nem ao menos aquele com quem planejamos pela primeira vez uma vida a dois. Não é o cara que desejamos ter ao nosso lado pro resto da vida. O amor da minha vida vai ser aquele que FICAR.
Vai ser aquele velhinho de 90 anos que vai estar ao meu lado, olhando pra trás e se sentindo feliz comigo.
Esses dias eu briguei com o meu cunhado porque disse que se eu chegasse aos 40 sem ter me casado ou sem estar com alguém, faria um filho mesmo assim. Ele disse que era muito egoísta da minha parte dizer isso, ainda mais na frente do Emiliano.
Mil desculpas, mas a unica coisa da vida que tenho certeza é a morte. Não sei o que me espera daqui 5 minutos, imagina daqui 20 anos.
O que eu posso é fazer planos, e com certeza o Emiliano faz parte desses planos. Mas se um dia ele não quiser ou não for mais possível que ele faça parte do meu futuro, vou ter que continuar a vida sem ele, não? Não é porque eu decidi que é com ele que eu quero passar o resto da minha vida que isso tenha obrigatoriamente que ser verdade. Nem pra mim, imagina pra ele.
Hoje sou completamente, bobamente e loucamente apaixonada por ele. Mas quem me garante que vai continuar sendo assim daqui algum tempo? E, mais importante ainda, quem disse que pra ele vai ser sempre assim? Pode ser que o amor acabe, embora meu lado romântico queira acreditar que é impossível que um dia eu o veja dormir (como estou fazendo nesse exato momento) e não sinta meus olhos marejarem.
De certezas nessa vida temos realmente poucas, e por mais que ele seja uma das certezas que eu mais gostaria de ter, o mundo dà muitas voltas.
Eu quero me casar, ter filhos, uma casa, um cachorro e quem sabe um gato. Quero viajar junto, fazer piquenique no parque, ir ao cinema, passar as férias na praia. E quero que seja com ele. E se isso um dia não for possível, com certeza vou sofrer muito, vou perder meu chão e acreditar por alguns dias que minha vida acabou. Mas uma hora ou outra vou ter que levantar e levar minha vida avante.
Não me parece uma resolução muito egoísta.
O fato é que o Emiliano mudou minha vida. Continuo a mesma Carol de sempre, mas ele me faz crescer a cada dia, e continuar a menina de quem ele pode tomar conta. Ele me fez acreditar em coisas que eu pensava que não valessem mais a pena. Ele me devolveu as borboletas no estômago. Ele me deu a alegria de esperar ele chegar do trabalho todos os dias. Ele me faz feliz a cada dia.
E se um dia ele não fizer mais parte do meu presente, vai continuar fazendo parte da minha vida, porque hoje ele faz parte de mim e não pode ir embora sem deixar uma marca ou um grande fragmento dentro de mim.
Sou feliz por estar vivendo esse amor com ele, e espero que seja o amor de toda a minha vida. Mas é sò o que eu posso fazer: ESPERAR.
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