quinta-feira, 25 de março de 2010

Destino;

Só se tem uma visão global de uma sucessão de fatos quando estes deixam de ter utilidade. Quem tiver a pretensão de entender o destino, tem que sobreviver a ele.
Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve? Para aceitar que, daqui a algum tempo, nós não vamos mais pertencer a esse mundo?
Se você tivesse em seu poder um vidro contendo uma bebida mágica, que se você bebesse metade do conteúdo viveria para sempre, e se desse a outra metade à pessoa que você ama, vocês poderiam literalmente viver um amor eterno, você beberia? Aceitaria viver até o fim da humanidade ou escolheria uma vida comum, com o tempo aproximado de 90 anos?
Que meios temos de alcançar a imortalidade?
Que meios temos de vivermos mortalmente da melhor forma possível?
Existe um mundo. Em termos de probabilidade, isso é algo que esbarra no limite do impossível. Teria sido muito mais digno se, por acaso, não existisse nada. Nesse caso, ninguém teria começado a perguntar por que não havia nada.
Ante um olhar imparcial, o mundo não se apresenta apenas como improvável fato único, mas como uma constante carga para a razão. Quer dizer, se é que existe a razão, se é que existe uma razão neutra.
A insensatez do mundo não tem mais limites, nem fronteiras.
O ser humano talvez seja o único ser vivo em todo universo a ter uma consciência universal. Nesse caso, não é só uma responsabilidade global conservar os habitats deste planeta, mas uma responsabilidade cósmica. Um dia, a escuridão poderá voltar a cobrir tudo. E o espírito de Deus já não voará sobre as águas.
O que você vai fazer da sua vida agora?

*I don’t know if life is greater than death, but love was more than either* [Tristão e Isolda]

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