TUM - TUM - TUM - TUM
Oh meu Deus, recado de novo.
Intuição, e eu respondo.
2 minutos, 4, 6, 8, 10 e meio.
Nada.
11 minutos, vou conferir.
oh! apagou!
_______________________________________________________*
Muita gente não vai entender o porque desse post, e eu talvez não queira mesmo explicar, porque é realmente muito complicado. Se eu explicasse, seria ainda mais dificil de entender. E, talvez, se eu explicasse, ficaria mais dificil até mesmo pra mim.
Vou tentar explicar depois.
Tenho muita coisa na cabeça agora.
..
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Porque, assim, eu sou uma barista, né.
Uma barista seria teoricamente uma pessoa que trabalha num bar. (ããããr)
Mas os bares aqui são diferentes, porque as pessoas frequentadoras de bar são consumadores não especialmente de cerveja, ou pinga, ou grappa, ou whisky, ou essas coisas de teor altamente alcoolico. E não se vai a um bar em Roma pra jogar baralho, sinuca, ou ver uma partida do seu time de futebol. O espirito do bar italiano é: a arte de tomar café. E a barista, além de todas as coisas alcoolicas citadas acima, faz os benditos dos cafés, os capuccinos, e todos os derivados que fazemos na grande e mitica: maquina de café, que é o centro da anteção do bar.
Na verdade, é um trabalho muito legal. Pesado, mas até que interessante.
E ainda tem o mais cuidadoso trabalho da barista: lidar com os clientes. Não é dificil, em soma, lidar com as pessoas que vem e vão. A maioria são clientes habituais, que a gente acaba até fazendo amizade, uns viram mesmo amigos, de sair junto e tudo o mais. O problema, ah, o problema. Vou explicar qual é.
Aqui, meu bem, eu sou mais uma das milhoes de ESTRANGEIRAS. E ponto. Sou estrangeira não importa o que eu diga. E o preconceito aqui é realmente fenomenal.
Vendo a situação pelo lado dos italianos, talvez seja até compreensivel (nunca aceitavel, porém). A Italia é um pais com 59,6 milhões de habitantes. A cidade de Roma é a mais populosa, com 2.718.768 de pessoas. Sendo que, de todos esses, 160 mil pessoas são romenas, 30 mil são ciganas e 70 mil são extra-comunitarias (imigrantes de paises que não fazem parte da união européia. Enfim, todos esses imigrantes não trariam tantos problemas a não ser pelo fato que grande parte é ilegal, e muitos dos casos de roubos, assassinatos, estupros, homicidios, agressão e sequestros são causados exatamente por essas pessoas. Os não-italianos.
Deu pra ter uma idéia?
O problema é mesmo grave, alguns italianos realmente odeiam os estrangeiros. E não costumam fazer restriçoes. Quem é estrangeiro, é estrangeiro e pronto, não existe meio termo, eles generalizam mesmo. Pode ser injusto, mas sinceramente, pra eles o que importa? Somos pessoas vivendo num paìs que não é nosso, trabalhando, muitas vezes, no lugar dos italianos, e cobrando menos pra isso. E, como se isso não bastasse, ainda existem os estrangeiros que saem de seus proprios paìses pra virem comemeter crimes aqui. Roubar pessoas que não tem nada a ver com isso, matar ou estuprar gente que realmente não "cabe" na situação.
Voce não se revoltaria?
Cada dia é uma luta praqueles que estão aqui de boa vontade. Ter que provar todos os dias que eu, por exemplo, não vim aqui pra roubar, matar, fazer mal à ninguém. Muito pelo contrario, vim aqui pra estudar, trabalhar, viver a minha vida como viveria no meu paìs, respeitando as pessoas, a cultura, os costumes de cada um.
E quando a gente ouve de um cliente: "Voce é estrangeira, tem que trabalhar e ficar quieta", que tipo de resposta podemos dar à toda essa ignorancia?
O que eu faço é mesmo ficar quieta. E não por medo, por sentir culpa por não ser italiana, por humilhação. Mas simplesmente porque me ENVERGONHO desse tipo de comportamento humano. Me envergonho do fato de existirem no mundo pessoas que matam, roubam, estupram, violentam e mal-tratam. E na mesma medida me envergonho pelas pessoas que humilham, julgam, violentam e mal-tratam verbalmente, e acima de tudo, usam a ignorancia como arma pra se proteger dos comportamentos que não aceitam.
O ser-humano é um bicho estranho.
E às vezes eu me envergonho por pertencer à essa raça.
Uma barista seria teoricamente uma pessoa que trabalha num bar. (ããããr)
Mas os bares aqui são diferentes, porque as pessoas frequentadoras de bar são consumadores não especialmente de cerveja, ou pinga, ou grappa, ou whisky, ou essas coisas de teor altamente alcoolico. E não se vai a um bar em Roma pra jogar baralho, sinuca, ou ver uma partida do seu time de futebol. O espirito do bar italiano é: a arte de tomar café. E a barista, além de todas as coisas alcoolicas citadas acima, faz os benditos dos cafés, os capuccinos, e todos os derivados que fazemos na grande e mitica: maquina de café, que é o centro da anteção do bar.
Na verdade, é um trabalho muito legal. Pesado, mas até que interessante.
E ainda tem o mais cuidadoso trabalho da barista: lidar com os clientes. Não é dificil, em soma, lidar com as pessoas que vem e vão. A maioria são clientes habituais, que a gente acaba até fazendo amizade, uns viram mesmo amigos, de sair junto e tudo o mais. O problema, ah, o problema. Vou explicar qual é.
Aqui, meu bem, eu sou mais uma das milhoes de ESTRANGEIRAS. E ponto. Sou estrangeira não importa o que eu diga. E o preconceito aqui é realmente fenomenal.
Vendo a situação pelo lado dos italianos, talvez seja até compreensivel (nunca aceitavel, porém). A Italia é um pais com 59,6 milhões de habitantes. A cidade de Roma é a mais populosa, com 2.718.768 de pessoas. Sendo que, de todos esses, 160 mil pessoas são romenas, 30 mil são ciganas e 70 mil são extra-comunitarias (imigrantes de paises que não fazem parte da união européia. Enfim, todos esses imigrantes não trariam tantos problemas a não ser pelo fato que grande parte é ilegal, e muitos dos casos de roubos, assassinatos, estupros, homicidios, agressão e sequestros são causados exatamente por essas pessoas. Os não-italianos.
Deu pra ter uma idéia?
O problema é mesmo grave, alguns italianos realmente odeiam os estrangeiros. E não costumam fazer restriçoes. Quem é estrangeiro, é estrangeiro e pronto, não existe meio termo, eles generalizam mesmo. Pode ser injusto, mas sinceramente, pra eles o que importa? Somos pessoas vivendo num paìs que não é nosso, trabalhando, muitas vezes, no lugar dos italianos, e cobrando menos pra isso. E, como se isso não bastasse, ainda existem os estrangeiros que saem de seus proprios paìses pra virem comemeter crimes aqui. Roubar pessoas que não tem nada a ver com isso, matar ou estuprar gente que realmente não "cabe" na situação.
Voce não se revoltaria?
Cada dia é uma luta praqueles que estão aqui de boa vontade. Ter que provar todos os dias que eu, por exemplo, não vim aqui pra roubar, matar, fazer mal à ninguém. Muito pelo contrario, vim aqui pra estudar, trabalhar, viver a minha vida como viveria no meu paìs, respeitando as pessoas, a cultura, os costumes de cada um.
E quando a gente ouve de um cliente: "Voce é estrangeira, tem que trabalhar e ficar quieta", que tipo de resposta podemos dar à toda essa ignorancia?
O que eu faço é mesmo ficar quieta. E não por medo, por sentir culpa por não ser italiana, por humilhação. Mas simplesmente porque me ENVERGONHO desse tipo de comportamento humano. Me envergonho do fato de existirem no mundo pessoas que matam, roubam, estupram, violentam e mal-tratam. E na mesma medida me envergonho pelas pessoas que humilham, julgam, violentam e mal-tratam verbalmente, e acima de tudo, usam a ignorancia como arma pra se proteger dos comportamentos que não aceitam.
O ser-humano é um bicho estranho.
E às vezes eu me envergonho por pertencer à essa raça.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Eu devia parar de assistir filmes.
Quer dizer, como posso assistir de novo "Scusa ma ti chiamo amore" (Desculpa, mas te chamo amor) ?
Porque depois eu fico tããão decepcionada em ver que minha vida não é um filme, que o mocinho nem sempre é um romantico à moda antiga, que não aparece em casa do nada pra me fazer surpresas, que não me faz tirar os pés do chão, que quando me ve não abre um imenso sorriso. O mocinho não me ama. Não, não. Não me ama.
E seria mesmo pedir demais?
Quer dizer, eu também acho que mereço uma historia de filme, sentimentos intensos e cavalos brancos. Nem precisa do cavalo, pra dizer a verdade. Eu queria ... queria FELICIDADE. Queria que existisse um sentimento forte, uma vontade imensa, um pouco de brilho no olhar. No dele, não no meu. Sabe, eu jah, teoricamente, gosto muito dele. Mas é realmente dificil colocar um sentimento em pratica quando o outro te bloqueia tanto.
Eu queria poder dizer, quando estamos abraçados na cama, quase dormindo, que ele é importante pra mim. Sem ter medo de ele se assustar. Seria, na verdade, um pouco absurdo alguém se assustar por ser importante pra mim depois de 7 meses juntos. Mas é absurdamente possivel que isso aconteça.
Porque ... é tão complicado!
Eu tenho uma certa necessidade de ouvir as coisas, sabe.
Mas ando precisando ser muito paciente a aceitar que: "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar", como disse o Rei de um planeta do Pequeno Principe.
Não posso esperar das pessoas mais do que elas podem (ou estão dispostas a) oferecer.
Não posso esperar que ele me diga que vem me buscar toda noite pra dormir com ele porque gosta que eu esteje lah com ele. Não posso esperar que ele me diga que estou muito bonita hoje. Não posso me frustar esperando que ele me diga que me procura, que se preocupa, que faz tanta coisa por mim, simplesmente porque sou importante pra ele de alguma maneira.
E eu não posso, acima de qualquer outra coisa besta que se espera de qualquer relacionamento, esperar que ele faça por mim alguma coisa realmente surpreendente, que me deixe de boca aberta, uma loucura, uma marca pra sempre.
...
Quer dizer, quando as coisas foram acontecendo, eu nunca imaginei que seria assim tão complicado estar com alguém mais velho e nas condiçoes dele. Ele é divorciado, sabe. Na verdade, vai se divorciar oficialmente dia 25 de Fevereiro às 11h da manhã. E acredito que seria mesmo burrice esperar que ele comemorasse comigo, mesmo porque não sou tão segura quanto ao fato de ele querer realmente comemorar esse divorcio. Ele era apaixonado pela ex-mulher, e foi ela quem disse que não o amava mais, assim ele foi embora. (Oh, como isso me parece familiar). O Léo tinha dois anos. Depois ela se arrependeu, e ele ainda a amava, então eles voltaram. E no fim ela decidiu que realmente não o amava mais de verdade, e eles se separaram de novo.
Ele esteve mal, sabe. Claro, depois de 7 anos de casamento. Hoje o Léo tem 5 anos. Ainda não entende bem essa historia toda de separação, e de vez em quando começa a perguntar um monte de coisas pro Emiliano.
- Pai, por que vc escolheu a mamãe pra casar?
- Porque eu a amava.
- E por que ela te escolheu?
- Porque ela me amava.
- Então por que voces não estão mais juntos?
- Por causa de pequenos incompreendidos problemas, Léo.
(Etc eternamente)
Sabe como é agradavel ouvir esse tipo de conversa, han?
E eu não posso nem objetar contra isso, porque afinal fui eu que "criei" essa situação. Fui eu que "escolhi" estar com ele, mesmo sabendo de todos os provaveis inconvenientes.
E é tão dificil pra mim ter que ser assim paciente, compreensiva, tolerante. Quando na verdade eu tenho uma grande sede de viver, de sentir emoçoes fortes, de viver intensamente. E um dia quero sim casar e ter filhos.
Eu não posso esperar isso dele.
Eu não consigo nem ao menos imaginar um futuro com ele. Porque é quase certo que não existirà.
E por outro lado, estar com ele me faz muito bem.
Quer dizer, acho que é hora de parar mesmo de assistir filmes, mesmo que eu desejasse muito que minha vida fosse intenso como um, e viver a minha historia real. Ou pelo menos viver aquilo que me permitem viver.
Devagar, devagar a gente deixa andar.
E o bonito de tuddo isso é que nunca sabemos o final.
Quer dizer, como posso assistir de novo "Scusa ma ti chiamo amore" (Desculpa, mas te chamo amor) ?
Porque depois eu fico tããão decepcionada em ver que minha vida não é um filme, que o mocinho nem sempre é um romantico à moda antiga, que não aparece em casa do nada pra me fazer surpresas, que não me faz tirar os pés do chão, que quando me ve não abre um imenso sorriso. O mocinho não me ama. Não, não. Não me ama.
E seria mesmo pedir demais?
Quer dizer, eu também acho que mereço uma historia de filme, sentimentos intensos e cavalos brancos. Nem precisa do cavalo, pra dizer a verdade. Eu queria ... queria FELICIDADE. Queria que existisse um sentimento forte, uma vontade imensa, um pouco de brilho no olhar. No dele, não no meu. Sabe, eu jah, teoricamente, gosto muito dele. Mas é realmente dificil colocar um sentimento em pratica quando o outro te bloqueia tanto.
Eu queria poder dizer, quando estamos abraçados na cama, quase dormindo, que ele é importante pra mim. Sem ter medo de ele se assustar. Seria, na verdade, um pouco absurdo alguém se assustar por ser importante pra mim depois de 7 meses juntos. Mas é absurdamente possivel que isso aconteça.
Porque ... é tão complicado!
Eu tenho uma certa necessidade de ouvir as coisas, sabe.
Mas ando precisando ser muito paciente a aceitar que: "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar", como disse o Rei de um planeta do Pequeno Principe.
Não posso esperar das pessoas mais do que elas podem (ou estão dispostas a) oferecer.
Não posso esperar que ele me diga que vem me buscar toda noite pra dormir com ele porque gosta que eu esteje lah com ele. Não posso esperar que ele me diga que estou muito bonita hoje. Não posso me frustar esperando que ele me diga que me procura, que se preocupa, que faz tanta coisa por mim, simplesmente porque sou importante pra ele de alguma maneira.
E eu não posso, acima de qualquer outra coisa besta que se espera de qualquer relacionamento, esperar que ele faça por mim alguma coisa realmente surpreendente, que me deixe de boca aberta, uma loucura, uma marca pra sempre.
...
Quer dizer, quando as coisas foram acontecendo, eu nunca imaginei que seria assim tão complicado estar com alguém mais velho e nas condiçoes dele. Ele é divorciado, sabe. Na verdade, vai se divorciar oficialmente dia 25 de Fevereiro às 11h da manhã. E acredito que seria mesmo burrice esperar que ele comemorasse comigo, mesmo porque não sou tão segura quanto ao fato de ele querer realmente comemorar esse divorcio. Ele era apaixonado pela ex-mulher, e foi ela quem disse que não o amava mais, assim ele foi embora. (Oh, como isso me parece familiar). O Léo tinha dois anos. Depois ela se arrependeu, e ele ainda a amava, então eles voltaram. E no fim ela decidiu que realmente não o amava mais de verdade, e eles se separaram de novo.
Ele esteve mal, sabe. Claro, depois de 7 anos de casamento. Hoje o Léo tem 5 anos. Ainda não entende bem essa historia toda de separação, e de vez em quando começa a perguntar um monte de coisas pro Emiliano.
- Pai, por que vc escolheu a mamãe pra casar?
- Porque eu a amava.
- E por que ela te escolheu?
- Porque ela me amava.
- Então por que voces não estão mais juntos?
- Por causa de pequenos incompreendidos problemas, Léo.
(Etc eternamente)
Sabe como é agradavel ouvir esse tipo de conversa, han?
E eu não posso nem objetar contra isso, porque afinal fui eu que "criei" essa situação. Fui eu que "escolhi" estar com ele, mesmo sabendo de todos os provaveis inconvenientes.
E é tão dificil pra mim ter que ser assim paciente, compreensiva, tolerante. Quando na verdade eu tenho uma grande sede de viver, de sentir emoçoes fortes, de viver intensamente. E um dia quero sim casar e ter filhos.
Eu não posso esperar isso dele.
Eu não consigo nem ao menos imaginar um futuro com ele. Porque é quase certo que não existirà.
E por outro lado, estar com ele me faz muito bem.
Quer dizer, acho que é hora de parar mesmo de assistir filmes, mesmo que eu desejasse muito que minha vida fosse intenso como um, e viver a minha historia real. Ou pelo menos viver aquilo que me permitem viver.
Devagar, devagar a gente deixa andar.
E o bonito de tuddo isso é que nunca sabemos o final.
domingo, 18 de janeiro de 2009
As coisas andam bem por aqui, fora o frio, que anda me matando de dor de cabeça.
Mas é normal, eu acho. Quer dizer, eu nunca fui acostumada a esse tipo de frio.
Descobri que o senhor Emiliano andou vizitando meu blog. --'
E é uma grande vantagem ele não falar Portugues, né. ;D
Quer dizer, na maioria dos posts eu falo dele, porque afinal de contas eu falo da minha vida aqui, e ele faz parte. Anda fazendo PARTE DEMAIS, pra falar a verdade.
Sabe, não é por nada, mas não é legal a gente se ver toodo dia. Mesmo que eu sempre esteja bem quando estou com ele, e mesmo que sinta falta quando não o veja. Mas é legal sentir falta de vez em quando. E uma convivencia moderada é sempre uma boa idéia, porque evita discussoes bobas, irritaçoes desnecessarias. Né?
Mas eu entendo que ele queira estar sempre comigo, porque sei como é dificil pra ele estar sozinho.
...
Não é que eu estou sendo muito compreensiva?
Quer dizer, eu sou tão insegura, sabe. Ele também é muito compreensivo comigo, não posso dizer que não. Mas é possivel que essa pulga que eu tenho atras da orelha nunca vai me deixar em paz?
"Tres entradas pro Circo? Por que, se ele ia com o Léo?"
Entende minha paranoia?
Sabe, às vezes eu fico pensando que sou muito menina pra ele, eu sinceramente não entendo, não encontro motivos pra ele gostar de mim. Sou tão inconstante, às vezes sou tão criança, às vezes me vem uma vontade absurda de liberdade.
Não sei se vale a pena deixar minha vida parada no tempo.
Queria tanto ir pra Australia, essa idéia me anima tanto. Mas ia ser tão dificil deixar ele aqui.
Ando descobrindo que é muito mais dificil gostar lentamente, do que gostar de uma vez e pronto. Preciso ponderar as coisas, pensar duas ou tres vezes, pensar e repensar, engolir situaçoes que me incomodam, ser paciente, calma, tolerante, madura pra entender os mil problemas que ele tem, e os mil problemas de estarmos juntos.
Mesmo que ele compense de vez em quando, como quando me traz o café na cama.
E é tão dificil gostar estritamente.
Não é uma paixão arrebatadora, sabe? Quer dizer, ele não me deixa sem ar, não me tira o chão, não deixa motivos pra eu pensar num futuro juntos.
E realmente não consigo imaginar um futuro juntos.
Somos tão diferentes, por mais que a gente se goste.
Não vejo como isso poderia dar certo.
Exisem tantos impedimentos. E não são coisas simples como gostos ou idéias diferentes. São impedimentos realmente grandes, que me impedem de pensar que um dia no futuro poderemos ainda estar juntos.
Mas eu gosto dele. Gosto de mim quando estou com ele. Gosto do jeito desajeitado dele na cama. Gosto do jeito responsavel que ele tem. Gosto de muitas coisas nele.
Embora não entenda porque.
E não entenda o porque de ele gostar de mim.
A gente precisa mesmo entender tudo nessa vida, alias?
Mas é normal, eu acho. Quer dizer, eu nunca fui acostumada a esse tipo de frio.
Descobri que o senhor Emiliano andou vizitando meu blog. --'
E é uma grande vantagem ele não falar Portugues, né. ;D
Quer dizer, na maioria dos posts eu falo dele, porque afinal de contas eu falo da minha vida aqui, e ele faz parte. Anda fazendo PARTE DEMAIS, pra falar a verdade.
Sabe, não é por nada, mas não é legal a gente se ver toodo dia. Mesmo que eu sempre esteja bem quando estou com ele, e mesmo que sinta falta quando não o veja. Mas é legal sentir falta de vez em quando. E uma convivencia moderada é sempre uma boa idéia, porque evita discussoes bobas, irritaçoes desnecessarias. Né?
Mas eu entendo que ele queira estar sempre comigo, porque sei como é dificil pra ele estar sozinho.
...
Não é que eu estou sendo muito compreensiva?
Quer dizer, eu sou tão insegura, sabe. Ele também é muito compreensivo comigo, não posso dizer que não. Mas é possivel que essa pulga que eu tenho atras da orelha nunca vai me deixar em paz?
"Tres entradas pro Circo? Por que, se ele ia com o Léo?"
Entende minha paranoia?
Sabe, às vezes eu fico pensando que sou muito menina pra ele, eu sinceramente não entendo, não encontro motivos pra ele gostar de mim. Sou tão inconstante, às vezes sou tão criança, às vezes me vem uma vontade absurda de liberdade.
Não sei se vale a pena deixar minha vida parada no tempo.
Queria tanto ir pra Australia, essa idéia me anima tanto. Mas ia ser tão dificil deixar ele aqui.
Ando descobrindo que é muito mais dificil gostar lentamente, do que gostar de uma vez e pronto. Preciso ponderar as coisas, pensar duas ou tres vezes, pensar e repensar, engolir situaçoes que me incomodam, ser paciente, calma, tolerante, madura pra entender os mil problemas que ele tem, e os mil problemas de estarmos juntos.
Mesmo que ele compense de vez em quando, como quando me traz o café na cama.
E é tão dificil gostar estritamente.
Não é uma paixão arrebatadora, sabe? Quer dizer, ele não me deixa sem ar, não me tira o chão, não deixa motivos pra eu pensar num futuro juntos.
E realmente não consigo imaginar um futuro juntos.
Somos tão diferentes, por mais que a gente se goste.
Não vejo como isso poderia dar certo.
Exisem tantos impedimentos. E não são coisas simples como gostos ou idéias diferentes. São impedimentos realmente grandes, que me impedem de pensar que um dia no futuro poderemos ainda estar juntos.
Mas eu gosto dele. Gosto de mim quando estou com ele. Gosto do jeito desajeitado dele na cama. Gosto do jeito responsavel que ele tem. Gosto de muitas coisas nele.
Embora não entenda porque.
E não entenda o porque de ele gostar de mim.
A gente precisa mesmo entender tudo nessa vida, alias?
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Quantas vezes eu me peguei pensando: "Poxa, eu sou mesmo uma incompetente". Quer dizer, eu às vezes me irrito de uma tal maneira com o meu jeito de ser que chego a me sentir deprimida e tenho certeza de que, não soh tenho capacidade pra ser melhor, como na mesma medida, não sou capaz de mudar.
Ultimamente parece que as coisas estão piorando.
Eu esqueço TUDO, absolutamente, mesmo as coisas que são de extrema importancia pra mim. Ontem mesmo, esqueci meu computador no supermercado, e não percebi, até que uma amiga minha que trabalha ali veio me trazer. Quer dizer, a coisa anda atingindo o nivel de perigo mesmo, esqueço o fogo ligado, esqueço compromissos importantes, documentos, responsabilidades. E não creio que seja apenas distração minha, não é possivel sinceramente que eu seja descuidada a esse ponto. Ando esquecendo até mesmo as coisas que eu disse, que eu fiz, as pessoas que conheci. Sempre fui assim, meus amigos sabem muito bem disso, mas ultimamente ando passando dos limites.
Me recrimino por não conseguir acabar nenhuma das atividades que começo, por mais simples que sejam, a não ser que eu as tenha feito inumeras vezes repetidamente e criado uma "ordem e sistema" pra ir do começo ao fim sem me esquecer de nada. Como o fechamento do bar, por exemplo. Depois de meses cumprindo a mesma rotina, ficou um pouco mais dificil esquecer de fazer alguma coisa, mas mesmo assim de vez em quando alguma coisa passa "em branco", e no dia seguinte tenho que ouvir bronca.
Adoro conversar, mas me canso de todas as mil vezes que, no meio da conversa, digo: "O que eu tava falando mesmo?". As pessoas não tem muita paciencia pra me ouvir, assim como eu criei uma certa "preguiça" de conversar com elas. Porque é uma atividade que me exige tanto esforço pra me fazer entender e me concentrar, que "é melhor deixar pra um outro dia".
Sou preguiçosa ao extremo, e me envergonho tanto disso.
Até dois minutos atras, eu estava com preguiça de pegar o computador e sentar pra escrever nesse blog, e é exatamente por esse motivo que todos os meus diarios, agendas, blogs e afins, NUNCA foram terminados, nunca nem sequer chegaram na metade. E olha que eu realmente me esforçava pra manter em dia pelo menos minha agenda, que eu gostava tanto.
Não sou capaz de organizar nada com antecedencia, faço tudo sempre de ultima hora. E, mesmo se tenho tempo livre pra organizar uma viagem, por exemplo, o maximo que faço é entrar no site de alguns hotéis. Fora isso, fica tudo sem planejamento, os outros tem que fazer por mim. Não consigo nem ao menos organizar meus horarios. Trabalho das 2h da tarde até a noite, e mesmo tendo toda a manhã livre, estou sempre reclamando que não tenho tempo pra fazer nada. Fazem dois dias que devia ter colocado meu edredom pra lavar, mas ele continua no mesmo lugar de sempre, e sujo.
Esqueço até acontecimentos do meu passado que eu DEVERIA lembrar. Momentos passados com os amigos, familia ou ex namorados, coisas que são importantes pra mim de qualquer maneira. Mas simplesmente "somem" da minha cabeça, e é preciso um grande esforço pra me fazer lembrar.
Nomes, rostos, habitos, numeros de telefone e graus de parentesco sas pessoas ao meu redor, PODE ESQUECER, não lembro mesmo. Talvez depois de meses e meses de convivencia.
Acordar de manhã?
O meu maior sacrificio rotineiro. Conseguir acordar o suficiente pra ver que horas são me requer um esforço sem fim, e quase todos os dias eu desligo o despertador dormindo, perco hora e me irrito extremamente. Quer dizer, na época de escola, eu simplesmente desligava o despertador e voltava a dormir, como se nada tivesse acontecido. E na verdade, não tinha mesmo, porque eu não estava acordada, e não tinha nenhuma noção do que tinha feito. E ficava mesmo muito chateada quando minha mãe brigava comigo quando me encontrava dormindo ainda, às 9h da manhã, quando eu deveria estar na escola às 7.
Passo a maior parte do meu tempo entediada, de saco cheio de alguma coisa que eu nunca sei o que é, talvez a falta de emoçoes fortes, como disse tantas vezes. Não faço a menor idéia do porque de me sentir assim tão pessimista em confronto com a minha vida ou o meu dia-a-dia. Não tenho idéia de como vai ser minha vida daqui a 10 anos, nem ao menos daqui a 10 minutos, mas o pior é que não sei nem como eu quero que ela seja. Quer dizer, não tenho planos, nem muitos objetivos a conquistar, levo a vida como ela vem.
Pode paracer absolutamente normal a descrição que acabei de fazer, a não ser pelo fato que eu SEMPRE fui assim, desde que me conheço por gente.
Por mais que sempre tenha tirado boas notas na escola, e tenha sido considerada "inteligente", sempre fui recriminada pela falta de atenção, de dedicação e responsabilidade. Eu simplesmente não conseguia me concentrar e nunca era capaz de explicar porque não tinha feito a lição de casa. Eu nunca fazia! Não conseguia sentar e estudar, a não ser que fosse alguma coisa que eu adorasse, como literatura ou geografia fisica. E ainda hoje, sou assim.
Se devo escrever uma carta (e na verdade, tenho que escrever MUITAS), não consigo passar do "Oi". Tenho um branco horrivel quando mais preciso escrever. Tudo que eu escrevo, meu blog, minhas cartas, minhas poesias, TUDO, é porque me vem uma vontade "do nada", e eu posso passar horas e horas escrevendo, verdadeiramente concentrada, sem que nada me tire a atenção. Quer dizer, se sou capaz de me concentrar, e isso foi provado por mim mesma, porque não sou capaz de me concentrar sempre? De sempre ternimar o que começo? De sempre estar em dia com as minhas responsabilidades?
Eu simplesmente não encontro uma explicação, nem mesmo vejo uma luz de solução no fim do tunel. Quer dizer, é mesmo possivel que seja uma falha de carater e ponto? Sera que eu sou mesmo assim desatenta e não seja capaz de mudar?
Sinceramente, cansei de acordar me sentindo uma metade do que poderia ser, cansei de me sentir incapaz, impotente, de me recriminar pelo modo com que me comporto.
E não sei mais o que fazer pra seguir em frente: simplesmente me acostumar e até me adaptar, ou mudar. Por mais que eu jah tenha tentado, e não tenha obtido resultados.
Uff.
Cansei.
Ultimamente parece que as coisas estão piorando.
Eu esqueço TUDO, absolutamente, mesmo as coisas que são de extrema importancia pra mim. Ontem mesmo, esqueci meu computador no supermercado, e não percebi, até que uma amiga minha que trabalha ali veio me trazer. Quer dizer, a coisa anda atingindo o nivel de perigo mesmo, esqueço o fogo ligado, esqueço compromissos importantes, documentos, responsabilidades. E não creio que seja apenas distração minha, não é possivel sinceramente que eu seja descuidada a esse ponto. Ando esquecendo até mesmo as coisas que eu disse, que eu fiz, as pessoas que conheci. Sempre fui assim, meus amigos sabem muito bem disso, mas ultimamente ando passando dos limites.
Me recrimino por não conseguir acabar nenhuma das atividades que começo, por mais simples que sejam, a não ser que eu as tenha feito inumeras vezes repetidamente e criado uma "ordem e sistema" pra ir do começo ao fim sem me esquecer de nada. Como o fechamento do bar, por exemplo. Depois de meses cumprindo a mesma rotina, ficou um pouco mais dificil esquecer de fazer alguma coisa, mas mesmo assim de vez em quando alguma coisa passa "em branco", e no dia seguinte tenho que ouvir bronca.
Adoro conversar, mas me canso de todas as mil vezes que, no meio da conversa, digo: "O que eu tava falando mesmo?". As pessoas não tem muita paciencia pra me ouvir, assim como eu criei uma certa "preguiça" de conversar com elas. Porque é uma atividade que me exige tanto esforço pra me fazer entender e me concentrar, que "é melhor deixar pra um outro dia".
Sou preguiçosa ao extremo, e me envergonho tanto disso.
Até dois minutos atras, eu estava com preguiça de pegar o computador e sentar pra escrever nesse blog, e é exatamente por esse motivo que todos os meus diarios, agendas, blogs e afins, NUNCA foram terminados, nunca nem sequer chegaram na metade. E olha que eu realmente me esforçava pra manter em dia pelo menos minha agenda, que eu gostava tanto.
Não sou capaz de organizar nada com antecedencia, faço tudo sempre de ultima hora. E, mesmo se tenho tempo livre pra organizar uma viagem, por exemplo, o maximo que faço é entrar no site de alguns hotéis. Fora isso, fica tudo sem planejamento, os outros tem que fazer por mim. Não consigo nem ao menos organizar meus horarios. Trabalho das 2h da tarde até a noite, e mesmo tendo toda a manhã livre, estou sempre reclamando que não tenho tempo pra fazer nada. Fazem dois dias que devia ter colocado meu edredom pra lavar, mas ele continua no mesmo lugar de sempre, e sujo.
Esqueço até acontecimentos do meu passado que eu DEVERIA lembrar. Momentos passados com os amigos, familia ou ex namorados, coisas que são importantes pra mim de qualquer maneira. Mas simplesmente "somem" da minha cabeça, e é preciso um grande esforço pra me fazer lembrar.
Nomes, rostos, habitos, numeros de telefone e graus de parentesco sas pessoas ao meu redor, PODE ESQUECER, não lembro mesmo. Talvez depois de meses e meses de convivencia.
Acordar de manhã?
O meu maior sacrificio rotineiro. Conseguir acordar o suficiente pra ver que horas são me requer um esforço sem fim, e quase todos os dias eu desligo o despertador dormindo, perco hora e me irrito extremamente. Quer dizer, na época de escola, eu simplesmente desligava o despertador e voltava a dormir, como se nada tivesse acontecido. E na verdade, não tinha mesmo, porque eu não estava acordada, e não tinha nenhuma noção do que tinha feito. E ficava mesmo muito chateada quando minha mãe brigava comigo quando me encontrava dormindo ainda, às 9h da manhã, quando eu deveria estar na escola às 7.
Passo a maior parte do meu tempo entediada, de saco cheio de alguma coisa que eu nunca sei o que é, talvez a falta de emoçoes fortes, como disse tantas vezes. Não faço a menor idéia do porque de me sentir assim tão pessimista em confronto com a minha vida ou o meu dia-a-dia. Não tenho idéia de como vai ser minha vida daqui a 10 anos, nem ao menos daqui a 10 minutos, mas o pior é que não sei nem como eu quero que ela seja. Quer dizer, não tenho planos, nem muitos objetivos a conquistar, levo a vida como ela vem.
Pode paracer absolutamente normal a descrição que acabei de fazer, a não ser pelo fato que eu SEMPRE fui assim, desde que me conheço por gente.
Por mais que sempre tenha tirado boas notas na escola, e tenha sido considerada "inteligente", sempre fui recriminada pela falta de atenção, de dedicação e responsabilidade. Eu simplesmente não conseguia me concentrar e nunca era capaz de explicar porque não tinha feito a lição de casa. Eu nunca fazia! Não conseguia sentar e estudar, a não ser que fosse alguma coisa que eu adorasse, como literatura ou geografia fisica. E ainda hoje, sou assim.
Se devo escrever uma carta (e na verdade, tenho que escrever MUITAS), não consigo passar do "Oi". Tenho um branco horrivel quando mais preciso escrever. Tudo que eu escrevo, meu blog, minhas cartas, minhas poesias, TUDO, é porque me vem uma vontade "do nada", e eu posso passar horas e horas escrevendo, verdadeiramente concentrada, sem que nada me tire a atenção. Quer dizer, se sou capaz de me concentrar, e isso foi provado por mim mesma, porque não sou capaz de me concentrar sempre? De sempre ternimar o que começo? De sempre estar em dia com as minhas responsabilidades?
Eu simplesmente não encontro uma explicação, nem mesmo vejo uma luz de solução no fim do tunel. Quer dizer, é mesmo possivel que seja uma falha de carater e ponto? Sera que eu sou mesmo assim desatenta e não seja capaz de mudar?
Sinceramente, cansei de acordar me sentindo uma metade do que poderia ser, cansei de me sentir incapaz, impotente, de me recriminar pelo modo com que me comporto.
E não sei mais o que fazer pra seguir em frente: simplesmente me acostumar e até me adaptar, ou mudar. Por mais que eu jah tenha tentado, e não tenha obtido resultados.
Uff.
Cansei.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
oooo, CARAMBA!
ontem eu me toquei que tinha que me decidir: ir pra Australia ou ficar.
e, como eu disse no outro post, corria o risco de me apaixonar.
e, caramba, acho que isso estah mesmo acontecendo.
quer dizer, todo mundo tinha me dito, eu é que não acreditava.
enfim.
fiquei me atormentando com isso ontem o dia todo.
depois de conversar com o Stanley, vi que devia abrir o jogo.
e essa é uma tradução tosca da minha conversa com ele.
e amanhã o meu parecer sobre.
- ei, tah aih?
- não.
- que pena.
- o que me conta?
- nada, e vc?
- um dia de merda.
- porque?
- faltavam 4 pessoas no trabalho.
- ooooo, caramba. te mataram de trabalhar, é?
- to soh um pouco cansado.
- ah, imagino.
- o que vc tah fazendo?
- to pensando, e vc?
- em que?
- preciso tomar uma decisão importante. e vc, o que tah fazendo?
- falando com vc.
- hasuahushauhsuahsuahsa; ceerto.
- posso te ajudar?
- ooo meu Deus, não sei. soh hoje eu vi que tenho que tomar essa decisão.
- o que aconteceu?
- talvez eu deva deixar as coisas acontecerem sozinhas, e com o tempo saberei o que fazer.
- tem a ver comigo?
- metade sim.
- explique-se melhor.
- lembra que eu disse que talvez fosse pra Australia?
- e então?
- então que antes eu era segura, agora não sou mais.
- por que?
- não sei se devo te dizer o porque, não quero te assustar.
- me assustar?
- é, dizer o que eu sinto, talvez seja muito cedo.
- estou me tornando um problema pra vc?
- não, pelo contrario. o problema é vc tah se tornando muito importante pra mim.
- eu sou assim.
- assim como?
- quando estou bem com uma pessoa, preciso dela.
- mas o problema é que vc é importante de verdade, não soh pelo sexo, existem outras coisas em vc que eu gosto.
- eu não estava me referindo soh ao sexo, mas tudo que o circunda.
- o problema é que antes eu era segura que deixaria tudo aqui pra ir embora pra qualquer lugar, sempre pensei que não nasci pra estar parada. mas agora é diferente.
- e por que justo hoje?
- porque...não sei! passamos tantos momentos bonitos juntos, e acho que estou me apaixonando. (vergonha)
- e vc tem medo?
- claro, acho que é o que eu mais tenho medo.
- acho que dessa vez não posso mesmo te ajudar.
- por que?
- é uma decisão que soh vc pode tomar, é a sua vida. mas saiba que nesse momento eu ficaria muito chateado se vc partisse.
- eu acho que vc pode sim me ajudar. preciso saber o que vc sente, não posso deixar acontecer em vão, naum sei se vc entende.
- parece que tudo que aconteceu entre a gente até hoje tem um significado, mesmo que naum diga nada.
- eu sei, eu sei, mas não sei até que ponto sou importante pra vc. não posso me apaixonar por alguém que não sente nada de verdade por mim, jah me machuquei com isso. é dificil eu me apaixonar por alguém. olha soh, demorei 6 meses pra perceber que talvez por vc eu fique.
- não sei o que dizer.
- (triste) sabia que não devia ter dito nada.
- pelo contrario, se vc quer saber.
- por que?
- soh posso te dizer che: eu te procuro sempre, estou bem com vc, quando temos tempo pra estar juntos estou sempre muito bem, organizei o natal na monatanha pra estar com vc, e acredito que tenha ainda mais. eu gosto de vc.
(tempo pra digerir)
- eu estou bem com vc, naum quero perder isso, não quero te perder.
(ele colocou uma foto nossa no msn)
- bonita foto.
- é, pra tirar uma foto com vc, vc tem que tirar pelo menos umas 40 sozinha. por sorte ficou boa.
- ficou muito boa. to te fazendo ficar acordado quando vc tah morrendo de sono, né?
- um pouco.
- como sempre.
- é, mas entre a noite que passei com vc e o dia de trabalho, eu aguento muito bem.
- haushuahsuhausa; vc acha? a gente nem foi dormir muito tarde ontem.
- nem sei que horas eram.
- meia noite e meia.
- e 65 vezes que me ligaram pq soou o alarme da loja.
- haushuahsuahusa; verdade. soh me toquei hoje de manhã, tava dormindo pesado. agora acho que é melhor dormir, né?
- acho que sim. vc falou com a monia? acrescenta isso na lista que eu te fiz.
- que lista?
- da montanha, dos dias que vou te buscar e etc.
- ah, tem razão.
- se um dia vc puder sair antes do trabalho, me fala.
- e se vc uma quarta-feira não for buscar o léo, me fala.
- ok.
- agora boa noite, obrigada e desculpa qualquer coisa.
- desculpa o que?
- não sei, se te irritei, sei lah.
- não vou nem responder. boa noite.
- boa noite.
- um beeeeeijo.
- :*
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Uff. Hoje eu estou cansada. Quer dizer, MUITO cansada, extremamente cansada. Acho que alguém nesse mundo jah chegou ao ponto de, como eu, querer chorar de tanto cansaço. Esse trabalho ainda me mata.
Pulando como sempre pra parte boa, nem sequer escrevi aqui sobre o meu ano-novo. Não teve neve, nem nada, mas eu me diverti horrores até seis e meia da manhã, o Emiliano me chamou de "namorada" e ainda ganhamos 180 euros num jogo de poquer, fora as coisas que se faz normalmente no ano-novo quando estamos com alguém, que é melhor deixar em off. Quer dizer, existe maneira melhor de começar um ano novo?
Depois um primeiro de Janeiro cheio de demonstraçoes de afeto, cheio de carinho. E depois disso os dias com ELE tem sido cada vez melhores.
Ontem, AUGURI, mulherada, dia da Befana. Dia de dar presente pro filho do Emiliano, o Leo. Mas a maior parte do presente foi minha, jah que o Léo (que, deixemos claro, é um tipo muito dificil de criança de 5 anos) me convidou pra ir jantar com eles. E depois disso me chamou de mãe.
!!!!!
Essa não foi uma coisa muito legal. Quer dizer, se a mãe dele ouvisse isso, cairia mortinha na hora. Ainda bem que ela não estava por perto.
Enfim, melhoras no comportamento do Léo, melhoras no comportamento do Emiliano, espero que eu também tenha melhorado, não?
Conversa de meia-noite:
- Mas vc sabe que no começo é sempre bom.
- O que não significa que vai acabar ruim como aconteceu antes. Nenhum relacionamento é igual ao outro.
- Então eu espero sinceramente que o nosso seja uma excessão, porque eu adoro estar com vc.
*.*
Pulando como sempre pra parte boa, nem sequer escrevi aqui sobre o meu ano-novo. Não teve neve, nem nada, mas eu me diverti horrores até seis e meia da manhã, o Emiliano me chamou de "namorada" e ainda ganhamos 180 euros num jogo de poquer, fora as coisas que se faz normalmente no ano-novo quando estamos com alguém, que é melhor deixar em off. Quer dizer, existe maneira melhor de começar um ano novo?
Depois um primeiro de Janeiro cheio de demonstraçoes de afeto, cheio de carinho. E depois disso os dias com ELE tem sido cada vez melhores.
Ontem, AUGURI, mulherada, dia da Befana. Dia de dar presente pro filho do Emiliano, o Leo. Mas a maior parte do presente foi minha, jah que o Léo (que, deixemos claro, é um tipo muito dificil de criança de 5 anos) me convidou pra ir jantar com eles. E depois disso me chamou de mãe.
!!!!!
Essa não foi uma coisa muito legal. Quer dizer, se a mãe dele ouvisse isso, cairia mortinha na hora. Ainda bem que ela não estava por perto.
Enfim, melhoras no comportamento do Léo, melhoras no comportamento do Emiliano, espero que eu também tenha melhorado, não?
Conversa de meia-noite:
- Mas vc sabe que no começo é sempre bom.
- O que não significa que vai acabar ruim como aconteceu antes. Nenhum relacionamento é igual ao outro.
- Então eu espero sinceramente que o nosso seja uma excessão, porque eu adoro estar com vc.
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