Quando definimos que alguém é o amor da nossa vida?
Quando o vemos pela primeira vez? Na hora do primeiro beijo? Na primeira transa?
Eu acho que o eu vou descobrir quem é o amor da minha vida quando esse alguém viver minha vida comigo. E acredito que é impossível sabermos antes disso.
O amor das nossas vidas não é aquele cara por quem nos apaixonamos quando somos adolescentes, não é o cara do primeiro beijo, não é o cara da primeira vez, nem ao menos aquele com quem planejamos pela primeira vez uma vida a dois. Não é o cara que desejamos ter ao nosso lado pro resto da vida. O amor da minha vida vai ser aquele que FICAR.
Vai ser aquele velhinho de 90 anos que vai estar ao meu lado, olhando pra trás e se sentindo feliz comigo.
Esses dias eu briguei com o meu cunhado porque disse que se eu chegasse aos 40 sem ter me casado ou sem estar com alguém, faria um filho mesmo assim. Ele disse que era muito egoísta da minha parte dizer isso, ainda mais na frente do Emiliano.
Mil desculpas, mas a unica coisa da vida que tenho certeza é a morte. Não sei o que me espera daqui 5 minutos, imagina daqui 20 anos.
O que eu posso é fazer planos, e com certeza o Emiliano faz parte desses planos. Mas se um dia ele não quiser ou não for mais possível que ele faça parte do meu futuro, vou ter que continuar a vida sem ele, não? Não é porque eu decidi que é com ele que eu quero passar o resto da minha vida que isso tenha obrigatoriamente que ser verdade. Nem pra mim, imagina pra ele.
Hoje sou completamente, bobamente e loucamente apaixonada por ele. Mas quem me garante que vai continuar sendo assim daqui algum tempo? E, mais importante ainda, quem disse que pra ele vai ser sempre assim? Pode ser que o amor acabe, embora meu lado romântico queira acreditar que é impossível que um dia eu o veja dormir (como estou fazendo nesse exato momento) e não sinta meus olhos marejarem.
De certezas nessa vida temos realmente poucas, e por mais que ele seja uma das certezas que eu mais gostaria de ter, o mundo dà muitas voltas.
Eu quero me casar, ter filhos, uma casa, um cachorro e quem sabe um gato. Quero viajar junto, fazer piquenique no parque, ir ao cinema, passar as férias na praia. E quero que seja com ele. E se isso um dia não for possível, com certeza vou sofrer muito, vou perder meu chão e acreditar por alguns dias que minha vida acabou. Mas uma hora ou outra vou ter que levantar e levar minha vida avante.
Não me parece uma resolução muito egoísta.
O fato é que o Emiliano mudou minha vida. Continuo a mesma Carol de sempre, mas ele me faz crescer a cada dia, e continuar a menina de quem ele pode tomar conta. Ele me fez acreditar em coisas que eu pensava que não valessem mais a pena. Ele me devolveu as borboletas no estômago. Ele me deu a alegria de esperar ele chegar do trabalho todos os dias. Ele me faz feliz a cada dia.
E se um dia ele não fizer mais parte do meu presente, vai continuar fazendo parte da minha vida, porque hoje ele faz parte de mim e não pode ir embora sem deixar uma marca ou um grande fragmento dentro de mim.
Sou feliz por estar vivendo esse amor com ele, e espero que seja o amor de toda a minha vida. Mas é sò o que eu posso fazer: ESPERAR.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Corte de cabelo;
Quer dizer, quando decidimos de mudar a aparência, significa que queremos na verdade mudar alguma coisa na nossa vida ou simplesmente ter mais uma razão pra se olhar em todos os vidros que encontrar pela rua?
Bom, eu acabei de mudar completamente minha aparência. (!!!)
Todos os dias dos último 8 meses acordo depois das 11h da manha, ou pelo menos faço o possível pra que isso aconteça, mesmo que isso signifique cancelar compromissos importantes, deixar de sair com os meus amigos ou não limpar a casa e lavar a roupa. São 8 meses que eu não faço nada da minha vida a não ser vive-la com todo o tempo do mundo. E sem nenhuma grana.
Quando temos todo o tempo do mundo, temos vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, e um dia pode parecer uma semana. E depois de muito tempo tendo todo o tempo do mundo, as coisas parecem se inverter. Os dias são curtos quando acordamos ao meio- dia, e a louça na pia parece não ser mais uma besteira, uma coisa fácil de se fazer. A internet perde a graça, na TV nunca tem nada de interessante, afrontar o frio pra sair pra passear não me parece uma ótima idéia. E a vontade que antes era tão viva de encontrar um emprego e sair dessa monotonia pouco a pouco vai sumindo. Estranhamente, às vezes volta, mas o que realmente toma conta de cada pedaço do meu corpo é a grande vontade de não fazer nada e procurar mil desculpas pra isso.
Sempre me considerei uma pessoa preguiçosa, mas chegar a esse ponto do ócio me reforça os conceitos de que a mente comanda o corpo e vice-versa. E sem nenhuma atividade de corpo ou mente, é muito fácil cair nas graças da preguiça predominante, ainda mais levando em consideração que o ser humano tende sempre ao menor nível de esforço possível.
Hunf.
Cortar o cabelo não foi uma decisão tomada pra combater o ócio, mas pra combater a raiva que eu sinto de toda essa preguiça. E não sò da preguiça, mas do julgamento das pessoas ao meu redor, de cada vez que alguém me pergunta "Sei documento jà saiu?", de cada vez que preciso de grana pra cada mínima coisa, cada vez que minha sogra me presenteia com 50 euros.
No fim das contas cansei de sentir raiva, e acho que isso é o que mais preocupa.
Hoje mudei meu cabelo, mudei meu jeito de falar no telefone com a minha mãe e com a minha irmã. Mudei o fato da internet não ser mais interessante e estou vendo um fime muito bom na TV.
Mudei o que me era permitido mudar no momento e não sei por quanto tempo essa mudança vai durar. Sei que não posso me entregar ao ócio, e por isso recorri aos velhos tempos desse blog. Falar de mim, da minha vida, do que eu sinto e algumas vezes do que eu sonho.
Espero que isso me ajude.
"You are the only exception".
Bom, eu acabei de mudar completamente minha aparência. (!!!)
Todos os dias dos último 8 meses acordo depois das 11h da manha, ou pelo menos faço o possível pra que isso aconteça, mesmo que isso signifique cancelar compromissos importantes, deixar de sair com os meus amigos ou não limpar a casa e lavar a roupa. São 8 meses que eu não faço nada da minha vida a não ser vive-la com todo o tempo do mundo. E sem nenhuma grana.
Quando temos todo o tempo do mundo, temos vontade de fazer tudo ao mesmo tempo, e um dia pode parecer uma semana. E depois de muito tempo tendo todo o tempo do mundo, as coisas parecem se inverter. Os dias são curtos quando acordamos ao meio- dia, e a louça na pia parece não ser mais uma besteira, uma coisa fácil de se fazer. A internet perde a graça, na TV nunca tem nada de interessante, afrontar o frio pra sair pra passear não me parece uma ótima idéia. E a vontade que antes era tão viva de encontrar um emprego e sair dessa monotonia pouco a pouco vai sumindo. Estranhamente, às vezes volta, mas o que realmente toma conta de cada pedaço do meu corpo é a grande vontade de não fazer nada e procurar mil desculpas pra isso.
Sempre me considerei uma pessoa preguiçosa, mas chegar a esse ponto do ócio me reforça os conceitos de que a mente comanda o corpo e vice-versa. E sem nenhuma atividade de corpo ou mente, é muito fácil cair nas graças da preguiça predominante, ainda mais levando em consideração que o ser humano tende sempre ao menor nível de esforço possível.
Hunf.
Cortar o cabelo não foi uma decisão tomada pra combater o ócio, mas pra combater a raiva que eu sinto de toda essa preguiça. E não sò da preguiça, mas do julgamento das pessoas ao meu redor, de cada vez que alguém me pergunta "Sei documento jà saiu?", de cada vez que preciso de grana pra cada mínima coisa, cada vez que minha sogra me presenteia com 50 euros.
No fim das contas cansei de sentir raiva, e acho que isso é o que mais preocupa.
Hoje mudei meu cabelo, mudei meu jeito de falar no telefone com a minha mãe e com a minha irmã. Mudei o fato da internet não ser mais interessante e estou vendo um fime muito bom na TV.
Mudei o que me era permitido mudar no momento e não sei por quanto tempo essa mudança vai durar. Sei que não posso me entregar ao ócio, e por isso recorri aos velhos tempos desse blog. Falar de mim, da minha vida, do que eu sinto e algumas vezes do que eu sonho.
Espero que isso me ajude.
"You are the only exception".
quinta-feira, 25 de março de 2010
Destino;
Só se tem uma visão global de uma sucessão de fatos quando estes deixam de ter utilidade. Quem tiver a pretensão de entender o destino, tem que sobreviver a ele.
Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve? Para aceitar que, daqui a algum tempo, nós não vamos mais pertencer a esse mundo?
Se você tivesse em seu poder um vidro contendo uma bebida mágica, que se você bebesse metade do conteúdo viveria para sempre, e se desse a outra metade à pessoa que você ama, vocês poderiam literalmente viver um amor eterno, você beberia? Aceitaria viver até o fim da humanidade ou escolheria uma vida comum, com o tempo aproximado de 90 anos?
Que meios temos de alcançar a imortalidade?
Que meios temos de vivermos mortalmente da melhor forma possível?
Existe um mundo. Em termos de probabilidade, isso é algo que esbarra no limite do impossível. Teria sido muito mais digno se, por acaso, não existisse nada. Nesse caso, ninguém teria começado a perguntar por que não havia nada.
Ante um olhar imparcial, o mundo não se apresenta apenas como improvável fato único, mas como uma constante carga para a razão. Quer dizer, se é que existe a razão, se é que existe uma razão neutra.
A insensatez do mundo não tem mais limites, nem fronteiras.
O ser humano talvez seja o único ser vivo em todo universo a ter uma consciência universal. Nesse caso, não é só uma responsabilidade global conservar os habitats deste planeta, mas uma responsabilidade cósmica. Um dia, a escuridão poderá voltar a cobrir tudo. E o espírito de Deus já não voará sobre as águas.
O que você vai fazer da sua vida agora?
*I don’t know if life is greater than death, but love was more than either* [Tristão e Isolda]
Será que eu e você podemos fazer alguma coisa para aceitar que a vida seja tão breve? Para aceitar que, daqui a algum tempo, nós não vamos mais pertencer a esse mundo?
Se você tivesse em seu poder um vidro contendo uma bebida mágica, que se você bebesse metade do conteúdo viveria para sempre, e se desse a outra metade à pessoa que você ama, vocês poderiam literalmente viver um amor eterno, você beberia? Aceitaria viver até o fim da humanidade ou escolheria uma vida comum, com o tempo aproximado de 90 anos?
Que meios temos de alcançar a imortalidade?
Que meios temos de vivermos mortalmente da melhor forma possível?
Existe um mundo. Em termos de probabilidade, isso é algo que esbarra no limite do impossível. Teria sido muito mais digno se, por acaso, não existisse nada. Nesse caso, ninguém teria começado a perguntar por que não havia nada.
Ante um olhar imparcial, o mundo não se apresenta apenas como improvável fato único, mas como uma constante carga para a razão. Quer dizer, se é que existe a razão, se é que existe uma razão neutra.
A insensatez do mundo não tem mais limites, nem fronteiras.
O ser humano talvez seja o único ser vivo em todo universo a ter uma consciência universal. Nesse caso, não é só uma responsabilidade global conservar os habitats deste planeta, mas uma responsabilidade cósmica. Um dia, a escuridão poderá voltar a cobrir tudo. E o espírito de Deus já não voará sobre as águas.
O que você vai fazer da sua vida agora?
*I don’t know if life is greater than death, but love was more than either* [Tristão e Isolda]
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Ovo e Presunto;
Na vida podemos ser ovo ou presunto.
Ovo é uma colaboração da galinha, é um trabalho que precisa de um pedaço dela mesma, é dar parte da sua capacidade pra construir alguma coisa.
Mas o presunto é o porco no seu 100%, é um dar-se por inteiro, sem limites e sem pedaços.
[ Grey's Anatomy ]
Como eu me comporto em momentos de pânico?
Um dia fui jantar na casa da minha cunhada e, no meio da janta, meu sobrinho de 4 anos engoliu um pedaço de salame inteiro. Enquanto estavam todos conversando tranqüilamente, olhei pro meu sobrinho sentado na minha frente e ele não estava mais respirando. Estava ficando roxo, e como ele era muito quietinho, ninguém percebeu nada. Entrei em pânico, e a unica coisa que eu fui capaz de fazer foi dar uma cotovelada no Emiliano sentado do meu lado. Ele viu o que estava acontecendo, levantou, pegou o sobrinho e tomou todas as atitudes justas num um momento como aquele. Todos na mesa se levantaram pra ajudar e eu continuei sentada, em choque, vendo aquela criança de 4 anos cada vez mais roxa e sem conseguir respirar. Quando finalmente a situação foi resolvida, ele cuspiu o pedaço de salame, todos se acalmaram muito rapidamente. Mas eu continuava ali parada, sem saber como reagir.
...
E se a vida daquela criança dependesse de mim?
Se estivéssemos eu e ele sozinhos naquela casa e ele engasgasse, como eu reagiria?
Fiquei com vergonha da minha incapacidade de agir de impulso numa situação de perigo.
Não fui forte o suficiente pra ser Presunto?
Ou eu fui Ovo por saber que outras pessoas podiam agir por mim?
Ovo é uma colaboração da galinha, é um trabalho que precisa de um pedaço dela mesma, é dar parte da sua capacidade pra construir alguma coisa.
Mas o presunto é o porco no seu 100%, é um dar-se por inteiro, sem limites e sem pedaços.
[ Grey's Anatomy ]
Como eu me comporto em momentos de pânico?
Um dia fui jantar na casa da minha cunhada e, no meio da janta, meu sobrinho de 4 anos engoliu um pedaço de salame inteiro. Enquanto estavam todos conversando tranqüilamente, olhei pro meu sobrinho sentado na minha frente e ele não estava mais respirando. Estava ficando roxo, e como ele era muito quietinho, ninguém percebeu nada. Entrei em pânico, e a unica coisa que eu fui capaz de fazer foi dar uma cotovelada no Emiliano sentado do meu lado. Ele viu o que estava acontecendo, levantou, pegou o sobrinho e tomou todas as atitudes justas num um momento como aquele. Todos na mesa se levantaram pra ajudar e eu continuei sentada, em choque, vendo aquela criança de 4 anos cada vez mais roxa e sem conseguir respirar. Quando finalmente a situação foi resolvida, ele cuspiu o pedaço de salame, todos se acalmaram muito rapidamente. Mas eu continuava ali parada, sem saber como reagir.
...
E se a vida daquela criança dependesse de mim?
Se estivéssemos eu e ele sozinhos naquela casa e ele engasgasse, como eu reagiria?
Fiquei com vergonha da minha incapacidade de agir de impulso numa situação de perigo.
Não fui forte o suficiente pra ser Presunto?
Ou eu fui Ovo por saber que outras pessoas podiam agir por mim?
domingo, 31 de janeiro de 2010
Sunday Morning;
12/12/07
Toda vez que assisto ao comercial do Pão de Açúcar, passo horas e horas com o slogan na cabeça: “Afinal, o que faz você feliz?”.
Algumas pessoas dizem que a palavra “feliz” só vem acompanhada do verbo “estar” e não do verbo “ser”, ou seja, certo seria dizer “Eu estou feliz”, e não “Eu sou feliz”. A felicidade então seria um estado temporário, um sentimento passageiro?
Eu discordo. Felicidade, no meu ponto de vista, é quase uma filosofia de vida, uma escolha. Ela está aí, em todo lugar. Você é quem tem que saber aproveitar as oportunidades de ver a felicidade nas coisas mais simples e cotidianas.
Primeiro, esqueça aquele jargão pessimista que diz que “A felicidade não bate duas vezes à sua porta”. É uma mentira deslavada. Todos os dias, a cada minuto, em cada momento da sua vida, a felicidade não só bate à sua porta, como também costuma esbarrar na gente, trombar, cair na nossa frente. E dificilmente reparamos nessa felicidade toda espalhada por aí.
Você pode me dizer que sua vida é um saco, que você não tem ninguém, perdeu a mãe, brigou com o namorado/namorada, vai mal na escola, é feio (a), chato (a), levou uma mordida de cachorro, está deprimido porque até sua tartaruga fugiu de você e pode me dizer até que você é emo. Mas eu garanto que nada disso é motivo pra você não enxergar a alegria que existe no simples ato de viver.
Felicidade é uma palavra abstrata, ou seja, não é possível pegar a felicidade, amarra-la no pé da cama e dizer: “Ahá, agora a felicidade é minha”. Exatamente por esse motivo, presumo também que ela não esteja ligada diretamente à coisas materiais, como pessoas ou coisas.
Podemos encontrar a felicidade num dia de sol, com um céu azulzinho, aquela brisa gostosa, uma varanda e uma rede. Ou num dia de chuva, com o céu todo cinza e aquele tempo frio, clima ideal pra ficar embaixo do edredom vendo filme e tomando chocolate quente. Num passeio para a praia com os amigos, aqueles fins-de-semana em que vocês enchem a cara, seja lá do que for (crianças, não façam isso em casa), passam horas e horas falando besteira e rindo da cara uns dos outros. Naquele almoço de família, dia de relembrar a infância e todas as situações engraçadas e constrangedoras que vocês já passaram juntos. Ou mesmo naquele dia de dia de ficar sozinho (a) em casa e passar o dia todo fazendo nada. Cabe a você encontrar a felicidade em cada situação.
A felicidade está nas atitudes mais cotidianas. Acordar e dar aquela espreguiçada gostosa, comer uma tigela de sucrilhos ou qualquer outra coisa que você goste muito, tomar um bom banho e escovar os dentes.
Num sorriso sincero, numa flor nova que surgiu no jardim, num gato dormindo esticado ao sol, nos passarinhos brincando nas árvores, no vento que bate no seu rosto.
Naqueles momentos inesquecíveis, rir de si mesmo, correr e brincar como quando era criança, se jogar na diversão, ataques de riso, guerras de cócegas, dias de fazer-nada com os amigos, dia de acordar tarde, contar piadas sem-graça, fazer guerrinha de batata frita no Mc Donald’s, atravessa a correndo o sinal vermelho, fazer compras, sessões de fotos.
A felicidade está presente em todas as coisas simples e muito mais, está presente em tudo que você fizer. Sabe onde você pode encontrar a verdadeira felicidade? Aí, oh. Bem aí, dentro de você. É daí que ela tem que partir para que participe ativamente de todos os momentos da sua vida.
Você está vivo, pode sentir, pode sonhar. Acorda tendo o dia todo pela frente, para fazê-lo feliz e inesquecível. Sua felicidade é você quem faz. Você decide se as coisas ruins que acontecem com você vão te colocar pra baixo, ou se vão te dar forças pra lutar e ser mais feliz ainda.
A verdadeira felicidade provém da sua iniciativa de ser feliz. Não espere a felicidade vir até você, corra você atrás dela.
Aproveite e comece por hoje mesmo. Faça deste Domingo o melhor da sua vida. Se faça bem, cuide de si mesmo, faça coisas para te agradar e agradar quem você ama.
Decida ser feliz, ponha os pés pra cima hoje e aproveite.
Você pode fazer cada dia da sua vida ser melhor que o anterior, basta querer. Sua vida é você quem pinta.
Enjoy it.
Happy Sunday Morning, everybody.
;)
Toda vez que assisto ao comercial do Pão de Açúcar, passo horas e horas com o slogan na cabeça: “Afinal, o que faz você feliz?”.
Algumas pessoas dizem que a palavra “feliz” só vem acompanhada do verbo “estar” e não do verbo “ser”, ou seja, certo seria dizer “Eu estou feliz”, e não “Eu sou feliz”. A felicidade então seria um estado temporário, um sentimento passageiro?
Eu discordo. Felicidade, no meu ponto de vista, é quase uma filosofia de vida, uma escolha. Ela está aí, em todo lugar. Você é quem tem que saber aproveitar as oportunidades de ver a felicidade nas coisas mais simples e cotidianas.
Primeiro, esqueça aquele jargão pessimista que diz que “A felicidade não bate duas vezes à sua porta”. É uma mentira deslavada. Todos os dias, a cada minuto, em cada momento da sua vida, a felicidade não só bate à sua porta, como também costuma esbarrar na gente, trombar, cair na nossa frente. E dificilmente reparamos nessa felicidade toda espalhada por aí.
Você pode me dizer que sua vida é um saco, que você não tem ninguém, perdeu a mãe, brigou com o namorado/namorada, vai mal na escola, é feio (a), chato (a), levou uma mordida de cachorro, está deprimido porque até sua tartaruga fugiu de você e pode me dizer até que você é emo. Mas eu garanto que nada disso é motivo pra você não enxergar a alegria que existe no simples ato de viver.
Felicidade é uma palavra abstrata, ou seja, não é possível pegar a felicidade, amarra-la no pé da cama e dizer: “Ahá, agora a felicidade é minha”. Exatamente por esse motivo, presumo também que ela não esteja ligada diretamente à coisas materiais, como pessoas ou coisas.
Podemos encontrar a felicidade num dia de sol, com um céu azulzinho, aquela brisa gostosa, uma varanda e uma rede. Ou num dia de chuva, com o céu todo cinza e aquele tempo frio, clima ideal pra ficar embaixo do edredom vendo filme e tomando chocolate quente. Num passeio para a praia com os amigos, aqueles fins-de-semana em que vocês enchem a cara, seja lá do que for (crianças, não façam isso em casa), passam horas e horas falando besteira e rindo da cara uns dos outros. Naquele almoço de família, dia de relembrar a infância e todas as situações engraçadas e constrangedoras que vocês já passaram juntos. Ou mesmo naquele dia de dia de ficar sozinho (a) em casa e passar o dia todo fazendo nada. Cabe a você encontrar a felicidade em cada situação.
A felicidade está nas atitudes mais cotidianas. Acordar e dar aquela espreguiçada gostosa, comer uma tigela de sucrilhos ou qualquer outra coisa que você goste muito, tomar um bom banho e escovar os dentes.
Num sorriso sincero, numa flor nova que surgiu no jardim, num gato dormindo esticado ao sol, nos passarinhos brincando nas árvores, no vento que bate no seu rosto.
Naqueles momentos inesquecíveis, rir de si mesmo, correr e brincar como quando era criança, se jogar na diversão, ataques de riso, guerras de cócegas, dias de fazer-nada com os amigos, dia de acordar tarde, contar piadas sem-graça, fazer guerrinha de batata frita no Mc Donald’s, atravessa a correndo o sinal vermelho, fazer compras, sessões de fotos.
A felicidade está presente em todas as coisas simples e muito mais, está presente em tudo que você fizer. Sabe onde você pode encontrar a verdadeira felicidade? Aí, oh. Bem aí, dentro de você. É daí que ela tem que partir para que participe ativamente de todos os momentos da sua vida.
Você está vivo, pode sentir, pode sonhar. Acorda tendo o dia todo pela frente, para fazê-lo feliz e inesquecível. Sua felicidade é você quem faz. Você decide se as coisas ruins que acontecem com você vão te colocar pra baixo, ou se vão te dar forças pra lutar e ser mais feliz ainda.
A verdadeira felicidade provém da sua iniciativa de ser feliz. Não espere a felicidade vir até você, corra você atrás dela.
Aproveite e comece por hoje mesmo. Faça deste Domingo o melhor da sua vida. Se faça bem, cuide de si mesmo, faça coisas para te agradar e agradar quem você ama.
Decida ser feliz, ponha os pés pra cima hoje e aproveite.
Você pode fazer cada dia da sua vida ser melhor que o anterior, basta querer. Sua vida é você quem pinta.
Enjoy it.
Happy Sunday Morning, everybody.
;)
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O garoto das vírgulas: uma história verídica.
Quando falamos sobre preconceito, muita gente diz que já está ultrapassado, que o preconceito hoje em dia quase não existe mais. Mentira. Talvez seja mais fácil agir como se o preconceito estivesse extinto, talvez seja mais diplomático e politicamente correto. Mas as pessoas que sofrem de preconceito sabem, mais do que ninguém, que essa palavra tão incômoda ainda está aí, em todos os cantos, em todos os lugares, na maioria das pessoas.
Quando conheci o garoto das vírgulas, ele era apenas mais um garoto que gostava de meninas. Doce, sensível, muito sensitivo. A adolescência foi passando e ele descobriu que os meninos também lhe interessavam. Certo dia, depois de alguns anos, ele me diz que assumiu sua homossexualidade.
Conheço várias pessoas homossexuais, aqui onde moro e em outras tantas cidades do Brasil e até do mundo. De todos os homossexuais que conheço, tanto meninos quanto meninas, ouço casos de preconceito, ouço histórias tristes de pessoas que são humilhadas ou excluídas, e que têm esse preconceito presente na sua vida todos os dias. Mas o caso do garoto das vírgulas me chamou muito a atenção.
Achei muito interessante o modo como ele assumiu sua opção sexual, como ele fala desse assunto hoje em dia, como lida com as pessoas preconceituosas e como ele está de bem consigo mesmo. Ele sabe que tem os amigos e as pessoas que ama ao seu lado, e isso basta. Ele não liga para o que as pessoas pensam ou dizem dele. Só ele sabe o que lhe faz bem, e ele tem maturidade suficiente para colocar isso como prioridade e assumir que ser “gay” é ser feliz.
Afinal, ser homossexual e sofrer preconceito é exatamente a mesma coisa que ser gordinho, ou magro demais, ou muito alto, ou muito baixo, ou muito branco, ou negro, ou usar óculos, ou ter um estilo diferente, seu cabelo, suas roupas, suas idéias, sua escolhas, suas opções de vida e sofrer preconceito por esses motivos. Quem nunca sofreu qualquer tipo de preconceito?
A origem da palavra “preconceito” demonstra muito bem o fato de ser um pré-conceito, ou seja, um conceito que é definido antes que se tenha verdadeiro conhecimento sobre a pessoa. Como podemos julgar alguém antes mesmo de conhecê-lo? E, mesmo depois que conhecemos, quem somos nós pra julgar?
Acredito que o preconceito, na verdade, nada mais seja do que o medo do diferente. Engraçado é que todos somos diferentes uns dos outros. Ter medo daquilo que é diferente é como ter medo de todo mundo! Se cada um de nós víssemos que ser diferente é saudável, não teríamos problema nenhum de convivência, nem de exclusão, nem qualquer outra conseqüência do preconceito.
Quem se assume homossexual perante a sociedade, sabe de tudo que pode enfrentar ao tomar essa decisão. E se mesmo assim o faz, tem um motivo muito forte: o amor. Seja ele por alguém do mesmo sexo, ou por si próprio, pois quem se ama faz de tudo pela própria felicidade, inclusive optar por algo que possa lhe trazer constrangimentos e problemas. Qualquer decisão que seja tomada por amor, deve ser mais do que respeitada, admirada.
Cada pessoa tem suas diferenças, tem suas “vírgulas”, suas particularidades. Saber lidar com isso, além de ser saudável, é um sinal de respeito pelo próximo. Cada um faz suas escolhas, e é preciso respeitar as escolhas alheias para que as nossas também sejam respeitadas.
A diversidade é maravilhosa.
Afinal, se todos fossem iguais, o mundo não teria a MÍNIMA graça.
Quando conheci o garoto das vírgulas, ele era apenas mais um garoto que gostava de meninas. Doce, sensível, muito sensitivo. A adolescência foi passando e ele descobriu que os meninos também lhe interessavam. Certo dia, depois de alguns anos, ele me diz que assumiu sua homossexualidade.
Conheço várias pessoas homossexuais, aqui onde moro e em outras tantas cidades do Brasil e até do mundo. De todos os homossexuais que conheço, tanto meninos quanto meninas, ouço casos de preconceito, ouço histórias tristes de pessoas que são humilhadas ou excluídas, e que têm esse preconceito presente na sua vida todos os dias. Mas o caso do garoto das vírgulas me chamou muito a atenção.
Achei muito interessante o modo como ele assumiu sua opção sexual, como ele fala desse assunto hoje em dia, como lida com as pessoas preconceituosas e como ele está de bem consigo mesmo. Ele sabe que tem os amigos e as pessoas que ama ao seu lado, e isso basta. Ele não liga para o que as pessoas pensam ou dizem dele. Só ele sabe o que lhe faz bem, e ele tem maturidade suficiente para colocar isso como prioridade e assumir que ser “gay” é ser feliz.
Afinal, ser homossexual e sofrer preconceito é exatamente a mesma coisa que ser gordinho, ou magro demais, ou muito alto, ou muito baixo, ou muito branco, ou negro, ou usar óculos, ou ter um estilo diferente, seu cabelo, suas roupas, suas idéias, sua escolhas, suas opções de vida e sofrer preconceito por esses motivos. Quem nunca sofreu qualquer tipo de preconceito?
A origem da palavra “preconceito” demonstra muito bem o fato de ser um pré-conceito, ou seja, um conceito que é definido antes que se tenha verdadeiro conhecimento sobre a pessoa. Como podemos julgar alguém antes mesmo de conhecê-lo? E, mesmo depois que conhecemos, quem somos nós pra julgar?
Acredito que o preconceito, na verdade, nada mais seja do que o medo do diferente. Engraçado é que todos somos diferentes uns dos outros. Ter medo daquilo que é diferente é como ter medo de todo mundo! Se cada um de nós víssemos que ser diferente é saudável, não teríamos problema nenhum de convivência, nem de exclusão, nem qualquer outra conseqüência do preconceito.
Quem se assume homossexual perante a sociedade, sabe de tudo que pode enfrentar ao tomar essa decisão. E se mesmo assim o faz, tem um motivo muito forte: o amor. Seja ele por alguém do mesmo sexo, ou por si próprio, pois quem se ama faz de tudo pela própria felicidade, inclusive optar por algo que possa lhe trazer constrangimentos e problemas. Qualquer decisão que seja tomada por amor, deve ser mais do que respeitada, admirada.
Cada pessoa tem suas diferenças, tem suas “vírgulas”, suas particularidades. Saber lidar com isso, além de ser saudável, é um sinal de respeito pelo próximo. Cada um faz suas escolhas, e é preciso respeitar as escolhas alheias para que as nossas também sejam respeitadas.
A diversidade é maravilhosa.
Afinal, se todos fossem iguais, o mundo não teria a MÍNIMA graça.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
No final do fim;
"Ele olhou para mim com olhos marejados de solidão. Era tão lindo. Era o mais lindo. Irradiava beleza porque irradiava liberdade, tristeza bem vivida, medo que dava mão pra coragem. Agora ele não chegava a ser feio – a sina das pessoas bonitas é que nunca chegam a ser feias, nem quando precisam – mas não era mais a mesma beleza. Agora ele tinha só aquela beleza de fora, aquela que vem da harmonia dos olhos bem colocados, da boca bem desenhada, aquela beleza técnica, padrão. Essa sozinha não ganha. Não ganha lugar na novela, não ganha elogio, não ganha nada. Mas era assim que ele estava, vazio, belo e oco. Já não me fazia o coração parar, já não me inspirava amor e liberdade. Ele tinha o ar suspenso no peito, como quem parou num canto da vida, por medo, por planos, por desconhecimento...Eu nada podia fazer. Talvez ele ficasse assim para sempre, talvez não. Senti pena, e isso fez eu ter vergonha. Queria sentir pena de qualquer um, menos dele, logo ele...mas senti. Ele estava acuado, ele mentia para si mesmo,ele impedia-se de sentir, ele não deixava o agora imperar,e tinha olhos voltados para o amanhã, que talvez nem chegasse. Meu amor que havia tornado-se pequeno, acabou naquele instante, no instante em que o vi jurar amor por mim, e mesmo assim não conseguir ir de mãos dadas pela rua. Meu amor acabou porque ele acabou. Não consigo me lembrar quando, nem onde, mas um dia acordei e já não era mais ele. Uma pena. Grande pena. As pessoas se distanciam do que têm de melhor, porque se acham perdidas, incompletas, presas...e é justamente aí que se perdem, se incompletam, se prendem.Daqui um tempo talvez nos encontremos em alguma rua nova, de uma cidade nova, de um país novo, e espero de coração olhar os olhos que eu conheci e pelos quais me apaixonei. Espero ter-lhe como companheiro de sonhos e coragem novamente. Espero te ver bonito, daquela beleza que vem de um lugar desconhecido, e espero que estejas sorrindo com verdade."
Texto que a Jacke me mandou por e-mail. Uma mistura de um texto de um amigo dela com a própria edição.
Me identifiquei muito, ela também, e pelos mesmos motivos.
A unica diferença é o tempo que se passou entre nós duas.
Inteligente essa menina! :)
Texto que a Jacke me mandou por e-mail. Uma mistura de um texto de um amigo dela com a própria edição.
Me identifiquei muito, ela também, e pelos mesmos motivos.
A unica diferença é o tempo que se passou entre nós duas.
Inteligente essa menina! :)
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