quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eu devia parar de assistir filmes.
Quer dizer, como posso assistir de novo "Scusa ma ti chiamo amore" (Desculpa, mas te chamo amor) ?
Porque depois eu fico tããão decepcionada em ver que minha vida não é um filme, que o mocinho nem sempre é um romantico à moda antiga, que não aparece em casa do nada pra me fazer surpresas, que não me faz tirar os pés do chão, que quando me ve não abre um imenso sorriso. O mocinho não me ama. Não, não. Não me ama.
E seria mesmo pedir demais?
Quer dizer, eu também acho que mereço uma historia de filme, sentimentos intensos e cavalos brancos. Nem precisa do cavalo, pra dizer a verdade. Eu queria ... queria FELICIDADE. Queria que existisse um sentimento forte, uma vontade imensa, um pouco de brilho no olhar. No dele, não no meu. Sabe, eu jah, teoricamente, gosto muito dele. Mas é realmente dificil colocar um sentimento em pratica quando o outro te bloqueia tanto.
Eu queria poder dizer, quando estamos abraçados na cama, quase dormindo, que ele é importante pra mim. Sem ter medo de ele se assustar. Seria, na verdade, um pouco absurdo alguém se assustar por ser importante pra mim depois de 7 meses juntos. Mas é absurdamente possivel que isso aconteça.
Porque ... é tão complicado!
Eu tenho uma certa necessidade de ouvir as coisas, sabe.
Mas ando precisando ser muito paciente a aceitar que: "É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar", como disse o Rei de um planeta do Pequeno Principe.
Não posso esperar das pessoas mais do que elas podem (ou estão dispostas a) oferecer.
Não posso esperar que ele me diga que vem me buscar toda noite pra dormir com ele porque gosta que eu esteje lah com ele. Não posso esperar que ele me diga que estou muito bonita hoje. Não posso me frustar esperando que ele me diga que me procura, que se preocupa, que faz tanta coisa por mim, simplesmente porque sou importante pra ele de alguma maneira.
E eu não posso, acima de qualquer outra coisa besta que se espera de qualquer relacionamento, esperar que ele faça por mim alguma coisa realmente surpreendente, que me deixe de boca aberta, uma loucura, uma marca pra sempre.
...
Quer dizer, quando as coisas foram acontecendo, eu nunca imaginei que seria assim tão complicado estar com alguém mais velho e nas condiçoes dele. Ele é divorciado, sabe. Na verdade, vai se divorciar oficialmente dia 25 de Fevereiro às 11h da manhã. E acredito que seria mesmo burrice esperar que ele comemorasse comigo, mesmo porque não sou tão segura quanto ao fato de ele querer realmente comemorar esse divorcio. Ele era apaixonado pela ex-mulher, e foi ela quem disse que não o amava mais, assim ele foi embora. (Oh, como isso me parece familiar). O Léo tinha dois anos. Depois ela se arrependeu, e ele ainda a amava, então eles voltaram. E no fim ela decidiu que realmente não o amava mais de verdade, e eles se separaram de novo.
Ele esteve mal, sabe. Claro, depois de 7 anos de casamento. Hoje o Léo tem 5 anos. Ainda não entende bem essa historia toda de separação, e de vez em quando começa a perguntar um monte de coisas pro Emiliano.
- Pai, por que vc escolheu a mamãe pra casar?
- Porque eu a amava.
- E por que ela te escolheu?
- Porque ela me amava.
- Então por que voces não estão mais juntos?
- Por causa de pequenos incompreendidos problemas, Léo.
(Etc eternamente)
Sabe como é agradavel ouvir esse tipo de conversa, han?
E eu não posso nem objetar contra isso, porque afinal fui eu que "criei" essa situação. Fui eu que "escolhi" estar com ele, mesmo sabendo de todos os provaveis inconvenientes.
E é tão dificil pra mim ter que ser assim paciente, compreensiva, tolerante. Quando na verdade eu tenho uma grande sede de viver, de sentir emoçoes fortes, de viver intensamente. E um dia quero sim casar e ter filhos.
Eu não posso esperar isso dele.
Eu não consigo nem ao menos imaginar um futuro com ele. Porque é quase certo que não existirà.

E por outro lado, estar com ele me faz muito bem.

Quer dizer, acho que é hora de parar mesmo de assistir filmes, mesmo que eu desejasse muito que minha vida fosse intenso como um, e viver a minha historia real. Ou pelo menos viver aquilo que me permitem viver.
Devagar, devagar a gente deixa andar.

E o bonito de tuddo isso é que nunca sabemos o final.

domingo, 18 de janeiro de 2009

As coisas andam bem por aqui, fora o frio, que anda me matando de dor de cabeça.
Mas é normal, eu acho. Quer dizer, eu nunca fui acostumada a esse tipo de frio.
Descobri que o senhor Emiliano andou vizitando meu blog. --'
E é uma grande vantagem ele não falar Portugues, né. ;D
Quer dizer, na maioria dos posts eu falo dele, porque afinal de contas eu falo da minha vida aqui, e ele faz parte. Anda fazendo PARTE DEMAIS, pra falar a verdade.
Sabe, não é por nada, mas não é legal a gente se ver toodo dia. Mesmo que eu sempre esteja bem quando estou com ele, e mesmo que sinta falta quando não o veja. Mas é legal sentir falta de vez em quando. E uma convivencia moderada é sempre uma boa idéia, porque evita discussoes bobas, irritaçoes desnecessarias. Né?
Mas eu entendo que ele queira estar sempre comigo, porque sei como é dificil pra ele estar sozinho.
...
Não é que eu estou sendo muito compreensiva?
Quer dizer, eu sou tão insegura, sabe. Ele também é muito compreensivo comigo, não posso dizer que não. Mas é possivel que essa pulga que eu tenho atras da orelha nunca vai me deixar em paz?
"Tres entradas pro Circo? Por que, se ele ia com o Léo?"
Entende minha paranoia?
Sabe, às vezes eu fico pensando que sou muito menina pra ele, eu sinceramente não entendo, não encontro motivos pra ele gostar de mim. Sou tão inconstante, às vezes sou tão criança, às vezes me vem uma vontade absurda de liberdade.
Não sei se vale a pena deixar minha vida parada no tempo.
Queria tanto ir pra Australia, essa idéia me anima tanto. Mas ia ser tão dificil deixar ele aqui.
Ando descobrindo que é muito mais dificil gostar lentamente, do que gostar de uma vez e pronto. Preciso ponderar as coisas, pensar duas ou tres vezes, pensar e repensar, engolir situaçoes que me incomodam, ser paciente, calma, tolerante, madura pra entender os mil problemas que ele tem, e os mil problemas de estarmos juntos.
Mesmo que ele compense de vez em quando, como quando me traz o café na cama.
E é tão dificil gostar estritamente.
Não é uma paixão arrebatadora, sabe? Quer dizer, ele não me deixa sem ar, não me tira o chão, não deixa motivos pra eu pensar num futuro juntos.
E realmente não consigo imaginar um futuro juntos.
Somos tão diferentes, por mais que a gente se goste.
Não vejo como isso poderia dar certo.
Exisem tantos impedimentos. E não são coisas simples como gostos ou idéias diferentes. São impedimentos realmente grandes, que me impedem de pensar que um dia no futuro poderemos ainda estar juntos.
Mas eu gosto dele. Gosto de mim quando estou com ele. Gosto do jeito desajeitado dele na cama. Gosto do jeito responsavel que ele tem. Gosto de muitas coisas nele.
Embora não entenda porque.
E não entenda o porque de ele gostar de mim.

A gente precisa mesmo entender tudo nessa vida, alias?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quantas vezes eu me peguei pensando: "Poxa, eu sou mesmo uma incompetente". Quer dizer, eu às vezes me irrito de uma tal maneira com o meu jeito de ser que chego a me sentir deprimida e tenho certeza de que, não soh tenho capacidade pra ser melhor, como na mesma medida, não sou capaz de mudar.
Ultimamente parece que as coisas estão piorando.
Eu esqueço TUDO, absolutamente, mesmo as coisas que são de extrema importancia pra mim. Ontem mesmo, esqueci meu computador no supermercado, e não percebi, até que uma amiga minha que trabalha ali veio me trazer. Quer dizer, a coisa anda atingindo o nivel de perigo mesmo, esqueço o fogo ligado, esqueço compromissos importantes, documentos, responsabilidades. E não creio que seja apenas distração minha, não é possivel sinceramente que eu seja descuidada a esse ponto. Ando esquecendo até mesmo as coisas que eu disse, que eu fiz, as pessoas que conheci. Sempre fui assim, meus amigos sabem muito bem disso, mas ultimamente ando passando dos limites.
Me recrimino por não conseguir acabar nenhuma das atividades que começo, por mais simples que sejam, a não ser que eu as tenha feito inumeras vezes repetidamente e criado uma "ordem e sistema" pra ir do começo ao fim sem me esquecer de nada. Como o fechamento do bar, por exemplo. Depois de meses cumprindo a mesma rotina, ficou um pouco mais dificil esquecer de fazer alguma coisa, mas mesmo assim de vez em quando alguma coisa passa "em branco", e no dia seguinte tenho que ouvir bronca.
Adoro conversar, mas me canso de todas as mil vezes que, no meio da conversa, digo: "O que eu tava falando mesmo?". As pessoas não tem muita paciencia pra me ouvir, assim como eu criei uma certa "preguiça" de conversar com elas. Porque é uma atividade que me exige tanto esforço pra me fazer entender e me concentrar, que "é melhor deixar pra um outro dia".
Sou preguiçosa ao extremo, e me envergonho tanto disso.
Até dois minutos atras, eu estava com preguiça de pegar o computador e sentar pra escrever nesse blog, e é exatamente por esse motivo que todos os meus diarios, agendas, blogs e afins, NUNCA foram terminados, nunca nem sequer chegaram na metade. E olha que eu realmente me esforçava pra manter em dia pelo menos minha agenda, que eu gostava tanto.
Não sou capaz de organizar nada com antecedencia, faço tudo sempre de ultima hora. E, mesmo se tenho tempo livre pra organizar uma viagem, por exemplo, o maximo que faço é entrar no site de alguns hotéis. Fora isso, fica tudo sem planejamento, os outros tem que fazer por mim. Não consigo nem ao menos organizar meus horarios. Trabalho das 2h da tarde até a noite, e mesmo tendo toda a manhã livre, estou sempre reclamando que não tenho tempo pra fazer nada. Fazem dois dias que devia ter colocado meu edredom pra lavar, mas ele continua no mesmo lugar de sempre, e sujo.
Esqueço até acontecimentos do meu passado que eu DEVERIA lembrar. Momentos passados com os amigos, familia ou ex namorados, coisas que são importantes pra mim de qualquer maneira. Mas simplesmente "somem" da minha cabeça, e é preciso um grande esforço pra me fazer lembrar.
Nomes, rostos, habitos, numeros de telefone e graus de parentesco sas pessoas ao meu redor, PODE ESQUECER, não lembro mesmo. Talvez depois de meses e meses de convivencia.
Acordar de manhã?
O meu maior sacrificio rotineiro. Conseguir acordar o suficiente pra ver que horas são me requer um esforço sem fim, e quase todos os dias eu desligo o despertador dormindo, perco hora e me irrito extremamente. Quer dizer, na época de escola, eu simplesmente desligava o despertador e voltava a dormir, como se nada tivesse acontecido. E na verdade, não tinha mesmo, porque eu não estava acordada, e não tinha nenhuma noção do que tinha feito. E ficava mesmo muito chateada quando minha mãe brigava comigo quando me encontrava dormindo ainda, às 9h da manhã, quando eu deveria estar na escola às 7.
Passo a maior parte do meu tempo entediada, de saco cheio de alguma coisa que eu nunca sei o que é, talvez a falta de emoçoes fortes, como disse tantas vezes. Não faço a menor idéia do porque de me sentir assim tão pessimista em confronto com a minha vida ou o meu dia-a-dia. Não tenho idéia de como vai ser minha vida daqui a 10 anos, nem ao menos daqui a 10 minutos, mas o pior é que não sei nem como eu quero que ela seja. Quer dizer, não tenho planos, nem muitos objetivos a conquistar, levo a vida como ela vem.
Pode paracer absolutamente normal a descrição que acabei de fazer, a não ser pelo fato que eu SEMPRE fui assim, desde que me conheço por gente.
Por mais que sempre tenha tirado boas notas na escola, e tenha sido considerada "inteligente", sempre fui recriminada pela falta de atenção, de dedicação e responsabilidade. Eu simplesmente não conseguia me concentrar e nunca era capaz de explicar porque não tinha feito a lição de casa. Eu nunca fazia! Não conseguia sentar e estudar, a não ser que fosse alguma coisa que eu adorasse, como literatura ou geografia fisica. E ainda hoje, sou assim.
Se devo escrever uma carta (e na verdade, tenho que escrever MUITAS), não consigo passar do "Oi". Tenho um branco horrivel quando mais preciso escrever. Tudo que eu escrevo, meu blog, minhas cartas, minhas poesias, TUDO, é porque me vem uma vontade "do nada", e eu posso passar horas e horas escrevendo, verdadeiramente concentrada, sem que nada me tire a atenção. Quer dizer, se sou capaz de me concentrar, e isso foi provado por mim mesma, porque não sou capaz de me concentrar sempre? De sempre ternimar o que começo? De sempre estar em dia com as minhas responsabilidades?
Eu simplesmente não encontro uma explicação, nem mesmo vejo uma luz de solução no fim do tunel. Quer dizer, é mesmo possivel que seja uma falha de carater e ponto? Sera que eu sou mesmo assim desatenta e não seja capaz de mudar?

Sinceramente, cansei de acordar me sentindo uma metade do que poderia ser, cansei de me sentir incapaz, impotente, de me recriminar pelo modo com que me comporto.
E não sei mais o que fazer pra seguir em frente: simplesmente me acostumar e até me adaptar, ou mudar. Por mais que eu jah tenha tentado, e não tenha obtido resultados.

Uff.


Cansei.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

oooo, CARAMBA!



ontem eu me toquei que tinha que me decidir: ir pra Australia ou ficar.
e, como eu disse no outro post, corria o risco de me apaixonar.
e, caramba, acho que isso estah mesmo acontecendo.
quer dizer, todo mundo tinha me dito, eu é que não acreditava.
enfim.
fiquei me atormentando com isso ontem o dia todo.
depois de conversar com o Stanley, vi que devia abrir o jogo.
e essa é uma tradução tosca da minha conversa com ele.
e amanhã o meu parecer sobre.



- ei, tah aih?
- não.
- que pena.
- o que me conta?
- nada, e vc?
- um dia de merda.
- porque?
- faltavam 4 pessoas no trabalho.
- ooooo, caramba. te mataram de trabalhar, é?
- to soh um pouco cansado.
- ah, imagino.
- o que vc tah fazendo?
- to pensando, e vc?
- em que?
- preciso tomar uma decisão importante. e vc, o que tah fazendo?
- falando com vc.
- hasuahushauhsuahsuahsa; ceerto.
- posso te ajudar?
- ooo meu Deus, não sei. soh hoje eu vi que tenho que tomar essa decisão.
- o que aconteceu?
- talvez eu deva deixar as coisas acontecerem sozinhas, e com o tempo saberei o que fazer.
- tem a ver comigo?
- metade sim.
- explique-se melhor.
- lembra que eu disse que talvez fosse pra Australia?
- e então?
- então que antes eu era segura, agora não sou mais.
- por que?
- não sei se devo te dizer o porque, não quero te assustar.
- me assustar?
- é, dizer o que eu sinto, talvez seja muito cedo.
- estou me tornando um problema pra vc?
- não, pelo contrario. o problema é vc tah se tornando muito importante pra mim.
- eu sou assim.
- assim como?
- quando estou bem com uma pessoa, preciso dela.
- mas o problema é que vc é importante de verdade, não soh pelo sexo, existem outras coisas em vc que eu gosto.
- eu não estava me referindo soh ao sexo, mas tudo que o circunda.
- o problema é que antes eu era segura que deixaria tudo aqui pra ir embora pra qualquer lugar, sempre pensei que não nasci pra estar parada. mas agora é diferente.
- e por que justo hoje?
- porque...não sei! passamos tantos momentos bonitos juntos, e acho que estou me apaixonando. (vergonha)
- e vc tem medo?
- claro, acho que é o que eu mais tenho medo.
- acho que dessa vez não posso mesmo te ajudar.
- por que?
- é uma decisão que soh vc pode tomar, é a sua vida. mas saiba que nesse momento eu ficaria muito chateado se vc partisse.
- eu acho que vc pode sim me ajudar. preciso saber o que vc sente, não posso deixar acontecer em vão, naum sei se vc entende.
- parece que tudo que aconteceu entre a gente até hoje tem um significado, mesmo que naum diga nada.
- eu sei, eu sei, mas não sei até que ponto sou importante pra vc. não posso me apaixonar por alguém que não sente nada de verdade por mim, jah me machuquei com isso. é dificil eu me apaixonar por alguém. olha soh, demorei 6 meses pra perceber que talvez por vc eu fique.
- não sei o que dizer.
- (triste) sabia que não devia ter dito nada.
- pelo contrario, se vc quer saber.
- por que?
- soh posso te dizer che: eu te procuro sempre, estou bem com vc, quando temos tempo pra estar juntos estou sempre muito bem, organizei o natal na monatanha pra estar com vc, e acredito que tenha ainda mais. eu gosto de vc.
(tempo pra digerir)
- eu estou bem com vc, naum quero perder isso, não quero te perder.
(ele colocou uma foto nossa no msn)
- bonita foto.
- é, pra tirar uma foto com vc, vc tem que tirar pelo menos umas 40 sozinha. por sorte ficou boa.
- ficou muito boa. to te fazendo ficar acordado quando vc tah morrendo de sono, né?
- um pouco.
- como sempre.
- é, mas entre a noite que passei com vc e o dia de trabalho, eu aguento muito bem.
- haushuahsuhausa; vc acha? a gente nem foi dormir muito tarde ontem.
- nem sei que horas eram.
- meia noite e meia.
- e 65 vezes que me ligaram pq soou o alarme da loja.
- haushuahsuahusa; verdade. soh me toquei hoje de manhã, tava dormindo pesado. agora acho que é melhor dormir, né?
- acho que sim. vc falou com a monia? acrescenta isso na lista que eu te fiz.
- que lista?
- da montanha, dos dias que vou te buscar e etc.
- ah, tem razão.
- se um dia vc puder sair antes do trabalho, me fala.
- e se vc uma quarta-feira não for buscar o léo, me fala.
- ok.
- agora boa noite, obrigada e desculpa qualquer coisa.
- desculpa o que?
- não sei, se te irritei, sei lah.
- não vou nem responder. boa noite.
- boa noite.
- um beeeeeijo.
- :*

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Uff. Hoje eu estou cansada. Quer dizer, MUITO cansada, extremamente cansada. Acho que alguém nesse mundo jah chegou ao ponto de, como eu, querer chorar de tanto cansaço. Esse trabalho ainda me mata.
Pulando como sempre pra parte boa, nem sequer escrevi aqui sobre o meu ano-novo. Não teve neve, nem nada, mas eu me diverti horrores até seis e meia da manhã, o Emiliano me chamou de "namorada" e ainda ganhamos 180 euros num jogo de poquer, fora as coisas que se faz normalmente no ano-novo quando estamos com alguém, que é melhor deixar em off. Quer dizer, existe maneira melhor de começar um ano novo?
Depois um primeiro de Janeiro cheio de demonstraçoes de afeto, cheio de carinho. E depois disso os dias com ELE tem sido cada vez melhores.
Ontem, AUGURI, mulherada, dia da Befana. Dia de dar presente pro filho do Emiliano, o Leo. Mas a maior parte do presente foi minha, jah que o Léo (que, deixemos claro, é um tipo muito dificil de criança de 5 anos) me convidou pra ir jantar com eles. E depois disso me chamou de mãe.
!!!!!
Essa não foi uma coisa muito legal. Quer dizer, se a mãe dele ouvisse isso, cairia mortinha na hora. Ainda bem que ela não estava por perto.
Enfim, melhoras no comportamento do Léo, melhoras no comportamento do Emiliano, espero que eu também tenha melhorado, não?





Conversa de meia-noite:
- Mas vc sabe que no começo é sempre bom.
- O que não significa que vai acabar ruim como aconteceu antes. Nenhum relacionamento é igual ao outro.
- Então eu espero sinceramente que o nosso seja uma excessão, porque eu adoro estar com vc.

*.*

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Pois é, meu bem, meu Natal foi mesmo demais.
Muito frio (seria burrice pedir de menos), 4 horas de esqui e cerca de 1h e meia EM CIMA deles. Meu Deus, quantas vezes eu fui de cara, de lado, de bunda no chão!
Mas quaanto eu me diverti!
E neve é fria (jura?) e branquinha (fora as bitucas de cigarro e as embalagens de luvas térmicas). Parecia que eu estava num carrinho gigante de raspadinha, ou no grande congelador que tinha em casa quando eu era pequena. Eu adorava pegar as raspas de gelo dali e brincar, pensando que a neve poderia ser pelo menos parecida com aquilo.
O melhor de todos os tombos era saber que sempre tinha o Emiliano ali pra me segurar e me puxar pelas mãos pra aprender a me mover naquelas duas paletas gigantes que são os esquis. E, sem nenhuma verginha na cara, confesso que incontaveis vezes me deixar levar pelo suposto tombo soh pra ir de encontro aos braços fortes e quentinhos que ele tem.
Natal historico, esse.
E ainda tem a promessa de uma "semana branca", em Janeiro.








Mistérios insondáveis da humanidade

Há um punhado de coisas sobre a vida e o mundo que vão além de minha pobre compreensão.

Por que, Deus, por quê…

… todo mecânico tem nome no aumentativo?

… em todo filme do Bruce Willis, ele foi deixado pela mulher?

… todo endereço de web que você “chuta”, botando a palavra-chave depois do www e antes do ponto-com, cai em sites pornôs, de transportadoras ou de cabelereiros (!!!) - este último, caso de www.matrix.com?

… tem gente que pronucia o U em "questão" - geralmente as mesmas pessoas que fazem símbolos de aspas com os dedos, ao falar?

… ainda toca Van Halen na rádio?

… o Capital Inicial, a Daniela Mercury e a Fernanda Abreu vendem tantos discos?

… nove entre 10 psicopatas têm como livro de cabeceira "O Apanhador no Campo de Centeio"?

Aguardo explicações.

sábado, 20 de dezembro de 2008

“Operação reserva no hotel de esqui completada”. Adooro!
Isso significa que vou mesmo esquiar no Natal. Quer dizer, que vou TENTAR esquiar no Natal. Tenho certeza que vai ser um desastre. Mas é alguma coisa, enfim.
Ando meio desanimada, então seria legal fazer alguma coisa diferente. Ando MUITO desanimada, pra dizer a verdade. E eu nem gosto muito de escrever quando estou assim. Quer dizer, pra que escrever coisas pessimistas, que é como ando me sentindo?
Mas sabe, escrever é uma das coisas que eu mais gosto no mundo. Acho que é uma maneira de esclarecer melhor pra mim mesma os meus sentimentos e pensamentos. Por isso acabo escrevendo mesmo quando estou pra baixo. Quer dizer, PRINCIPALMENTE nessa ocasião.
Me sinto um pouco Mia Thermopolis, de “O Diario da Princesa”. Não que eu tenha descoberto que meu pai é principe de algum lugar da Europa, quem dera! O problema é que, como ela, me sinto uma pessoa completamente sem-talentos e, se isso não fosse suficientemente ruim, ainda me sinto rejeitada. E sozinha. Especialmente sozinha.
Eu era louca pra vir pra Italia e tal, e realmente sou apaixonada por Roma, que é uma cidade maravilhosa. Mas as pessoas... Ah, as pessoas! Nunca achei que fosse encontrar aqui, primeiro-mundo, pessoas tão racistas e até ignorantes. Estrangeiros pra eles são inferiores, e ninguém no mundo tem mais direitos e menos deveres que eles, ELES, os tão importantes italianos de merda.
Ok, não vamos generalizar, tem muita gente legal aqui, até arrisco a dizer que conheça algumas pessoas que são gente de verdade. Pode ser que o problema seja o lugar que vim morar. Quer dizer, não se pode esperar tanto refinamento intelectual de um bairro extremamente pequeno, na roça, digamos assim. Mas, pelo que eu conheço do resto da cidade e de outros estrangeiros que moram aqui, a coisa é mesmo geral. O povo italiano anda de saco cheio de tanto estrangeiro aqui roubando, matando, fazendo bagunça e pegando os empregos e AS MULHERES que eram pra ser deles, os “poderosos chefoes”.
Tsc.
Sinceramente, onde é que eles estão com a cabeça, meu Deus?
Eu até entendo a revolta contra os estrangeiros “ruins”. Mas eu? Eu vim aqui pra estudar, pra trabalhar, pra conhecer, não pra fazer nenhum tipo de bagunça. Precisa me tratar mal? Precisa me humilhar?
Hoje meu querido patrão me tratou mal pela milésima vez e eu pensei: “Deus, me de paciencia, porque se o Senhor me der força, eu arrebento ele!”. Porque, meu, o que foi que eu fiz? Quer dizer, eu não fiz nada pra merecer esse tratamento.
Maaas, tudo bem, tudo bem. Calma, senhor Marco. Eu vou me mandar quando o senhor menos esperar, voce vai ver.
Cheguei a conclusão que engulo sapo por pura falta de vontade de brigar ou criar uma discussão. Meio que fujo de situaçoes que exigiriam respostas enérgicas da minha parte. E às vezes eu nem sei porque faço esse tipo de coisa. Quero dizer, fugir assim das pessoas. Acho que eu tenho preguiça, se é que é possivel ter preguiça das pessoas. Acho que sim, quando a maioria se mostra assim tão superficial e sem cérebro. Não consigo me relacionar socialmente com pessoas sem alma, VAZIAS.
Tenho uma preguiça tão grande de dizer: “Ma che cazzo stai a di?”, começar uma discussão e depois ter que dizer um por um todos os mil sapos que engoli, e porque meu pavio anda assim tão curto, e porque não aguento mais uma gota d’àgua, meu copo transbordou faz tempo. Alias, esse é um comportamento muito frequente da minha parte. Quer dizer, não dizer nada do que sinto pra encurtar o términe de uma discussão. Eu sempre acho que as pessoas não vão me entender e tal. Posso chamar isso de “fugir”, às vezes, considerando que em muitas situaçoes, resolvi acabar com tudo desaparecendo. Funciona, mas incomoda depois que a gente faz isso muitas vezes.
Falando nisso, o que vou dizer pro Emiliano quando finalmente comprar minha passagem pra Australia (ou qualquer outro lugar)? Simplesmente vou embora? Não posso fazer isso.
Quer dizer, ele se tornou uma pessoa muito importante pra mim, mas não deixaria de ir embora por causa dele. Não por enquanto. Claro, existe a possibilidade de eu me apaixonar o botar tudo a perder. Porque, quando eu me apaixono, eu fico tão burra!
E chega a ser até engraçado quando acaba, porque eu vejo quanto penso irracionalmente quando gosto de alguém.
Espero que isso não aconteça.
Não que eu possa, depois de todo esse tempo, fazer alguma coisa pra evitar.
O que me resta é torcer!