12/12/07
Toda vez que assisto ao comercial do Pão de Açúcar, passo horas e horas com o slogan na cabeça: “Afinal, o que faz você feliz?”.
Algumas pessoas dizem que a palavra “feliz” só vem acompanhada do verbo “estar” e não do verbo “ser”, ou seja, certo seria dizer “Eu estou feliz”, e não “Eu sou feliz”. A felicidade então seria um estado temporário, um sentimento passageiro?
Eu discordo. Felicidade, no meu ponto de vista, é quase uma filosofia de vida, uma escolha. Ela está aí, em todo lugar. Você é quem tem que saber aproveitar as oportunidades de ver a felicidade nas coisas mais simples e cotidianas.
Primeiro, esqueça aquele jargão pessimista que diz que “A felicidade não bate duas vezes à sua porta”. É uma mentira deslavada. Todos os dias, a cada minuto, em cada momento da sua vida, a felicidade não só bate à sua porta, como também costuma esbarrar na gente, trombar, cair na nossa frente. E dificilmente reparamos nessa felicidade toda espalhada por aí.
Você pode me dizer que sua vida é um saco, que você não tem ninguém, perdeu a mãe, brigou com o namorado/namorada, vai mal na escola, é feio (a), chato (a), levou uma mordida de cachorro, está deprimido porque até sua tartaruga fugiu de você e pode me dizer até que você é emo. Mas eu garanto que nada disso é motivo pra você não enxergar a alegria que existe no simples ato de viver.
Felicidade é uma palavra abstrata, ou seja, não é possível pegar a felicidade, amarra-la no pé da cama e dizer: “Ahá, agora a felicidade é minha”. Exatamente por esse motivo, presumo também que ela não esteja ligada diretamente à coisas materiais, como pessoas ou coisas.
Podemos encontrar a felicidade num dia de sol, com um céu azulzinho, aquela brisa gostosa, uma varanda e uma rede. Ou num dia de chuva, com o céu todo cinza e aquele tempo frio, clima ideal pra ficar embaixo do edredom vendo filme e tomando chocolate quente. Num passeio para a praia com os amigos, aqueles fins-de-semana em que vocês enchem a cara, seja lá do que for (crianças, não façam isso em casa), passam horas e horas falando besteira e rindo da cara uns dos outros. Naquele almoço de família, dia de relembrar a infância e todas as situações engraçadas e constrangedoras que vocês já passaram juntos. Ou mesmo naquele dia de dia de ficar sozinho (a) em casa e passar o dia todo fazendo nada. Cabe a você encontrar a felicidade em cada situação.
A felicidade está nas atitudes mais cotidianas. Acordar e dar aquela espreguiçada gostosa, comer uma tigela de sucrilhos ou qualquer outra coisa que você goste muito, tomar um bom banho e escovar os dentes.
Num sorriso sincero, numa flor nova que surgiu no jardim, num gato dormindo esticado ao sol, nos passarinhos brincando nas árvores, no vento que bate no seu rosto.
Naqueles momentos inesquecíveis, rir de si mesmo, correr e brincar como quando era criança, se jogar na diversão, ataques de riso, guerras de cócegas, dias de fazer-nada com os amigos, dia de acordar tarde, contar piadas sem-graça, fazer guerrinha de batata frita no Mc Donald’s, atravessa a correndo o sinal vermelho, fazer compras, sessões de fotos.
A felicidade está presente em todas as coisas simples e muito mais, está presente em tudo que você fizer. Sabe onde você pode encontrar a verdadeira felicidade? Aí, oh. Bem aí, dentro de você. É daí que ela tem que partir para que participe ativamente de todos os momentos da sua vida.
Você está vivo, pode sentir, pode sonhar. Acorda tendo o dia todo pela frente, para fazê-lo feliz e inesquecível. Sua felicidade é você quem faz. Você decide se as coisas ruins que acontecem com você vão te colocar pra baixo, ou se vão te dar forças pra lutar e ser mais feliz ainda.
A verdadeira felicidade provém da sua iniciativa de ser feliz. Não espere a felicidade vir até você, corra você atrás dela.
Aproveite e comece por hoje mesmo. Faça deste Domingo o melhor da sua vida. Se faça bem, cuide de si mesmo, faça coisas para te agradar e agradar quem você ama.
Decida ser feliz, ponha os pés pra cima hoje e aproveite.
Você pode fazer cada dia da sua vida ser melhor que o anterior, basta querer. Sua vida é você quem pinta.
Enjoy it.
Happy Sunday Morning, everybody.
;)
domingo, 31 de janeiro de 2010
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O garoto das vírgulas: uma história verídica.
Quando falamos sobre preconceito, muita gente diz que já está ultrapassado, que o preconceito hoje em dia quase não existe mais. Mentira. Talvez seja mais fácil agir como se o preconceito estivesse extinto, talvez seja mais diplomático e politicamente correto. Mas as pessoas que sofrem de preconceito sabem, mais do que ninguém, que essa palavra tão incômoda ainda está aí, em todos os cantos, em todos os lugares, na maioria das pessoas.
Quando conheci o garoto das vírgulas, ele era apenas mais um garoto que gostava de meninas. Doce, sensível, muito sensitivo. A adolescência foi passando e ele descobriu que os meninos também lhe interessavam. Certo dia, depois de alguns anos, ele me diz que assumiu sua homossexualidade.
Conheço várias pessoas homossexuais, aqui onde moro e em outras tantas cidades do Brasil e até do mundo. De todos os homossexuais que conheço, tanto meninos quanto meninas, ouço casos de preconceito, ouço histórias tristes de pessoas que são humilhadas ou excluídas, e que têm esse preconceito presente na sua vida todos os dias. Mas o caso do garoto das vírgulas me chamou muito a atenção.
Achei muito interessante o modo como ele assumiu sua opção sexual, como ele fala desse assunto hoje em dia, como lida com as pessoas preconceituosas e como ele está de bem consigo mesmo. Ele sabe que tem os amigos e as pessoas que ama ao seu lado, e isso basta. Ele não liga para o que as pessoas pensam ou dizem dele. Só ele sabe o que lhe faz bem, e ele tem maturidade suficiente para colocar isso como prioridade e assumir que ser “gay” é ser feliz.
Afinal, ser homossexual e sofrer preconceito é exatamente a mesma coisa que ser gordinho, ou magro demais, ou muito alto, ou muito baixo, ou muito branco, ou negro, ou usar óculos, ou ter um estilo diferente, seu cabelo, suas roupas, suas idéias, sua escolhas, suas opções de vida e sofrer preconceito por esses motivos. Quem nunca sofreu qualquer tipo de preconceito?
A origem da palavra “preconceito” demonstra muito bem o fato de ser um pré-conceito, ou seja, um conceito que é definido antes que se tenha verdadeiro conhecimento sobre a pessoa. Como podemos julgar alguém antes mesmo de conhecê-lo? E, mesmo depois que conhecemos, quem somos nós pra julgar?
Acredito que o preconceito, na verdade, nada mais seja do que o medo do diferente. Engraçado é que todos somos diferentes uns dos outros. Ter medo daquilo que é diferente é como ter medo de todo mundo! Se cada um de nós víssemos que ser diferente é saudável, não teríamos problema nenhum de convivência, nem de exclusão, nem qualquer outra conseqüência do preconceito.
Quem se assume homossexual perante a sociedade, sabe de tudo que pode enfrentar ao tomar essa decisão. E se mesmo assim o faz, tem um motivo muito forte: o amor. Seja ele por alguém do mesmo sexo, ou por si próprio, pois quem se ama faz de tudo pela própria felicidade, inclusive optar por algo que possa lhe trazer constrangimentos e problemas. Qualquer decisão que seja tomada por amor, deve ser mais do que respeitada, admirada.
Cada pessoa tem suas diferenças, tem suas “vírgulas”, suas particularidades. Saber lidar com isso, além de ser saudável, é um sinal de respeito pelo próximo. Cada um faz suas escolhas, e é preciso respeitar as escolhas alheias para que as nossas também sejam respeitadas.
A diversidade é maravilhosa.
Afinal, se todos fossem iguais, o mundo não teria a MÍNIMA graça.
Quando conheci o garoto das vírgulas, ele era apenas mais um garoto que gostava de meninas. Doce, sensível, muito sensitivo. A adolescência foi passando e ele descobriu que os meninos também lhe interessavam. Certo dia, depois de alguns anos, ele me diz que assumiu sua homossexualidade.
Conheço várias pessoas homossexuais, aqui onde moro e em outras tantas cidades do Brasil e até do mundo. De todos os homossexuais que conheço, tanto meninos quanto meninas, ouço casos de preconceito, ouço histórias tristes de pessoas que são humilhadas ou excluídas, e que têm esse preconceito presente na sua vida todos os dias. Mas o caso do garoto das vírgulas me chamou muito a atenção.
Achei muito interessante o modo como ele assumiu sua opção sexual, como ele fala desse assunto hoje em dia, como lida com as pessoas preconceituosas e como ele está de bem consigo mesmo. Ele sabe que tem os amigos e as pessoas que ama ao seu lado, e isso basta. Ele não liga para o que as pessoas pensam ou dizem dele. Só ele sabe o que lhe faz bem, e ele tem maturidade suficiente para colocar isso como prioridade e assumir que ser “gay” é ser feliz.
Afinal, ser homossexual e sofrer preconceito é exatamente a mesma coisa que ser gordinho, ou magro demais, ou muito alto, ou muito baixo, ou muito branco, ou negro, ou usar óculos, ou ter um estilo diferente, seu cabelo, suas roupas, suas idéias, sua escolhas, suas opções de vida e sofrer preconceito por esses motivos. Quem nunca sofreu qualquer tipo de preconceito?
A origem da palavra “preconceito” demonstra muito bem o fato de ser um pré-conceito, ou seja, um conceito que é definido antes que se tenha verdadeiro conhecimento sobre a pessoa. Como podemos julgar alguém antes mesmo de conhecê-lo? E, mesmo depois que conhecemos, quem somos nós pra julgar?
Acredito que o preconceito, na verdade, nada mais seja do que o medo do diferente. Engraçado é que todos somos diferentes uns dos outros. Ter medo daquilo que é diferente é como ter medo de todo mundo! Se cada um de nós víssemos que ser diferente é saudável, não teríamos problema nenhum de convivência, nem de exclusão, nem qualquer outra conseqüência do preconceito.
Quem se assume homossexual perante a sociedade, sabe de tudo que pode enfrentar ao tomar essa decisão. E se mesmo assim o faz, tem um motivo muito forte: o amor. Seja ele por alguém do mesmo sexo, ou por si próprio, pois quem se ama faz de tudo pela própria felicidade, inclusive optar por algo que possa lhe trazer constrangimentos e problemas. Qualquer decisão que seja tomada por amor, deve ser mais do que respeitada, admirada.
Cada pessoa tem suas diferenças, tem suas “vírgulas”, suas particularidades. Saber lidar com isso, além de ser saudável, é um sinal de respeito pelo próximo. Cada um faz suas escolhas, e é preciso respeitar as escolhas alheias para que as nossas também sejam respeitadas.
A diversidade é maravilhosa.
Afinal, se todos fossem iguais, o mundo não teria a MÍNIMA graça.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
No final do fim;
"Ele olhou para mim com olhos marejados de solidão. Era tão lindo. Era o mais lindo. Irradiava beleza porque irradiava liberdade, tristeza bem vivida, medo que dava mão pra coragem. Agora ele não chegava a ser feio – a sina das pessoas bonitas é que nunca chegam a ser feias, nem quando precisam – mas não era mais a mesma beleza. Agora ele tinha só aquela beleza de fora, aquela que vem da harmonia dos olhos bem colocados, da boca bem desenhada, aquela beleza técnica, padrão. Essa sozinha não ganha. Não ganha lugar na novela, não ganha elogio, não ganha nada. Mas era assim que ele estava, vazio, belo e oco. Já não me fazia o coração parar, já não me inspirava amor e liberdade. Ele tinha o ar suspenso no peito, como quem parou num canto da vida, por medo, por planos, por desconhecimento...Eu nada podia fazer. Talvez ele ficasse assim para sempre, talvez não. Senti pena, e isso fez eu ter vergonha. Queria sentir pena de qualquer um, menos dele, logo ele...mas senti. Ele estava acuado, ele mentia para si mesmo,ele impedia-se de sentir, ele não deixava o agora imperar,e tinha olhos voltados para o amanhã, que talvez nem chegasse. Meu amor que havia tornado-se pequeno, acabou naquele instante, no instante em que o vi jurar amor por mim, e mesmo assim não conseguir ir de mãos dadas pela rua. Meu amor acabou porque ele acabou. Não consigo me lembrar quando, nem onde, mas um dia acordei e já não era mais ele. Uma pena. Grande pena. As pessoas se distanciam do que têm de melhor, porque se acham perdidas, incompletas, presas...e é justamente aí que se perdem, se incompletam, se prendem.Daqui um tempo talvez nos encontremos em alguma rua nova, de uma cidade nova, de um país novo, e espero de coração olhar os olhos que eu conheci e pelos quais me apaixonei. Espero ter-lhe como companheiro de sonhos e coragem novamente. Espero te ver bonito, daquela beleza que vem de um lugar desconhecido, e espero que estejas sorrindo com verdade."
Texto que a Jacke me mandou por e-mail. Uma mistura de um texto de um amigo dela com a própria edição.
Me identifiquei muito, ela também, e pelos mesmos motivos.
A unica diferença é o tempo que se passou entre nós duas.
Inteligente essa menina! :)
Texto que a Jacke me mandou por e-mail. Uma mistura de um texto de um amigo dela com a própria edição.
Me identifiquei muito, ela também, e pelos mesmos motivos.
A unica diferença é o tempo que se passou entre nós duas.
Inteligente essa menina! :)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Closer;

Era aquele o momento; Aquele preciso momento que ele havia esperado, calculado, programado, ensaiado e refletido em cada detalhe. Era chegada a hora de colocar pra fora o que ele havia guardado, era hora de dizer com todas as palavras que ela havia mudado a sua vida, e que ele já não via como poderia viver sem ela.
Se ela tivesse percebido antes, ah, se ela tivesse visto a cintila dentro daqueles olhos negros quando olhavam pra ela! Se ela tivesse olhado pra trás pelo menos uma das milhões de vezes em que ele se petrificava enquanto ela levantava e girava os cabelos ao vento. Se ela tivesse reparado que todos os conselhos amorosos que ele deu, na verdade serviam somente pra ele mesmo: "Se você gosta de alguém, tem que correr atrás. Não deixe que a felicidade corra mais rápido, não deixa ela fugir de você."
Ele não podia deixa-la fugir, ele tinha que agarrar aquela unica (e ele sabia muito bem que aquela seria a ultima) oportunidade.
Enquanto ela terminava de colocar os livros na bolsa, seus cabelos caíram nos seus olhos, e ela de novo não pode ver todo o esforço que ele estava fazendo pra parecer natural.
"Você lembra onde eu coloquei minha lapiseira? Não acho de jeito nenhum". Ela era linda mesmo quando era desajeitada, estabanada, e ela era sempre. O que permitia que, às vezes, ele pudesse fazer o herói e evitar que ela caísse, escorregasse, fosse atropelada ou esquecesse o celular em cima do balcão do bar. Mas o que ela não via (como, se era assim tão óbvio?) era que ele seria o herói dela pra sempre, ele iria salva-la de sua vida dedicada a estudos e porres, e noites de sexta na frente da TV. Ele a seguraria todas as vezes que ela ameaçasse cair, ele nunca permitiria que ela se machucasse. Ela tinha se machucado muitas vezes, e ele iria cuidar de todas aquelas lágrimas da madrugada dela.
Mas ela nunca tinha visto isso, ela nunca havia percebido que além da pose de difícil se escondia um sentimento que tinha lutado com todas as suas forças pra não aflorar. Ele tinha ignorado, tinha sido indiferente, tinha lutado e no fim das contas, se rendeu. Agora ele precisava colocar isso tudo pra fora, antes que ele explodisse.
Ele abaixou e pegou a lapiseira que estava logo em baixo da cadeira que ela estava sentada, extendeu-a na frente daqueles cabelos e os olhos que olhavam pro chão, e nem assim, mesmo que estivesse na frente dela, ela não viu. Ele colocou as mãos no queixo dela e levantou seu rosto bem devagar.
"Era isso que você estava procurando? Aqui está, e sempre esteve aqui bem embaixo do seu nariz, era sò você querer enxergar". Ela não entendeu o porque daquela complementação da frase, a lapiseira não tinha estado o tempo todo ali, ela teria visto, ela teria percebido, ela...
Ela olhou dentro da cintila daqueles olhos negros e viu, toda aquela onde de coisas não ditas e de palavras escondidas, toda a força daquele sentimento que ela sempre quis ver, mas não abria os olhos suficientemente pra isso.
E pela proximidade ela sentiu o calor que vinha dele, o respiro ansioso, aqueles olhos que não paravam mais de cintilar.
Não foi preciso dizer mais nada, eles haviam percebido que estavam condenados ao fracasso, mas se prometeram em silêncio que lutariam até o fim daquela guerra.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Regalo all'amore mio;
Ciao, amore!
Tu lo sai che in questo Natale non potrò riempirti di regali come me piacerebbe. Ma pure così vorrei regalarti un pò di quel che sento per te.
Ormai stiamo insieme da un pò di tempo, sono passati 556 giorni dalla prima volta che siamo stati insieme. Non avevo mai pensato che un giorno mi sarei trovata nella situazione che mi trovo adesso. Mi sono messa insieme a un uomo 11 anni più grande di me, appena separato e con un figlio di 6 anni. Sinceramente, non è il tipo di rapporto che sceglierei vivere se potessi. Ma non possiamo commandare il cuore, e mi sono innamorata. Ammetto che non subito, ci è voluto un pò di tempo.
All'inizio era solo sesso e compania, come lo era anche per te. Ma dopo mi sono trovata veramente bene con te e le cose sono andate avanti. Tu, sempre faccendo il duro, mi hai quasi fatto impazzire, non dimostravi mai i tuoi sentimenti per me, non riuscivo a capire se pure per te le cose stavano cambiando. Rimanevo male ogni volta che ti dicevo qualcosa di carino e tu non mi rispondevi. Volevo capire quel che stava succedendo e ammetto pure che non credevo che il nostro rapporto sarebbe durato.
Ma piano piano ti sei sciolto, e ache io mi sono fidata un pò di più, ed eccoci!
Sai, amore, io ho sempre pensato che non ce la farei mai a convivere con qualcuno. Tu lo sai il caratterino che ho, sono felice e 5 minuti dopo ho il muso, a volte mi arrabbio per niente, sono gelosa, tra tanti altri difetti. Ma con te và sempre tutto bene, perchè quando AMO divento più dolce.
E poi, come non amare una persona como te? Sei sempre così bravo, gentile, generoso (come ha detto Leo), hai un cuore gigante, non ti arrabbi facilmente e sai sempre il momento giusto per parlare o tacere. Ti sei lasciato amare, e io adoro starti vicino, coccolarti, abbracciarti, riempirti di baci, accarezzarti i capelli, dormirti vicino e fare l'amore. Quando facciamo l'amore è una cosa stupenda, sembra che siamo una sola persona, sento tutto l'amore che proviamo uno per l'altro.
Quanto mi sono emozionata con il mio regalo di Natale del'anno scorso! Mi hai portato a vedere la neve, il migliore Natale che ho mai avuto. E poi, i fiori che mi hai mandatto in Brasile, quando gli ho visti mi è venuto da piangere! Sei stato fantastico! E sai pure essre romantico ogni tanto.
Dopo tutto quello che mi è successo da quando ho deciso di andarmene dal Brasile, se oggi sono felice la colpa è tutta tua.
Te che sei molto più di un amante, sei amico, sei compagno, sei tutto quello che ho sempre voluto trovare.
Vorrei ringraziarti per ogni secondo che abbiamo passato insieme, per ogni bacio, ogni sguardo, ogni volta che ho avuto bisogno di te e tu mi sei sempre stato vicino.
Grazie per averti lasciato amare, grazie per essere l'unico amore mio.
E come regalo ti faccio una promessa.
Prometto fare tutto il possibile per fare di te l'uomo più felice di tutto il mondo! Tu meritti tutta la felicità che esiste, ed io te la darò.
Ti amo tanto, Emiliano.
Più di quanto pensavo fosse possibile.
E molto, molto più di quanto tu immagini.
Un bacione grande grande dalla sempre tua Carol.
(Buon Natale!)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Constante, eu?;
"Você é tão previsível"
Tenho muita antipatia por essa frase. Se eu não sou previsível nem pra mim, que me conheço à mais de 22 anos, imagina se as pessoas ao meu redor podem me dizer isso?
Eu adoro ficar na frente do computador, mas às vezes não tenho paciência. Se você desligar na minha cara pode ser que eu ligue de volta, ou não. Falo sempre de sexo e não ligo, mas às vezes acho isso muito vulgar. Sou melosa, mas de vez em quando o grude me cansa. Adoro dormir, mas odeio dormir cedo, e também odeio acordar tarde. Eu te ajudo quantas vezes você precisar, mas de vez em quando me bate uma má vontade. Sou muito preguiçosa, mesmo que de vez em quando tenha um chilique e passe roupa de madrugada. Gosto muito de ouvir, mas também adoro falar, e não costumo conciliar as duas coisas. Se você tirar sarro de mim pode ser que eu ria, que eu sorria, que eu te ignore ou que te de um tapa na cara, nunca se sabe. Se me ligarem de madrugada me convidando pra dar uma volta, posso aceitar, posso pular da cama ou posso dizer um belo palavrão e voltar a dormir. Adoro jogar conversa fora no MSN, mas na maioria do tempo estou "ausente" ou "off". Hoje gosto de vermelho, mas pode ser que amanhã passe a odiar, mesmo porque já odiei vermelho antes. Fumo em média 7 cigarros por dias, mas às vezes fumo 30. Coloco no último volume minha música preferida, mas adoro o silêncio. Sou louca por MPB e samba-rock, mas na balada nada melhor que um House. Adoro doces, mas posso ficar meses sem come-los e sem sentir falta deles. Sou caseira, mas adoro uma balada. Sou romântica, mas sou fria e calculista. Sou inteligente, mas sou extremamente burra. Sou palhaça, mas sou super séria. Estou sempre rindo, mas estou sempre brava. Amo minha mãe, mas odeio estar com ela. Adoro frio, adoro calor, odeio frio e odeio calor. Sou adolescente, criança, velha ranzinza e adulta. Sou responsável, responsável, meio-termo e nenhuma das anteriores. Sou hippie, roqueira, CDF, punk, clubber, largada, chique, feia, bonita, triste, feliz, gorda, magra, sou cada uma dessas coisas e todas essas contradições juntas, porque eu sou INCONSTANTE.
Porque tudo em mim depende, cada situação tem a sua reação de acordo com o meu estado de espírito naquele exato minuto. Não se pode esperar que alguém se comporte da mesma maneira, se a cada instante esse alguém é uma pessoa diferente.
Somos uma mutação constante, eu não sou previsível, e por isso também sou incapaz de prever os outros.
Façamos nossas vidas de SURPRESAS!
P.S.: Não gostou do texto?
1. Tudo bem, nem eu gostei muito na verdade.
2. Tudo bem, não podemos agradar todo mundo.
3. Não pedi mesmo pra você ler.
4. Eu sei, é uma droga.
Mas nesse exato momento, de acordo com o meu estado de espírito: 5. FODA-SE.
;)
Tenho muita antipatia por essa frase. Se eu não sou previsível nem pra mim, que me conheço à mais de 22 anos, imagina se as pessoas ao meu redor podem me dizer isso?
Eu adoro ficar na frente do computador, mas às vezes não tenho paciência. Se você desligar na minha cara pode ser que eu ligue de volta, ou não. Falo sempre de sexo e não ligo, mas às vezes acho isso muito vulgar. Sou melosa, mas de vez em quando o grude me cansa. Adoro dormir, mas odeio dormir cedo, e também odeio acordar tarde. Eu te ajudo quantas vezes você precisar, mas de vez em quando me bate uma má vontade. Sou muito preguiçosa, mesmo que de vez em quando tenha um chilique e passe roupa de madrugada. Gosto muito de ouvir, mas também adoro falar, e não costumo conciliar as duas coisas. Se você tirar sarro de mim pode ser que eu ria, que eu sorria, que eu te ignore ou que te de um tapa na cara, nunca se sabe. Se me ligarem de madrugada me convidando pra dar uma volta, posso aceitar, posso pular da cama ou posso dizer um belo palavrão e voltar a dormir. Adoro jogar conversa fora no MSN, mas na maioria do tempo estou "ausente" ou "off". Hoje gosto de vermelho, mas pode ser que amanhã passe a odiar, mesmo porque já odiei vermelho antes. Fumo em média 7 cigarros por dias, mas às vezes fumo 30. Coloco no último volume minha música preferida, mas adoro o silêncio. Sou louca por MPB e samba-rock, mas na balada nada melhor que um House. Adoro doces, mas posso ficar meses sem come-los e sem sentir falta deles. Sou caseira, mas adoro uma balada. Sou romântica, mas sou fria e calculista. Sou inteligente, mas sou extremamente burra. Sou palhaça, mas sou super séria. Estou sempre rindo, mas estou sempre brava. Amo minha mãe, mas odeio estar com ela. Adoro frio, adoro calor, odeio frio e odeio calor. Sou adolescente, criança, velha ranzinza e adulta. Sou responsável, responsável, meio-termo e nenhuma das anteriores. Sou hippie, roqueira, CDF, punk, clubber, largada, chique, feia, bonita, triste, feliz, gorda, magra, sou cada uma dessas coisas e todas essas contradições juntas, porque eu sou INCONSTANTE.
Porque tudo em mim depende, cada situação tem a sua reação de acordo com o meu estado de espírito naquele exato minuto. Não se pode esperar que alguém se comporte da mesma maneira, se a cada instante esse alguém é uma pessoa diferente.
Somos uma mutação constante, eu não sou previsível, e por isso também sou incapaz de prever os outros.
Façamos nossas vidas de SURPRESAS!
P.S.: Não gostou do texto?
1. Tudo bem, nem eu gostei muito na verdade.
2. Tudo bem, não podemos agradar todo mundo.
3. Não pedi mesmo pra você ler.
4. Eu sei, é uma droga.
Mas nesse exato momento, de acordo com o meu estado de espírito: 5. FODA-SE.
;)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
"Ah, ele não era tudo aquilo..."
"Vejo sempre a mesma história. Primeiro a pessoa some uns dias, umas horas, no mínimo. Depois, aparece com algum nick poético no MSN, aquele sorriso no rosto, a pele maravilhosa, espalhando sua felicidade para o mundo inteiro. Você pergunta o que aconteceu e descobre que a pessoa está namorando, enrolada, tá pegando, tá se relacionando com alguém. Os mais corajosos, e que não temem perder os demais pretendentes, mudam logo o status no Orkut para "namorando", criam um álbum para o novo casal, informam pelo GoogleTalk cada passo dos pombinhos (ninguém sente falta de quando os namoros eram apenas entre duas pessoas?) e os mais cautelosos, ou medrosos, continuam no "solteiro" ou "nada a declarar".
Querendo saber todos os detalhes, você logo pergunta quem é o novo elegido e a resposta é também sempre a mesma, "é uma pessoa muito especial. Eu sinto que vai ser diferente, que não é uma pessoa como as outras, é alguém muito bacana, acho que tô apaixonado". Você sorri e deseja sorte para o novo rolo do seu amigo. Passam-se alguns dias, geralmente varia entre cinco dias e um mês (para os mais persistentes), e seu amigo volta a ser solteiro. "O que aconteceu?", você novamente pergunta. A resposta, outra vez, não varia muito, "ah, ele não era tudo aquilo que eu pensava", e é dita por aquele - antes apaixonado, agora decepcionado - amigo. É, e é sempre culpa do outro nunca da própria pessoa. Ele era muito grudento (ou você é escorregadio demais?), ele não retornava as ligações (dá tempo de retornar com você ligando a cada dois minutos?), éramos muito diferentes (já considerou se casar com seu espelho?), enfim, ele não era aquilo tudo (ou você quer do outro o que ele não pode ser? Se você busca salgado na loja de doces o erro é seu, só seu! Entendeu?).
Agora, vamos lá. Deita aí no divã que tá limpinho. Não era tudo aquilo? Você se decepcionou? Sabe quando a gente tem uma desilusão? Quando a gente se ilude, quando a gente troca o conhecer pelo se iludir, por criar expectativas e projetar no outro o que nós queremos. Sinto lhe informar, mas, você definitivamente não estava apaixonado por este ilustre ser desconhecido que você elegeu em uma semana ao posto de amor da sua vida. Você estava, simplesmente, apaixonado pela sua projeção, pela parcela de você que viu no outro (aquilo que chamamos de "coincidências", "alma gêmeas" no começo da relação e no final damos o nome de "pé no saco") e estava apaixonado também pelo começo da relação com este outro alguém. Não há como gostar do que não conhecemos. De novo, "não há como gostar do que não conhecemos", mais uma vez, "não há como gostar do que não conhecemos". Só você: "não há como gostar do que não conhecemos". Todo mundo: "não há como gostar do que não conhecemos"!
Como é mesmo o início de uma relação? Amor, amor, e mais amor, físico e espiritual. Se você conhecer alguém que já no começo não faça você se sentir nas nuvens, corra porque é o capeta disfarçado de gente! É como aconselhava minha sabia avó, que se casou três vezes: quando você quer matar a galinha, você não fala "xô", você chama ela bem bonitinho, carinhosamente, e somente depois dela acreditar em você é que você quebra o pescoço dela, depena, joga na panela e come! Então, no começo, caríssimo, todo mundo vai se mostrar como o ser mais apaixonante do mundo, chama-se cortejo esse processo e existe até entre os animais não racionais (imagina entre os racionais).
Depois da conquista, aí sim, chega a hora de conhecer aquela pessoa "muito especial". Será que vocês combinam? Será que você suporta essa pessoa antes e depois do sexo? Vale ter alguém o resto da vida por alguns minutos de prazer? E muitos outros "será?" que virão. Depois de conhecer você finalmente poderá se apaixonar por aquela pessoa e não pelo começo apaixonante de qualquer relação, captou?
Então, fique com quem você ama, apesar de tudo, por tudo, acima de tudo. Caso contrario, não será amor, será apenas alguém, no caso você, usando alguém para se sentir bem, para se sentir melhor (ou exibir para os outros?), e isso se chama egoísmo, não namoro, não amor. Não seja alguém tão carente assim, porra!
É difícil saber disso tudo, porém precisamos continuar tentando. Eu não caio mais nessas! Mas, agora que você acabou de ler meu texto, eu preciso contar uma coisa para você: conheci uma pessoa muito especial. Nossa, ele não é que nem os outros, sabe? Ele faz eu me sentir..."
"Já viu alguém e soube que se aquela pessoa realmente conhecesse você teria, bem, teria é claro se livrado do modelo perfeito com quem estava, e se daria conta de que você é a pessoa com quem queria envelhecer?"
(Enquanto você dormia - 1995)
Eu sei que sou EU que deveria escrever o que eu posto aqui, mas esse texto realmente é demais, e serve pra todo mundo.
Inclusive pra muitos dos meus amigos que leem esse blog.
xD
Créditos: http://www.eusoqueriaumcafe.com/
Querendo saber todos os detalhes, você logo pergunta quem é o novo elegido e a resposta é também sempre a mesma, "é uma pessoa muito especial. Eu sinto que vai ser diferente, que não é uma pessoa como as outras, é alguém muito bacana, acho que tô apaixonado". Você sorri e deseja sorte para o novo rolo do seu amigo. Passam-se alguns dias, geralmente varia entre cinco dias e um mês (para os mais persistentes), e seu amigo volta a ser solteiro. "O que aconteceu?", você novamente pergunta. A resposta, outra vez, não varia muito, "ah, ele não era tudo aquilo que eu pensava", e é dita por aquele - antes apaixonado, agora decepcionado - amigo. É, e é sempre culpa do outro nunca da própria pessoa. Ele era muito grudento (ou você é escorregadio demais?), ele não retornava as ligações (dá tempo de retornar com você ligando a cada dois minutos?), éramos muito diferentes (já considerou se casar com seu espelho?), enfim, ele não era aquilo tudo (ou você quer do outro o que ele não pode ser? Se você busca salgado na loja de doces o erro é seu, só seu! Entendeu?).
Agora, vamos lá. Deita aí no divã que tá limpinho. Não era tudo aquilo? Você se decepcionou? Sabe quando a gente tem uma desilusão? Quando a gente se ilude, quando a gente troca o conhecer pelo se iludir, por criar expectativas e projetar no outro o que nós queremos. Sinto lhe informar, mas, você definitivamente não estava apaixonado por este ilustre ser desconhecido que você elegeu em uma semana ao posto de amor da sua vida. Você estava, simplesmente, apaixonado pela sua projeção, pela parcela de você que viu no outro (aquilo que chamamos de "coincidências", "alma gêmeas" no começo da relação e no final damos o nome de "pé no saco") e estava apaixonado também pelo começo da relação com este outro alguém. Não há como gostar do que não conhecemos. De novo, "não há como gostar do que não conhecemos", mais uma vez, "não há como gostar do que não conhecemos". Só você: "não há como gostar do que não conhecemos". Todo mundo: "não há como gostar do que não conhecemos"!
Como é mesmo o início de uma relação? Amor, amor, e mais amor, físico e espiritual. Se você conhecer alguém que já no começo não faça você se sentir nas nuvens, corra porque é o capeta disfarçado de gente! É como aconselhava minha sabia avó, que se casou três vezes: quando você quer matar a galinha, você não fala "xô", você chama ela bem bonitinho, carinhosamente, e somente depois dela acreditar em você é que você quebra o pescoço dela, depena, joga na panela e come! Então, no começo, caríssimo, todo mundo vai se mostrar como o ser mais apaixonante do mundo, chama-se cortejo esse processo e existe até entre os animais não racionais (imagina entre os racionais).
Depois da conquista, aí sim, chega a hora de conhecer aquela pessoa "muito especial". Será que vocês combinam? Será que você suporta essa pessoa antes e depois do sexo? Vale ter alguém o resto da vida por alguns minutos de prazer? E muitos outros "será?" que virão. Depois de conhecer você finalmente poderá se apaixonar por aquela pessoa e não pelo começo apaixonante de qualquer relação, captou?
Então, fique com quem você ama, apesar de tudo, por tudo, acima de tudo. Caso contrario, não será amor, será apenas alguém, no caso você, usando alguém para se sentir bem, para se sentir melhor (ou exibir para os outros?), e isso se chama egoísmo, não namoro, não amor. Não seja alguém tão carente assim, porra!
É difícil saber disso tudo, porém precisamos continuar tentando. Eu não caio mais nessas! Mas, agora que você acabou de ler meu texto, eu preciso contar uma coisa para você: conheci uma pessoa muito especial. Nossa, ele não é que nem os outros, sabe? Ele faz eu me sentir..."
"Já viu alguém e soube que se aquela pessoa realmente conhecesse você teria, bem, teria é claro se livrado do modelo perfeito com quem estava, e se daria conta de que você é a pessoa com quem queria envelhecer?"
(Enquanto você dormia - 1995)
Eu sei que sou EU que deveria escrever o que eu posto aqui, mas esse texto realmente é demais, e serve pra todo mundo.
Inclusive pra muitos dos meus amigos que leem esse blog.
xD
Créditos: http://www.eusoqueriaumcafe.com/
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