Quantos questionamentos!
Eu disse uma vez que o problema é que eu penso: "Nunca mais vou conseguir ser feliz como eu fui com ele", mas talvez nem seja verdade. Eu me machuquei muito, sabe, me fiz muito mal com essa ex-relação. Não consigo mais confiar nas pessoas, não consigo acreditar num sentimento intenso, verdadeiro, que me faz tirar os pés do chão, me faz voar e ver o mundo lah de cima, além de todos os problemas e idiotices humanas. Agora são essas mesmas idiotices e futilidades que predominam na minha maneira de ver esse mundo estranho.
Também costumo dizer que tenho preguiça das pessoas, e é verdade. Quanto elas me chateiam! Me deixam entediada. Pessoas sem profundidade, pessoas sem recheio, que não pensam, que não agem de acordo com o que realmente acreditam porque simplesmente não conseguem acreditar em nada. Que empurram a vida com a barriga como se fosse apenas uma obrigação nossa viver.
Não, por favor, a vida não é uma obrigação. Pelo contrario, é uma escolha.
Escolher entre viver intensamente, mesmo que isso signifique viver menos, do que viver medianamente, talvez durando mais uns 10 anos tediosos em que não se fez absolutamente nada. Qualidade de vida pra mim é SENTIR. A vida é tão cheia de sensaçoes, cheia de emoçoes fortes, de respiros intensos, de suspiros de alivio por sentir a vida correndo velozmente dentro de cada uma das nossas veias. Um olhar de filme, uma noitada historica, um ataque de riso, a sensação de paz de um por-do-sol.
Eu tive isso um dia. Eu vivi cada segundo da minha existencia com intensidade. E se hoje não é mais assim, a culpa não é soh de um relacionamento falido, ou de um amadurecimento precoce. Talvez a culpa seja minha.
Fui eu que deixei de acreditar, fui eu que, por ter encontrado algumas pedras no caminho, fui fraca e tropecei.
Nada disso deveria ter atrapalhado meu curso, eu deveria ser forte o suficiente pra continuar acreditando, continuar vivendo.
Eu vivi profundamente meu sofrimento, mas depois disso me tornei um pouco indiferente. Não indiferente como a maioria das pessoas, mas indiferente às coisas de antes, indiferente aos sentimentos novos, às oportunidades, às chances. Porque desacreditei que tudo pudesse dar certo. Tirei por lição um relacionamento falido, pra acreditar que todos os outros que viessem a existir também seriam.
E eu entendo o porque de eu ter me tornado assim. Não que eu concorde, mas entendo.
Afinal, aqueles dois anos foram os mais intensos e bem vividos da minha vida, eu entreguei cada segundo da minha vida àquelas emoçoes, aqueles sentimentos. Eu VIVIA. E tudo se acabou de uma maneira tão imbecil, tão ... ridicula, que eu perdi meu chão. E se eu não acreditava mais em mim, que por algum motivo que eu desconhecia perdi TUDO com poucas palavras, como seria capaz de acreditar em qualquer outra coisa?
Hoje deito a cabeça no travesseiro ao lado de um homem que significa muito pra mim, mas não significa tudo. Sussurro palavras doces que ele não pode ouvir, por se assustar. Me sinto bem ao lado dele, mas não FELIZ. Me sinto protegida, mas não amada.
Ele não me basta pra ser feliz.
Talvez seja esse o começo de uma grande historia.
Mas talvez seja apenas uma historia, que mais cedo ou mais tarde vai falir, como faliram todas as outras, pelo injusto fato de eu não conseguir mais acreditar.
eh, eu me pergunto todos os dias: por que nada eh como foi um dia?
ResponderExcluirentendi cada silaba do q vc escreveu, xuxu.
mas, eh isso ai neh.
viver intensamente. :*
saudaaaaaaaaaade, amo !
"E se eu não acreditava mais em mim, que por algum motivo que eu desconhecia perdi TUDO com poucas palavras (...)"
ResponderExcluir?!?
O resto eu entendi TUDO.
;*
Talvez não seja viver intensamente e, sim, viver. Não importa se de pouco em pouco, que desista e falhe. O importante é voltar e continuar, por mais que isso possa demorar um pouco, ou metade do infito.
ResponderExcluirputz, Carol. Tu escreve muito *-*
mudei o nome do meu blog ^^
ResponderExcluir:*
é preciso acreditar!
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